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quinta-feira, 12 de maio de 2016 Crítica, Jornalismo | 10:00

Com “Profissão Repórter”, Caco Barcellos mantém o bom jornalismo vivo

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Moradores de Boca do Acre ajudam Caco Barcellos a enfrentar a correnteza das ruas alagadas (Fotos: Divulgação/Globo)

Moradores de Boca do Acre ajudam Caco Barcellos a atravessar ruas alagadas (Fotos: Divulgação/Globo)

O “Profissão Repórter” completa 10 anos em 2016 com bom fôlego para novas temporadas. E o responsável por isso é Caco Barcellos. O jornalista, de 66 anos, consegue manter vivo nos profissionais da nova geração a vontade de realizar boas reportagens.

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Caco Barcellos não esconde o prazer pelo jornalismo

Premiadíssimo na carreira, Caco Barcellos não esconde o prazer pelo jornalismo

Na contramão da vida atual em que as pessoas – e a própria TV – não se aprofundam em nada, o programa mergulha em um tema, mostrando-o por vários ângulos. Em tempos nos quais tudo parece estar à mão e cada vez menos as redações investem em enviar profissionais a campo, os jovens jornalistas (nem sempre recém-formados) têm a oportunidade de ir onde a notícia está, desengessando o olhar mecânico que aprendem na faculdade.

A atração começou como um quadro do “Fantástico” em 2006, foi testado durante três quintas-feiras em 2007 e a partir de 2008  ganhou vida própria, sendo transferido para as terças. Este ano, passou para as quartas-feiras, depois do futebol, e ficou maior, tendo 40 minutos de duração (contando os comerciais), contra 25 dos anos anteriores.

Caco Barcellos e sua equipe de jornalistas no Complexo do Alemão, em 2013

Caco Barcellos e sua equipe de jornalistas no Complexo do Alemão, em 2013

Mesmo revisitando temas como drogas e prostituição, o “Profissão Repórter” sempre consegue sempre algo novo. E não raro vai a campo em outros países, como o último episódio, exibido na noite de quarta-feira (11), no qual os terremotos que mataram centenas de pessoas no Equador foram assunto.

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É possível ver no semblante de Barcellos – premiadíssimo pelas reportagens ao longo da carreira e autor dos livros “Rota 66” e “Abusado” –  o prazer por se manter na ativa com o programa. Enquanto estiver sob o comando de um dos melhores jornalistas do país, que ama o que faz, o “Profissão Repórter” terá vida longa.

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