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sexta-feira, 15 de julho de 2016 Entrevista, Novela, Por onde anda | 18:30

Jayme Periard comemora vilão em “Escrava Mãe”: “Queria um personagem assim há muito tempo”

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Jayme Periard em 'Despedida de Solteiro (1992) e em "Escrava Mãe"

Jayme Periard em ‘Despedida de Solteiro (1992) e em “Escrava Mãe”

Jayme Periard é um dos destaques de “Escrava Mãe” na pele de Osório, que faz da vida dos negros da trama um inferno desde o primeiro capítulo. Com a voz mansa e serena, o ator conversou com a coluna sobre o personagem malvado da produção da Record e sua carreira na TV, que começou há 31 anos na novela “A Gata Comeu” – substituta de “Mulheres de Areia” no canal Viva a partir de outubro.

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jayme periard escrava mãe
“É difícil retratar a violência e não se impactar com ela, sempre nos toca. O Osório  é o retrato de um tipo de ser abominável de uma época. Houve um trabalho maravilhoso de figurino, maquiagem e caracterização que me ajudou muito na composição. Estava atrás de um personagem como esse há muito tempo”, contou.

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Para dar mais veracidade à interpretação, Jayme ficou quase nove meses imerso no ambiente da trama – que foi toda gravada antecipadamente em locações no interior de São Paulo, no ano passado. “Quis ficar lá direto, foi um experiência riquíssima, não só importante quanto prazerosa”.

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Como não viu praticamente nada do que gravou, ele vem assistindo aos capítulos junto com o público, às 19h30. “As tramas e os textos são bons, cada personagem é bem delineado e o tratamento da imagem é belíssimo, primoroso. Quando vejo no ar fico louco, é o resgate daquela novela que te envolve. Soube de muita gente que não via novela e está gostando”. vibra.

Carreira

Jayme passou por várias emissoras – Globo, SBT, Record, Band e a extinta Manchete. “Sempre fui muito privilegiado. Trabalhei anos com contratos longos na Globo, saí e isso nunca interferiu no meu trânsito entre as emissoras, as portas ficaram abertas”, disse ele, que hoje trabalha por obra.
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“São quase 30 novelas, e as pessoas lembram muito do Mike de ‘Despedida de Solteiro’ (1992), o Igor de ‘A Viagem’ (1994), tem gente que me fala de ‘Xica da Silva’ (1996), ‘Mandacaru’ (1997/98), e algumas mais recentes. Quem era criança quando ‘A Gata Comeu’ passou hoje me acompanha. Estou sempre sendo lembrado.”.

Galã nos anos 80 e 90, ele conta como era o assédio. “As novelas davam picos de audiência de 80 pontos. Foi uma época maravilhosa, não tinha a internet nem essa comunicação mais fácil de hoje entre o público e o artista. mas o assédio era surpreendende. Sempre mantive os pés no chão”

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