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segunda-feira, 20 de maio de 2013 Briga pela audiência, Crítica, Novela | 23:06

'Amor À Vida' estreia com mesma audiência que 'Salve Jorge', vilão carismático e edição vertiginosa

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Paola Oliveira na cena do parto de Paloma, em "Amor À Vida"

Passada toda a repercussão negativa causada por “Salve Jorge”, a Globo parece ter encontrado uma novela das oito capaz de fazer o público esquecer um pouco Carminha e companhia, de “Avenida Brasil”, que viraram base de comparação durante toda a trama de Gloria Perez. A julgar pelo capítulo de estreia, “Amor À Vida”, de Walcyr Carrasco, tem grandes chances de prender o público ao pisar fundo no drama, mas sem esquecer que, em dias atuais, em que tudo ocorre em questão de segundos, ninguém tem paciência para ser enrolado por dias até que histórias se resolvam.

Com edição ultra rápida, o novo folhetim mostrou narrativa quase vertiginosa. Num único capítulo, a mocinha Paloma (Paolla Oliveira) se apaixonou, foi para a cama com um rapaz, fugiu, engravidou, viu o namorado ser preso, libertado, rompeu a relação, pariu e teve a filha roubada pelo irmão malvado. Félix, inclusive, já pode ser apontado como grande destaque da trama. Interpretado com afetações sutis por Mateus Solano, o vilão já deu que será dessas figuras que os espectadores adoram odiar, assim como foi com Carminha. Aliás, ainda que com histórias distintas, é impossível não traçar um paralelo entre “Amor À Vida” e “Avenida Brasil” no que diz respeito à sua grande reviravolta. Numa, Max (Marcello Novaes) abandona a pequena Nina (Mel Maia) num lixão. Na outra, Félix deixa a bebê da irmã numa caçamba de detritos. O paralelo, no entanto, deve parar por aí, já que, ao invés de catar despojos, Paula (Klara Castanho) será adotada por um bom rapaz, Bruno (Malvino Salvador).

Normalmente criticado pelo excesso de didatismo nos textos de seus folhetins anteriores, Walcyr Carrasco parece ter se contido nesse sentido e criou personagens carismáticos. Susana Vieira é uma delas e deve matar as saudades de quem amou vê-la na pele de vilãs como Branca Letícia de Barros Motta, de “Por Amor”. Nos quesitos técnicos, a novela também foi muito bem. Wolf Maya e Mauro Mendonça Filho, além de captarem belas imagens do Peru, exibiram fotografia interessante – apesar do exagero no chroma key em alguns momentos – e muito capricho na composição das externas em São Paulo. Há que se apontar um fator negativo: a música de abertura não é das mais bonitas.

É cedo para afirmar que “Amor À Vida” vai levantar os índices que “Salve Jorge” derrubou e não repetirá erros já vistos. Mas há muito potencial para que se saia bem. Resta saber como a novela ficará ao chegar nos dias atuais, quando personagens esperados como Valdirene (Tatá Werneck) e Nicole (Marina Ruy Barbosa) entrarão no folhetim. No quesito audiência, a trama marcou 35 pontos, de acordo com dados prévios do Ibope, mesma marca de sua antecessora. O pico foi de 37 pontos.

Confira as audiências dos primeiros capítulos das últimas novelas das nove:

“Amor À Vida” – 35 pontos

“Salve Jorge” – 35 pontos

“Avenida Brasil” – 37 pontos

“Fina Estampa” – 41 pontos

“Insensato Coração” – 37 pontos

“Passione” – 37 pontos

“Viver a Vida” – 42 pontos

“Caminho das Índias” – 39 pontos

“A Favorita” – 35 pontos

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