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segunda-feira, 22 de agosto de 2016 Entrevista, Humor | 12:00

Maurício Meirelles se desdobra com sucesso entre TV, internet e stand-up

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Maurício Meirelles não foi para a Globo como boa parte dos ex-colegas de “CQC”, mas tem trabalhado bastante na Band e em seus projetos. Saiba mais

Maurício Meirelles comemora a boa fase na TV e no teatro (Fotos: Edu Moraes/Divulgação)

Maurício Meirelles comemora a boa fase na TV e no teatro (Fotos: Edu Moraes/Divulgação)

Maurício Meirelles está animado com a quantidade de trabalho que lhe apareceu desde o fim do “CQC”, no ano passado. O humorista, de 32 anos, consegue levantar os índices do “Pânico na Band” quando aparece com seu quadro “Facebullying”, gravado no teatro – para quem não ainda não viu, ele escolhe alguém da plateia e pede as senhas de suas redes sociais, dando respostas que a pessoa geralmente não daria.

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Além disso, ele também poderá ser visto às segundas-feiras em dose-dupla: nesta segunda (22), estreia “O Estranho Show de Renatinho”, no canal Multishow, no qual divide o palco com outros humoristas como Tatá Werneck e Murilo Couto – e também, a partir do dia 29, em um programa ao vivo que servirá de aquecimento para o “X Factor Brasil”. Para coroar, ganhou o prêmio Risadaria 2016 de melhor StandUp e já ultrapassou a marca de 1,5 milhão de seguidores no Youtube. Nesta entrevista exclusiva à coluna, Maurício Meirelles fala de tudo isso, dos momentos com o “CQC” e mais:

MAURICIO MEIRELLES_327_FOTO EDU MORAES“X Factor”

Na TV: Como foi parar no ‘X Factor’?
Maurício Meirelles: Acho que o convite veio por causa do que aconteceu no ano passado, com o meu aprendizado no ‘CQC 3.0’, um esquenta do programa. Foi uma espécie de laboratório, mas nunca fiz pensando em tentar outra coisa, era mesmo pra tentar entregar para o ‘CQC’ com audiência melhor. Como o ‘X Factor’ repercute em rede social, estamos tentando arriscar de novo.

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Na TV: Animado? Como será sua participação?
Estou muito feliz, é um produto em que a Band está investindo pesado. Pra mim é uma honra estar nesse projeto, ainda mais trabalhando com ídolos meus, como é o Paulo Miklos. A minha função no programa é dar um ar mais digital e humorado pras pré-apresentações e entrevistas com os próprios candidatos. E eu faço também o X-Factor com um tom um pouco menos engraçado, mais parecido com o exterior, com mais seriedade e colhendo as melhores histórias e informações possíveis dos candidatos que ali estão. É um dos projetos mais legais que já participei, já estou apaixonado! (risos).

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“CQC”

Maurício nos tempos de CQC (Divulgação)

Maurício nos tempos de CQC (Divulgação)

Imaginava que com o fim do CQC iria para o Pânico? Como foi sua adaptação lá?
O Alan Rapp (diretor do ‘Pânico na Band’) me ligou no dia seguinte ao que o ‘CQC’ acabou . Ele me ofereceu bom salário, mas a questão não era a grana. Eu não queria mais fazer reportagem, recusei bastante. E ele disse para fazer então uma coisa meio teatral. Sugeri o ‘Facebuylling’ e foi um puta acerto. No domingo, na Band, o quadro alcança médias de 6,5, 7 pontos, só porque acreditaram no projeto. São 12 minutos que tenho na TV aberta! Só tenho a agradecer.

Havia rixa entre os dois programas na Band?
Não, pelo contrário, são dois programas com propostas diferentes. O ‘Pânico’ com o seu tradicional e característico humor mais ácido, e o ‘CQC’ com o DNA de abordar política com uma mescla de humor e muita cobrança.  Constantemente estávamos nas mesmas pautas, nas portas dos mesmos eventos e festas e sempre nos ajudávamos.

Sente falta do CQC?  Ficou alguma mágoa?
Sinto falta, sim. O ‘CQC’ me dá uma tristeza imensa de acabar, mas uma felicidade imensa, foi o fim de um ciclo. A maior nostalgia da minha vida vai ser sempre lembrar do que vivenciei lá. Aprendi a ter timing de TV, a conhecer mais coisas, entender mais as pessoas, conhecer países, entrevistei idolos!

Ainda tem contato com os ex-colegas do programa?
Converso sempre com eles, somos amigos. Apenas estamos em projetos diferentes atualmente.

Acredita que o CQC possa voltar no ano que vem, como a Band anunciou quando decidiu pelo fim?
Eu adoraria que voltasse, o ‘CQC’ de raiz, combativo. Foi a maior experiência da minha vida. Mas não acredito porque já era para estar tendo algum início de conversa e até agora não foi falado nada. E se você analisar, os integrantes já estão em outros projetos. O Dan Stulbach não está mais na Band, o (Marcelo) Tas também não, eu estou com quadro no Pânico, prestes a estrear no ‘X Factor’ e no Multishow, viajando o Brasil inteiro com meu espetáculo solo Perdendo Amigos

Algum famoso ficou com raiva de você por causa do programa?
Nunca tive problema com ninguém. Sempre fui muito tranquilo na abordagem e sempre respeitei todo mundo.

 

Tem saudade de fazer entrevistas com atores internacionais?
Em um determinado momento eu virei o cara das entrevistas internacionais do ‘CQC’. Tenho saudade dessa fase, sim. Nesse período tive as melhores oportunidades da carreira e consegui entrevistar astros como Will Smith, Adam Sandler, Jack Black, Gerard Butler. Cobri as eleições americanas e vi o (Barack) Obama ganhar.

MAURICIO MEIRELLES_376_FOTO EDU MORAES

Humor

Mudou muito a forma de fazer stand-up de quando você começou até ser premiado agora?
Eu era publicitário e larguei tudo para fazer stand-up numa época que nem pensei que poderia ser alguma coisa grande. Nem tinha o ‘CQC’ quando eu comecei. Talvez não signifique muito ganhar prêmios de stand-up (o Risadaria 2016), mas pra mim foi um marco na minha vida. Mostrou que o que acreditei virou um negócio grande, e as pessoas querem conhecer meu trabalho.

Você sofre com o politicamente correto na TV?
Gosto do humor que é feito na TV, mas tem muita coisa que não dá para ir ao ar na TV e, por exemplo, cabe em um show no teatro. O “Tá no Ar”, do Marcelo Adnet, Marcius Melhem e Mauricio Farias é genial. Acho que o politicamente correto está acabando com o humor, sempre foi assim, na verdade. Mas ao mesmo tempo que tem gente que ama o politicamente correto, tem gente que ama o incorreto e dá mais valor ainda para quem tenta fazer comédia no Brasil. O que não dá é para ir num show de comédia preparado para patrulhar. Que quem faça isso, fique em casa. Acho que a comédia não tem limite, mas a pessoa sim. Eu tento ir para o caminho em que todo mundo dá risada junto. Se a pessoa não está rindo comigo, acho que esse é o limite, e aí me adapto para reverter a situação.

MAURICIO MEIRELLES_327_FOTO EDU MORAES

Projetos

Como será seu programa com a Tatá Werneck no Multishow?
“O Estranho Show de Renatinho” é uma mistura de talk com game show e estreia nesta segunda (22) com 20 episódios, exibidos de segunda a sexta, às 23h. Além da Tatá, também estão no programa os outros integrantes da Banda Renatinho: Murilo Couto, Nil Agra e Marco Gonçalves. Estamos pilotando e aprimorando o programa a cada semana. Fizemos alguns testes e mexemos algumas coisas. Queremos que o resultado seja de cinco comediantes, que são amigos na vida real e que tem uma banda juntos, se divertindo pra caramba.

É desafiador manter o seu canal no Youtube interessante?
É um desafio muito gostoso! Hoje tenho mais de 1 milhão e meio de inscritos no meu canal. Toda semana tem vídeo novo dos quadros do “Webbullying TV” (segunda-feira, às 11h), “Webbullying inédito – show” (terça-feira, às 11h), “Haters” (quinta-feira, às 11h) e “Etilicamente Falando” (sexta-feira, às 11h).

Tem vontade de apostar mais na atuação, seja no cinema ou TV?
Sim. Já fiz uma participação nos cinemas com o filme “Onde Está a Felicidade?”, da Bruna Lombardi e achei muito legal mesmo. Seria um desafio legal tentar atuar com um personagem cômico.

Planos para os próximos meses?
Maurício Meirelles: Estou em um excelente momento profissional. Estar em dois programas na TV aberta (Pânico e X Factor, na Band) e um na TV fechada (‘O Estranho Show de Renatinho’, no Multishow) é motivo de muito orgulho e sinal que o trabalho está sendo bem feito e, principalmente, aceito pelas pessoas. Tenho shows do “Perdendo Amigos” agendados em todo o Brasil até dezembro e meu canal no Youtube ultrapassou a casa de 1,5 milhão de inscritos. Eu não paro um segundo, mas, ao mesmo tempo, minha cabeça também não para de criar coisas novas e já estou com algumas coisas em mente”.

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