Publicidade

terça-feira, 10 de abril de 2012 Entrevista | 09:00

Petrônio Gontijo: 'Dinheiro nunca foi fator determinante na minha carreira'

Compartilhe: Twitter

Petrônio: "Voltei para a Record porque curti trabalhar aqui"

Depois de deixar a Record para fazer “Insensato Coração”, na Globo, Petrônio Gontijo voltou para a Record e ocupa um dos papéis de destaque de “Máscaras”, novela de Lauro César Muniz que estreia nesta terça-feira (10). Na trama ele dá vida a Décio, um psiquiatra que circula no núcleo dos protagonistas, interpretados por Míriam Freeland e Fernando Pavão. Misterioso, é um homem com passado não esclarecido. “Só sei de um segredo dele”, despista o ator. Ele conversou com a coluna. Leia a seguir.

IG: O que foi definidor na sua volta para a Record?
PETRÔNIO GONTIJO: O convite! Foi muito simpático e forte. Trabalhei aqui durante muitos anos e recebi um convite irrecusável. Não falo sobre a parte financeira por questões de contrato, qualquer coisa sobre isso é especulação. Tenho um bom contrato e estou muito feliz com ele. Mas o dinheiro nunca foi determinante na minha carreira.

IG: Você deixou a Record num momento em que vários atores saíram e voltou pouco depois.
PETRÔNIO GONTIJO: Fui fazer Gilberto Braga que é um cara com quem comecei. Ele praticamente me lançou no começo da minha carreira. Ia fazer “O Dono do Mundo” e fui remanejado pra fazer “Salomé”. Só pude reencontrá-lo em “Pátria Minha” e por muito tempo guardamos o sonho de voltar a trabalhar juntos. Fui e não houve problemas em ir e voltar. O que me guia na minha carreira é o prazer e com quem vou trabalhar. O Gilberto é um dos maiores autores do Brasil e agora estou trabalhando com um outro que está no top. Sou muito grato e impressionado com o trabalho do Lauro. Quando criança lembro que assisti três novelas: uma do Gilberto, que era “Dancin’ Days”, e duas do Lauro, “Os Gigantes” e “Espelho Mágico”. Lembro do nomes do personagens até hoje. Trabalhar com o Lauro é, para mim, realizar um sonho de infância.

IG: Seu personagem é um psiquiatra. Faz terapia há muito tempo?
PETRÔNIO GONTIJO: Faço, há 10 anos. Acho que é um universo muito amplo e que tem de ser tratado com muito cuidado. Acho que não existe estereótipo de psiquiatra, existem, sim, seres humanos que tentam compreender os outros. O psiquiatra tenta descobrir o que acontece na mente humana, mas é passível de falhas, como todos os personagens do Lauro César, aliás. Estudei bastante o assunto, tive o acompanhamento de uma psiquiatra. E tive um trabalho particular com dois médicos que conheço para me ajudarem a compor o personagem. Também acho que ele tem muito a ver com o protagonista do livro “O Jogador”, do Dostoiévski. Ele tem frisson na adversidade, gosta do conflito.

IG: Seria ele um psiquiatra pouco equilibrado?
PETRÔNIO GONTIJO: Ele é um personagem que me surpreende a cada página que viro. Ele pode ter uma leitura de que é desequilibrado de início, mas talvez não. Talvez seja pior. Ou não. A novela tem uma pegada muito nova. O Décio diz coisas absolutamente sérias e profundas num momento e em outros muda. Ele não é bonzinho, mas também não é mau. A máscara social dele é o óculos, mas não sei atrás do que ele se esconde. Os personagens desconfiam de si o tempo inteiro, mesmo sendo amigos. Não acredito que as coisas sejam tão peito no branco assim.

IG: O que se sabe sobre Décio?
PETRÔNIO GONTIJO: Ele é um cara muito contido. Só sei que ele é de Campo Grande, não é casado, não tem um parente. Não há um toque de passado para compor. Então estou montando o quebra-cabeça. Até agora só sei de um segredo, mas o público logo vai saber também.

IG: Percebe muita diferença entre a Globo e a Record?
PETRÔNIO GONTIJO: São casas diferentes. A Globo tem esse tempo todo de experiência, fazem telenovelas há décadas. Voltando para cá, senti que a Record está com muito gás. Eu tô muito bem aqui. É mais um campo de trabalho. Voltei porque curti trabalhar aqui.

Siga-me no Twitter

Autor: Tags: , , , ,