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terça-feira, 19 de março de 2013 Crítica, Humor | 15:59

Com reforço de Dani Calabresa, 'CQC' volta bem de audiência e em busca de novos rumos

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Dani Calabresa na bancada do "CQC" com Marcelo Tas, Oscar Filho e Marco Luque

Depois de um período de férias, o “CQC” voltou ao ar na última segunda-feira (18) com novo cenário e reforço no elenco. Boa parte da expectativa que gerou, claro, estava concentrada na estreia de Dani Calabresa, que estreou na Band depois de uma passagem gloriosa pela MTV. Sua chegada à trupe, aliás, já mudou de cara a maneira como o programa se apresentou. Houve maior apelo para a exibição de esquetes de dramaturgia – antes relegados a peças de merchandising ou pequenos apartes em quadros como o “Proteste Já”.

Na abertura, com participação de Val Marchiori, Sabrina Sato e Gominho, os humoristas tentaram focar numa possível rivalidade entre Calabresa e Môniza Iozzi. Foi, de fato, a melhor maneira de afastar qualquer possível rumor de ciumeira, e, mais que isso, apontou para a disposição do programa para testar novos formatos. Reportagens como o embate entre Maurício Meirelles e Marcos Feliciano merecem ser destacadas, bem como a cobertura do conclave por Felipe Andreolli. Houve, no entanto, uma inevitável sensação de reprise na criação da pauta. A cenografia, apesar de bela, pareceu exagerar nos tons escuros. Talvez seja falta de costume, mas a madeira misturada ao acrílico preto pesou na tela.

Quanto a Calabresa – da qual a coluna é fã de carteirinha – faltou um tiquinho mais de ritmo na edição de seu quadro. O segmento tenta emular a experiência da apresentadora no “Furo MTV”, que permitia que ela ironizasse notícias reais. Acontece que muita da mágica do antigo programa se dava na interação entre seus comandantes, nas pequenas falhas e improvisos. Em participação especial no “CQC” no ano passado, a humorista simplesmente arrasou e deu um show de timing ao realizar entrevistas. Não digo aqui que Calabresa precisa de uma “escada”, longe disso. Talvez o caminho mais indicado seja deixar o roteiro um pouco mais livre para a improvisação. Dito isso, ainda assim, seu quadro rendeu boas risadas e ela mostrou desenvoltura também na bancada.

No quesito audiência a re-estreia do “CQC” foi bem. De acordo com o Ibope, o humorístico deixou a Band na vice-liderança por 51 minutos e registrou média de 5 pontos, com pico de 7.

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