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sábado, 31 de dezembro de 2011 Sobe e desce | 15:19

O legal e o mico de 2011

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No último dia do ano, a coluna lista o que foi destaque e o que foi decepção. A todos, um ótimo réveillon e que 2012 venha com muita saúde e paz.

O QUE FOI LEGAL EM 2011

1) “Cordel Encantado”

Há tempos não se via uma novela tão bela quanto “Cordel Encantado”. Em sua segunda investida nos folhetins da Globo, a dupla Thelma Guedes e Duca Rachid mostrou que veio para ficar. Fotografia belíssima, atores inspirados e uma história afiada. Não por acaso os índices de audiência, que começaram mornos, aumentaram consideravelmente. Cauã Reymond e Bruno Gagliasso também acertaram com interpretações na medida certa.

2) Tatá Werneck e Dani Calabresa

As duas apresentadoras da MTV devem continuar se destacando no próximo ano com suas imitações impagáveis de nomes como Patrícia Poeta, Hebe e Luciana Gimenez. Além disso, Tatá, com suas personagens Taty Periguete e Roshane fazem qualquer um chorar de rir. O humor é das mulheres!

3) “A Vida da Gente”

Não é exagero nenhum dizer que a melhor novela no ar atualmente é “A Vida da Gente”. Inicialmente olhada com desconfiança por apresentar uma trama melancólica em sucessão ao sucesso que foi “Cordel Encantado”, a história escrita por Licia Manzo surpreendeu a todos. O texto é impecavelmente bem escrito, direção e fotografia acertam na maior parte dos casos. Isso sem falar no elenco, que está absolutamente bem afinado. Esta semana Ana Beatriz Nogueira, Marjorie Estiano, Nicete Bruno e Gisele Fróes deram um show. Novela das seis com cara de folhetim das nove.

4) Gabriel Braga Nunes, o vilão de “Insensato Coração”

O público amou odiar o vilão malandro e sem caráter de “Insensato Coração”. Gabriel Braga Nunes entrou aos 45 do segundo tempo na novela das nove para substituir Fábio Assunção e não fez feio. O bom desempenho acabou por lhe render o posto de protagonista da próxima trama das seis, “Amor, Eterno Amor”.

5) Monique Evans e Joana Machado na final de “A Fazenda”

Não fosse por essas duas mulheres fortes, que bateram de frente com figuras machistas e de caráter um tanto fraco, esta edição de “A Fazenda” teria passado batida. Falta que alguma emissora de TV dê oportunidade a Monique, no entanto, uma apresentadora versátil e irreverente.

OS MAIORES MICOS DE 2011

1) “Malhação” sobrenatural

De nada adiantou apelar para a paranormalidade e o sobrenatural para tentar angariar o público de “Lost” e “Crepúsculo”. Esta temporada de “Malhação” amargou audiência baixa e não empolgou a ninguém, tanto que a Globo mandou encerrar algumas tramas antes do tempo e está reformulando o elenco da novelinha adolescente.

2) Daniela Albuquerque

Este foi o ano em que Daniela Albuquerque se tornou nacionalmente conhecida por suas gafes – que não foram poucas. Apesar de um tanto constrangedores, os erros eram garantia de boas risadas. Só para lembrar alguns: ela afirmou que um ano tem 361 dias, tentou atender um espectador que não estava na linha e ainda teve de engolir a inesperada despedida da ex-colega de “Manhã Maior” Keyla Lima ao vivo.

3) Canal Sony se rendes às televendas

Nada pior para um espectador assíduo de um seriado do que sintonizar a TV no horário anunciado e não encontrar sua atração favorita. Foi exatamente isso que o Canal Sony fez com sua audiência. Trocou a faixa de reprises, que muita gente que não chega do trabalho cedo costuma assistir, por programas de televendas. Um total absurdo e completo desrespeito. A situação é ainda mais constrangedora porque paga-se para ver o conteúdo desse canal. Ou seja: dinheiro aplicado para assistir comerciais, coisa que já se encontra aos montes de graça – e em qualidade menos sofrível – na TV aberta.

4) O último capítulo de “Morde & Assopra”

Quem viu o último capítulo de “Morde & Assopra” teve a impressão de estar assistindo duas novelas distintas. Numa, Cássia Kiss fazia chorar dando um banho de atuação. Em outra, cenas toscas e absurdas de dinossauros no Centro da Terra mais faziam rir do que emocionar. O desfecho da trama dá uma ideia de como ela foi irregular do começo ao fim. Não dá pra colocar personagens no Centro da Terra para depois um deles dizer que sairá de lá de barco. Não dá para colocar um sol na oquidão do planeta. Não dá pra colocar geladeira e computadores onde não tem energia elétrica. E não dá pra mostrar cenas tão mal dirigidas como as da morte de Virgínia (Bárbara Paz). Pareceu comédia. Leia a crítica do capítulo aqui.

5) “O Aprendiz – Empreendedor”

Com pouco mais de duas horas de duração, a final de “O Aprendiz” foi exibida ao vivo e elegeu Janaína sua vencedora, mas se destacou por algumas das gafes de João Doria Jr. A maior delas foi dar a entender que Macapá é um estado e não a capital do Amapá, como todos sabem. O erro geográfico ocorreu  quando o apresentador perguntou a avó da campeã onde ela havia nascido e em qual cidade ela vivia. Ao ouvir da convidada que ela vinha do Macapá, ele perguntou de que cidade logo em seguida. Chamou atenção ainda o fato de Doria ter confundido a marca do automável que uma das finalistas receberia de prêmio, por acaso, um dos patrocinadores do programa. Se a final ao vivo do reality show fosse uma sala de reunião, certamente Doria levaria um grande puxão de orelha. Segundo o Ibope, a final marcou a pior audiência de todas as edições. Doria melhorou ao ficar mais bravo, mas ainda assim deixou a desejar ao vivo.

Relembre os micos das semanas anteriores

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