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terça-feira, 7 de junho de 2016 Entrevista, Programa | 14:00

“A Record tem um dono evangélico, mas não é evangélica”, diz diretor

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(Fotos: Glaucia Rodrigues/Divulgação)

(Fotos: Glaucia Rodrigues/Divulgação)

A Record está aberta a receber propostas para novas produções. Hiran Silveira,  diretor de eventos especiais e coproduções da emissora garantiu, ao participar da 1ª edição do Minas Gerais Audiovisual Expo – salão de negócios que durante cinco dias reuniu em Belo Horizonte responsáveis pela produção, comercialização e distribuição de conteúdos para TV, cinema, internet, games e novas mídias. Ele garante que não há restrições até mesmo para conteúdos com temática religiosa.

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“A Record tem um dono evangélico, mas não é evangélica”, afirmou, referindo-se ao bispo Edir Macedo, ao ser questionado sobre o assunto durante sua apresentação no evento. “Estamos abertos para encontrar parceiros, Temos conteúdos policiais, de ação, denúncias e faremos uma série sobre lendas urbanas que pode quebrar esse paradigma da Record”, completa.

hiran silveira recordAtualmente o canal já trabalha no esquema de coprodução, caso das novelas  “Escrava Mãe”, “Os Dez Mandamentos: Nova Temporada” e “A Terra Prometida”, além de realities como “A Fazenda” e “Power Couple Brasil”. “Não é fácil produzir nesse modelo, acordar interesses. Mas estamos abertos. A parceria com a Casablanca e a Floresta é estratégica, nós não teríamos condição de produzir em função de custos internos se não as tívessemos”, confessa.

Silveira cita como exemplo de sucesso a série “Conselho Tutelar”. “Ela surgiu em um evento como esse e está na terceira temporada, pois seu tema não se esgota. A série sobre os Mamonas Assassinas vai abrir caminho para outras baseadas na vida dos famosos. Há muitas celebridades brasileiras que renderiam para o público que assiste à TV a essa hora”, aposta.

O diretor diz que documentários não estão no foco dos investimentos, pois já são comprados dos canais Discovery e History e inseridos nos telejornais como o “Domingo Espetacular”. Já programação infantil é mais difícil emplacar, pois já nasce com “dificuldade comercial”.

Hiran Silveira (Fotos: Glaucia Rodrigues/Divulgação)

Hiran Silveira (Fotos: Glaucia Rodrigues/Divulgação)

“A grade da TV é fruto do interesse do público e investidores. É dificil vender programação infantil. Os programas infantis declinaram na TV aberta por conta do espaço na TV paga. Não podemos fazer algo por prestígio, ter audiencia baixa é inviável hoje em dia. A gente brinca que prestigio não paga as contas, infelizmente.”

Silveira dá as dicas para quem deseja ter sua obra aprovada e exibida pela emissora no futuro. “Conseguimos avaliar um projeto com uma sinopse boa, completa e pelo menos dois episódios escritos de 45 a 50 minutos de arte (duração sem os comerciais). Não há restrição de locações, mas isso vai se refletir no custo. Vamos gravar na África (cenas da novela “A Terra Prometida” porque a audiência contempla”. Os interessados devem enviar suas ideias e projetos para o email l.solim@sp.rederecord.com.br.

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