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terça-feira, 18 de outubro de 2016 Entrevista, Programa | 09:00

Silvio de Abreu: “Quando a pessoa não tem talento, não adianta”

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Silvio de Abreu fala da carreira no “Persona em Foco”, na TV Cultura, e diz que mudou de rumo assim que percebeu não ter vocação para ser ator

Silvio de Abreu fala da carreira (Jair Magri/Divulgação)

Silvio de Abreu fala da carreira (Jair Magri/Divulgação)

Silvio de Abreu revive sua trajetória no “Persona em Foco” que será exibido às 23h30, desta terça-feira (18) na TV Cultura. O autor, que vai completar 74 anos, diz que partiu para a direção assim que percebeu que não tinha vocação para ser ator.

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“Eu nunca representei, eu sempre dirigi. No teatro comecei fazendo figuração, fiz pequenos papeis, até que eu conheci o Sérgio Britto”, recorda Silvio de Abreu, que também atuou na televisão, nos anos 60, fazendo “cara de mistério” atrás do Paulo Goulart, para chamar a atenção na minissérie “A Muralha”. Deu certo: seu papel ganhou projeção e ele acabou sendo um dos vilões – mas percebeu que sua vocação não era para ser ator e passou a aceitar trabalhos de assistente de direção. “A partir da hora que eu resolvi isso na minha cabeça, aí minha vida engrenou”.

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Antes, no entanto, chegou a passar um ano na na Actors Studio, mesmo local em que se formaram nomes como Marlon Brando e Paul Newman, tendo aulas com Lee Strasberg e Elia Kazan. “O que prova que, quando a pessoa não tem talento, não adianta o professor ser bom, porque não vira ator”, diverte-se.

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Já naquela época foi abordado por alguém que se tornaria presença quase obrigatória em suas novelas a partir dos anos 90. “Eu me lembro que eu estava numa trincheira e chegou um garotinho para mim, que deveria ter uns 15 anos, eu devia ter uns 22…ele falou para mim: ‘foi você que foi para os Estados Unidos? É bom lá? Puxa, meu sonho. Qualquer dia eu quero ir para lá…’. Era o Tony Ramos”.

Filho de músico e costureira, Silvio de Abreu se encantou pelo mundo das artes aos 5 anos, ao entrar em uma sala de cinema na avenida São João, em São Paulo, e depois dessas experiências na atuação e direção passou a escrever folhetins de sucesso como “Guerra dos Sexos” (1983), “Cambalacho” (1986), “Rainha da Sucata” (1990), “Torre de Babel” (1998, atualmente reprisada no canal Viva), “Belíssima” (2005) e “Passione” (2010). “Novela é um entretenimento. Eu quero que cada capítulo seja especial e que deixe uma marca no público. Por isso, nunca abri mão de misturar tudo. Drama, melodrama, comédia, e até da tragédia”, conta.

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