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segunda-feira, 1 de outubro de 2012 Crítica, Seriado | 14:31

Estreia do GNT, 'Sessão de Terapia' não deixa nada a dever para suas versões internacionais

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Zécarlos Machado, o protagonista de "Sessão de Terapia"

Adaptado para vários países desde que foi originalmente ao ar em Israel, “Sessão de Terapia” ganha sua versão brasileira a partir desta segunda-feira (1). Com exibição diária pelo GNT, o seriado inaugura uma nova faixa no canal por assinatura, que pretende investir em dramaturgia, além dos reality shows e documentários. Exibida nos Estados Unidos pela HBO e estrelada por Gabriel Byrne, a história durou três temporadas e inovou no formato: a cada dia o psicanalista Theo (vivivo aqui por Zécarlos Machado) recebe um paciente. O espectador tem, assim, um encontro marcado com cada personagem a cada dia da semana.

Segunda-feira é o dia de Júlia (Maria Fernanda Cândido), uma mulher insinuante. No dia seguinte, a trama explorada é a de Breno (Sérgio Guizé), um atirador de elite. Na quarta é a vez de Nina (Bianca Muller), uma adolescente com tendências suicidades. Às quintas, o terapeuta recebe o casal Ana (Mariana Lima) e João (André Frateschi), que vive a dúvida de seguir ou continuar uma gravidez. Já às sextas é a vez de acompanhar a terapia do próprio psicólogo, que desabafa com Dora (Selma Egrei), e também de sua esposa, Clarice (Maria Luisa Mendonça).

Apesar de manter as principais questões do original em seu roteiro, a versão brasileira de “Sessão de Terapia” permite pequenas adaptações. A coluna teve acesso aos cinco primeiros capítulos da produção e dá alguns exemplos: ao dizer que foi a um barzinho com uma amiga, Júlia cita a Vila Madalena, em São Paulo. Se na história exibida no exterior Breno ia a uma missão no Iraque, por aqui ele enfrenta traficantes. Já Nina diz que bateu o carro na Marginal. São mudanças sutis, mas que servem para fazer com que o espectador se relacione de maneira mais próxima com os personagens.

Com direção de Selton Mello e decupagem interessante, a série em si, não propõe nada de espetacular, no sentido de que não há pirotecnia. Aqui, a mágica toda ocorre por meio do texto, que, aos poucos, vai revelando nuances de cada uma das figuras que ocupa a tela. Prova de que não é preciso muito além de humanidade para prender a atenção de quem assiste. O material é tão rico que torna-se irrelevante o fato de sua gênese ter ocorrido em outro país. As temáticas são todas universais e envolventes.

O elenco também se destaca. A escalação de Zécarlos Machado mostra-se um grande acerto. Da mesma maneira, rostos menos conhecidos como Sério Guizé, André Frateschi e Bianca Muller têm atuações sólidas. Nomes como Mariana Lima, por exemplo, dispensam apresentações. Seja qual for o quesito, “Sessão de Terapia” não deixa nada a deve a suas versões internacionais.

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