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sexta-feira, 30 de setembro de 2011 Crítica, Seriado | 11:19

Os Estados Unidos se rendem à temática espírita em 'A Gifted Man'

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Patrick Wilson e Jennifer Ehle numa cena de "A Gifted Man"

No Brasil, alguns dos grandes sucessos de audiência tanto da TV quanto do cinema abordavam o espiritismo. “Chico Xavier”, por exemplo, arrastou 3,5 milhões de espectadores às salas. “Escrito nas Estrelas” e “O Profeta” também deixaram milhares de brasileiros em frente à televisão diariamente. Parece que agora é a vez de os Estados Unidos testarem o poder da temática sobrenatural. Estrelada por Patrick Wilson, “A Gifted Man” é uma série sobre amores perdidos e reencontrados. No Além. Neurocirurgião muito bem sucedido, “o Messi de sua área”, como ele mesmo se define, Michael Holt revê depois de anos a ex-mulher (Jennifer Ehle). Acontece que ela já está morta. E aí tudo muda em sua vida.

Homem ambicioso e frio, o médico é obrigado a passar por uma mudança de comportamento, uma vez que o fantasma da ex-amada pede para que ele finalizasse alguns assuntos pendentes. Ele tem de lidar com pessoas que não lidaria normalmente e até mesmo a fazer caridade. Para entender o que se passa vale de tudo. Até mesmo apelar para rituais xamânicos.

Apesar do apelo para o sobrenatural, o seriado apela mais para posicionar o protagonista como homem bem-sucedido do que explorar os dramas intrínsecos à sua vida. Talvez seja apenas fruto do começo de trama. Mas é preciso estabelecer um ritmo melhor. E apelar para o emocional sem frieza. Afinal, produções com esta temática só deram certo por apelar para o dramalhão.

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