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sábado, 29 de outubro de 2011 Crítica, Novela | 00:26

'O Astro' resgatou os melhores elementos do melodrama e mostrou que Globo deve investir em novo horário

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Amanda se desespera com a morte de Herculano no último capítulo de "O Astro"

Não se pode negar: o remake de “O Astro” surgiu como uma empolgante novidade na teledramaturgia nacional. Num horário próprio para tratar assuntos mais adultos, a novela encontrou caminho livre para ousar. Apesar das cenas de nudez e dos crimes para lá de ensaguentados, o folhetim preferiu se enquadrar no esquema de “novelão”. Não houve tanta ousadia quanto se esperava, é bem verdade, mas sobrou qualidade. A nova versão do folhetim escrito por Janete Clair em 1977 foi encarada pelos espectadores com clima de nostalgia. Em tempos em que dinossauros de computação gráfica e personagens literalmente caem do céu nas histórias da TV, “O Astro” mostrou que o povo gosta mesmo é de um bom melodrama com seus ingredientes mais básicos.

A escolha do elenco foi acertada e trouxe de volta nomes que estavam fazendo falta na televisão, como Daniel Filho e Regina Duarte. Rosamaria Murtinho, Vera Zimmermann, Humberto Martins e Fernanda Rodrigues ganharam papéis que valorizaram seus talentos. Aliás, a revelação de que Clô (Regina) era a verdadeira assassina de Salomão foi uma maneira de reconhecer uma atriz que estava sofrendo com a falta de bons personagens.

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Da mesma maneira, o texto não pode passar batido. Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro uniram popular e erudito num texto refinado. Não se pode dizer, no entanto, que “O Astro” foi um sucesso de cabo a rabo. Embora tenha começado de maneira eletrizante, a história se perdeu no desenvolvimento e deixou alguns personagens esquecidos. Alguns atores mereciam ter melhor desenvolvidas suas tramas. Esta novela não foi exatamente inovadora, mas pode ser considerada um grande avanço por resgatar o melhor que o gênero pode oferecer com uma direção esmerada. Que a Globo siga o bom exemplo com o remake de “Gabriela” no que vem.

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