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domingo, 1 de maio de 2011 Entrevista | 10:12

Simone Spoladore será uma taxista que fica milionária em novela: 'Não acho que dinheiro mude o caráter de ninguém'

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Simone Spoladore voltou para a auto-escola por novela

Simone Spoladore é uma dessas atrizes que consegue conciliar a carreira na TV e no cinema como poucas. Só para se ter noção, esta semana ela poderá ser vista nos cinemas em três filmes: “O Natimorto”, baseado na obra de Lourenço Mutarelli; “Não Se Pode Viver Sem Amor”, no qual contracena com Cauã Reymond; e em “Elvis & Madona”, em que vive um caso de amor inusitado – sua personagem, uma lésbica, se apaixona por um travesti. Neste último, aparece dirigindo uma moto em algumas cenas. O ambiente urbano, aliás, estará bem presente na vida de Simone, que, a partir desta terça-feira, poderá ser vista em “Vidas em Jogo”, nova novela da Record. Na trama escrita por Cristiane Fridman, a atriz interpretará Andrea, uma motorista de táxi que sofre nas mãos da máfia, mas fica milionária quando ganha um bolão na loteria. Para compor a personagem, a morena voltou a auto-escola e conversou com mulheres taxistas. Simone conversou com a coluna.

IG: Dá para conciliar a gravação de uma novela com o cinema?
SIMONE SPOLADORE: Dá, sim. Isso é tudo conversado antes com a emissora. Na semana de estreia da novela, por exemplo, vou começar uma filmagem. Conversei com a direção e não gravarei “Vidas em Jogo” dois dias na semana para me dedicar ao filme. Vou fazer o novo longa da Lúcia Murat (diretora de filmes como “Quase Dois Irmãos” e “Que Bom Te Ver Viva”), que se chamará “Sala de Espera”. Meu papel é inspirado numa personagem real, a Vera Silvia Magalhães, amiga da Lúcia, que foi militante nos tempos da ditadura e participou do sequestro do embaixador americano. No filme ela está no hospital, nos dias de hoje, e relembra as memórias do que ela viveu. Gosto de poder conciliar cinema e TV. O cinema é meu alimento, o que me faz me sentir viva.

IG: Em “Elvis & Madona” sua personagem é bastante urbana, uma motogirl. Foi uma referência para compor a taxista de “Vidas em Jogo”?
SIMONE SPOLADORE: Tenho esse filme como uma referência mesmo. Mas, ao contrário do Elvis, minha personagem na novela, Andrea, não é masculinizada. Aliás, esse é um dos estereótipos que acho que caíram por terra quando comecei a pesquisa para o papel.

IG: Que estereótipos?
SIMONE SPOLADORE: Muita gente acha que mulher taxista é largada, mas é exatamente o contrário. Elas se cuidam muito, acham que precisam se cuidar, estar bem. Afinal, elas também trabalham com a imagem. E precisam ser muito corajosas. Sair dirigindo sozinha não é moleza, não.

Simone numa de "Vidas em Jogo", como Andrea, dirigindo seu táxi

IG: Quando pega um táxi vê o motorista diferente? Parou de pensar que eles podem pegar um caminho mais longo pra te enrolar, por exemplo?
SIMONE SPOLADORE: Ah, mas tem muita gente honesta nessa profissão. Nesse casos a gente dá uma dica de caminho, de repente. Já encontrei taxistas que me ajudaram muito. Outro dia estava tentando achar um hotel no taxi, quando ele me viu ligando pra um monte deles, ligou para a central de táxis e fez com que eles achassem um hotel para mim. Foi incrível.

IG: Fez alguma preparação especial para compor a personagem?
SIMONE SPOLADORE: Tive de voltar para a auto-escola. Havia ficado de saco cheio de dirigir e estava há uns três anos sem pegar num carro, perdi um pouco a prática. Também comecei a ouvir muitas histórias de taxistas. Cheguei a conversar com uma taxista. Ela me deu várias dicas, ensinou como agir ao pegar um passageiro homem à noite, por exemplo. Foi muito bom ter essa referência.

IG: Em “Bela, a Feia”, você rompeu com a imagem intelectualizada que tinham de você e ainda encarnou uma vilã.
SIMONE SPOLADORE: Foi uma experiência ótima! A Verônica era uma vilã exagerada em tudo. Me marcou muito, porque passei quase um ano interpretando ela. Foi divetidíssimo, mas era outro estilo de interpretação, diferente de agora.

IG: Alguma chance da Andrea, de “Vidas em Jogo”, ficar má?
SIMONE SPOLADORE: Ela tem perfil de boazinha. Ela até tenta corromper um cara quando ganha dinheiro, tenta conseguir justiça de outra maneira porque perdeu o carro, mas se dá mal e se arrepende depois. Ela cometerá alguns deslizes, mas não é má, não. Pelo menos até onde sei.

IG: Acha que o dinheiro pode mudar o caráter de alguém?
SIMONE SPOLADORE: Acho que não. Só muda de quem é mau caráter. Acho que as pessoas que nascem boas continuam boas. Se muda o caráter é porque não era boa. Pras pessoas do bem, o dinheiro melhora a vida!

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