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segunda-feira, 22 de agosto de 2016 Entrevista, Novela | 09:00

“Êta Mundo Bom”: Juliane Araújo comenta machismo e cena nua com Klebber Toledo

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Juliane Araújo fala à coluna sobre empoderamento feminino, cenas de nudez e o sucesso na reta final da novela “Êta Mundo Bom” como a táxi girl Sarita.

 

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Juliane é a espevitada Sarita de “Êta Mundo Bom” (Estevam Avellar/Globo)

Juliane Araújo se tornou um destaques da trama de Walcyr Carrasco, que termina nesta sexta-feira (26). Atirada para os anos 40, época em que se passa a história, Sarita matou muitas telespectadoras de “Êta Mundo Bom” de inveja no último dia 8, quando foi ao ar a cena em que a personagem tomou banho de rio com Romeu (Klebber Toledo).

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Nesse bate-papo, Juliane fala sobre os bastidores da cena, a carreira – que tem outras novelas de época no currículo – e a importância do empoderamento feminino tanto nos tempos de “Êta Mundo Bom” quanto hoje em dia:

Na TV: Como compôs a Sarita, avançada para a época em que se passa a novela?
Juliane Araújo: Li muito sobre as pin-ups e mulheres que não aceitavam as limitações femininas da época. Assisti alguns filmes estrelados por mulheres fortes como a Marilyn Monroe, Ava Gardner e outras atrizes que circulavam bem na sociedade, em lugares que muitas vezes a presença feminina não era aceita. Estas mulheres eram à frente do seu tempo, usaram sem culpa a sedução a seu favor e conquistaram o mundo. Eram mulheres ousadas, como a Sarita. Fiz algumas aulas de dança pra achar a postura da personagem, já que ela era uma táxi girl e embarquei no texto do Walcyr.

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PPcrédito Pino Gomes (4)Na TV: Acredita que mulheres como ela precisaram existir ao longo da história para a sociedade avançar?
Claro! As conquistas femininas se dão a partir de mulheres que não aceitavam os conceitos estabelecidos pela sociedade para elas. Atrizes, feministas, pintoras, escritoras e artistas que bateram o pé pra serem o que desejassem ser em uma época em que as mulheres eram destinadas exclusivamente a serem donas de casa. Mulheres sexualmente ativas como a Sarita foram primordiais para que fosse alcançada a liberdade sexual feminina.

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Na TV: Como vê o empoderamento feminino hoje em dia?
Eu acho que nós mulheres temos que nos manifestar e estamos numa boa época de militância. Deveria ser ultrapassado falar de machismo e sobre local da mulher na sociedade em 2016, mas infelizmente não é. Tenho dificuldades de acreditar que hoje em dia ainda possa restringir onde a mulher deve ou pode estar, para mim soa absurdo saber que ainda existam estas diferenças! É uma pena que alguns homens se sintam amedrontados com a possibilidade das mulheres alcançarem cargos de comando. Precisamos de uma política de inclusão feminina em todos as áreas.

Na TV: Imaginava ficar nua em uma novela das 6? Como foram as gravações no lago?
A Sarita é uma mulher desinibida ao extremo e se ela vai tomar um banho de rio para seduzir o Romeu, ela vai nua – sem dúvida nenhuma. Quando a gente se empresta para contar uma história, não tem muito o que pensar e, sim, se emprestar para a cena. O nu é o menos importante, o que mais incomodou foi o frio de 10ºC em Teresópolis (RJ) e a gente gravando horas dentro de uma cachoeira. Mas em cenas assim todos trabalham em parceria e com muito respeito e profissionalismo.

Sarita e Romeu tomando banho de rio nus em "Êta Mundo Bom"

Sarita e Romeu tomando banho de rio nus em “Êta Mundo Bom”

Na TV: Como você foi parar na televisão?
A arte me chamou bem cedo, Comecei a fazer teatro com 8 anos. Na adolescência, entrei para uma companhia de teatro infantil. Mais adiante, apareceu a oportunidade de gravar um cadastro na Globo. Um produtor gostou do meu vídeo e me chamou para um teste para ‘Lado a Lado’. Tenho trabalhado bastante. Fiz algumas séries e esse ano estreou meu primeiro trabalho nos cinemas, “A frente fria que a chuva traz”.

(Pino Gomes/Divulgação)

(Pino Gomes/Divulgação)

Na TV: Você fez “Lado a lado”, “Joia Rara”… Vem se “especializando” em novelas de época?
Os personagens contemporâneos são mais fáceis para se situar no ambiente, já os papéis de época exigem um estudo maior do todo, o que é maravilhoso. Você precisa ter noção das limitações e da atmosfera de cada época. Mas todo papel tem seu brilho, e a vontade de contar uma boa história é o que define a minha dedicação.

Na TV: Como lida com os seguidores nas redes sociais?  
Se entrar no meu Instagram você vai ver que uma das coisas escritas é “Se veio em paz, pode ficar”. Porque é a forma como eu conduzo a minha vida. Pessoas do bem são sempre bem-vindas! O que eu quero é gente do bem pra somar. Agora, quando percebo maldade e discurso de ódio, bloqueio na hora.

Planos para depois de “Êta Muito Bom”?
Muitos. Coisas boas virão.

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