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sexta-feira, 19 de outubro de 2012 Crítica, Novela | 23:23

'Avenida Brasil': Final supera audiência de 'Fina Estampa' e consagra Adriana Esteves como destaque da trama

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Carminha (Adriana Esteves), Nina (Débora Falabella) e TuFão (Murilo Benício)

Se nos últimos tempos a Globo enfrentou dificuldades com suas novelas da nove – que quando emplacavam em audiência não agradavam a crítica e vice-versa -, com “Avenida Brasil” a emissora voltou aos bons tempos. A trama escrita por João Emanuel Carneiro não só virou um fenômeno de repercussão, mas também agradou aos especialistas. Assim como ocorreu com “Fina Estampa”, o folhetim voltou sua história para a tão falada classe C, mas foi além ao imprimir um tom de direção mais arrojado e um enredo bem intrincado.

Nina (Débora Falabella) passou longe de ser uma mocinha tradicional e deixou o público confuso com obsessão pela vingança contra Carminha (Adriana Esteves), que, por sua vez, todos amavam odiar. Sucesso anunciado e com valores de intervalo inflacionados, o último capítulo da novela seguiu intenso em seu começo, mas deixou no ar uma pergunta: afinal, é crível que uma vilã tão má se redima de uma hora para a outra. É bem verdade que Carminha assumiu a culpa por ter matado Max (Marcello Novaes), mas ainda assim a personagem pareceu mudar de rumo. O fato o de assassinato estar em suas mãos parece ter sido uma maneira do autor, João Emanuel Carneiro premiar Adriana Esteves, grande destaque da novela desde o primeiro dia, mas não deixa de frustrar o espectador que esperava uma surpresa. O recurso da obviedade no “quem matou?” já foi usado em tramas como “Celebridade” e “Paraíso Tropical”, e, com isso, “Avenida Brasil” perdeu a chance de preservar seu mistério de maneira mais eficiente.

No todo, esta novela é bem acima da média, mas há que se dizer que sofreu de alguns – poucos – problemas. Por exemplo: os núcleos coadjuvantes não eram tão interessantes quanto o principal e, por vezes, entediavam, especialmente o núcleo Cadinho (Alexandre Borges), que acabou salvo pela ótima química entre Carolina Ferraz, Débora Bloch e Camila Morgado, além da luxuosa participação de Betty Faria. Da mesma maneira, houve um pouco de “barriga” entre uma virada e outra. Detalhes, no entanto, que não afetaram sua narrativa e não a impediram de entrar para a memória dos brasileiros. Finais como o de Adauto (Juliano Cazarré) apesar de toscos na ideia, garantiram boas risadas na execução, de tão surreais.

Se na estreia “Avenida Brasil” resgistrou modestos 37 pontos, agora chega ao fim consolidada acima dos 40. De acordo com a prévia do Ibope, o último capítulo marcou média de 51 pontos – com pico de 54 -, mais que “Fina Estampa”. O número é quase 13 vezes mais que o registrado pela Record no horário, que teve 3,6 pontos. O índice é o recorde da novela desde o começo.

Compare os números dos finais das últimas novelas das nove:

“Avenida Brasil” – 51 pontos com pico de 54

“Fina Estampa” – 47 pontos com pico de 50

“Insensato Coração” – 47 pontos com pico de 51

“Passione” – 52 pontos com pico de 54

“Viver a Vida” – 46 pontos com pico de 52

“Caminho das Índias” – 55 pontos com pico de 59

“A Favorita” – 50 pontos com pico de 53

Resta a Globo torcer para que “Salve Jorge”, que estreia segunda-feira (22), segure o interesse de todos da mesma maneira que “Avenida Brasil”. Porque, certamente, o público estará saudoso do povo do Divino.

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