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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016 Novela | 07:30

Deborah Evelyn e José de Abreu dominam o capítulo de “A Regra do Jogo”

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José de Abreu e Deborah Evelyn dominaram o capítulo 146, exibido nesta terça (16/2)

José de Abreu e Deborah Evelyn dominaram o capítulo 146, exibido nesta terça-feira (16/2)

João Emanuel Carneiro costuma dedicar capítulos decisivos de suas novelas a poucos personagens, dando aos intérpretes a oportunidade de brilhar. Se em “Avenida Brasil” (2012) Vera Holtz finalmente mostrou seu talento em algumas cenas reveladoras do passado trágico que levou a família de Carminha (Adriana Esteves) ao lixão, em “A Regra do Jogo” dois atores vem suprindo a falta que Cássia Kis faz, desde que Djanira foi assassinada, em outubro: José de Abreu e Deborah Evelyn.

Renata Sorrah também foi importante em cena

Renata Sorrah também foi importante em cena

Depois de revelado que Gibson é o Pai da facção, o ator tem tido grandes cenas. Deborah, que entrou no meio da trama, também roubou as atenções para si por sua eficiência – a diretora Amora Mautner já havia elogiado sua performance, considerando-a uma atriz “intuitiva e visceral”. Ficou claro na terça-feira (16) que ela tinha razão: os dois dominaram o capítulo em que Kiki volta para sua família depois de passar anos desaparecida pelo sequestro arquitetado pelo próprio pai.

A sequência pode ter afugentado o telespectador menos fiel, pois exigia um certo acompanhamento da trama para entender em que pé se deu esse reencontro e se envolver com as emoções que ambos demonstraram em cena – com a participação e entrega não menos importante de Renata Sorrah, intérprete de Nora.

kiki1Marco Pigossi, no momento necessário, também deu o tom ideal a Dante na mistura de filho e policial que quer entender o que aconteceu com a mãe. E no capítulo desta quarta (17), outra que já vinha brilhando e dividirá os holofotes é Bárbara Paz, no reencontro de Kiki e Nelita.

Deborah sempre foi uma atriz eficiente e se destacou em novelas como “Fera Ferida” (93/94), “Celebridade” (2003), “Caras e Bocas” (2009) e “Insensato Coração” (2011). Abreu, que costuma ganhar bons personagens de Aguinaldo Silva – como o delegado Motinha de “A Indomada” (1997), o Eriberto de “Porto dos Milagres” (2001) e o bandido Josivaldo de “Senhora do Destino” (2004) – foi bem adotado por JEC desde “Avenida Brasil”, quando interpretou Nilo, e comprova isso em “A Regra do Jogo”. Quando bons atores recebem texto e uma boa direção, quem ganha é o público, na espera do próximo capítulo.

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016 Crítica, Programa | 11:00

Xuxa e seus fãs merecem um programa melhor

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O que era impensável  – imaginar Xuxa fora da Globo – se tornou real em agosto do ano passado, quando a apresentadora estreou “Xuxa Meneghel” na Record. Cercado de expectativa, a atração mostrou em curtíssimo prazo não ser capaz de atrair o público nas noites de segunda-feira. E dificilmente daria certo em outros horários na grade de qualquer emissora.

O programa é arrastado, sem ritmo. Na última segunda (15), por exemplo, a primeira meia hora foi dedicada ao quadro “Na Lata”, no qual meninos e meninas de comunidades carentes disputavam quem dançava melhor. Depois, os três convidados – Buchecha, MC Gui e Giselle Itié – precisaram adivinhar que música estava tocando através de mímicas. Nem Xuxa caracterizada como o dublador Pablo do extinto “Qual é a Música” conseguiu impedir bocejos.

Em seguida, ela fez uma paródia do filme “Tropa de Elite”, seus convidados cantaram e o programa chegou ao fim, sem atrativos. Mas não foi um problema pontual, a falta de quadros, entrevistas e convidados interessantes se repete a cada semana. Mesmo os fãs mais ardorosos da eterna Rainha dos Baixinhos precisam fazer esforço para conseguir ver e gostar do que está indo ao ar. <\div>

O “Toc Toc”, quadro em que ela visita algum fã de surpresa, fez sucesso no início – imagina um ex-baixinho dar de cara com a Rainha de sua infância em casa? Porém, tornou-se repetitivo, mesmo variando as cidades visitadas.

O quadro “Contos de Fadas”, no qual Xuxa leva algum convidado para a cama com o intuito de revelar como se comporta na hora H, nunca mostrou a que veio. Nada à vontade, Anitta foi uma das que fugiu pela tangente quando instigada a revelar suas preferências na cama. E quando a conversa esquentava, um sinal tocava, fazendo a apresentadora “voltar para a casinha”. Logo viu-se uma Xuxa tolhida, que se preocupava com o horário e com o que poderia ou não dizer, repetindo que religião era um dos assuntos a serem evitados.

Anitta não ficou nada à vontade na cama com Xuxa

Com o tempo ela percebeu que ter mudado de emissora não lhe deu tanta liberdade assim, mesmo que acreditasse e propagasse o contrário nos primeiros meses. O fato de o programa ser ao vivo – uma das poucas coisas boas – rendia sempre pérolas e revelações, além da curiosidade em ver como Xuxa iria se comportar.

Desde dezembro a atração vai ao ar gravada e a impressão que se tem, infelizmente, é de uma apresentadora sem alma, passando o tempo no palco. Suas gracinhas não vão ao ar e, mesmo deixando de ser ao vivo, um dos principais problemas não foi sanado – os quadros continuam morosos e desinteressantes.

Sem convidados de peso (além do elenco da Record e alguns de seus antigos amigos, como Alexandre Pires, Ivete Sangalo e o próprio Buchecha), o programa se calça principalmente na figura da apresentadora. Por mais que tenha conquistado gerações desde a década de 80, a presença de Xuxa, sozinha, não é suficiente para manter o telespectador acordado até tarde.

Há de se louvar que “Xuxa Meneghel”  (assim como o “Legendários”, de Marcos Mion) destoa de toda a linha de shows da Record – que abusa do assistencialismo e sensacionalismo. Até agora a apresentadora tem resistido em explorar dramas de doentes/pobres/deficientes em troca de audiência fácil, como faz Gugu às quartas-feiras e Geraldo Luís aos domingos. “Não quero histórias tristes”, ela vive repetindo.

A atração chegou a tal nível de desinteresse do público que é derrotada quase toda semana pelo “Programa do Ratinho” e o “Máquina da Fama”, do SBT. A baixa audiência também fez Xuxa perder 20 minutos de duração – o programa de segunda-feira (15) foi ao ar de 22h40 às 23h50, diferente de algumas semanas atrás, quando ocupava a grade das 22h30 à 0h.

Tal situação deixa sua ex-emissora confortável. Ao contrário do que fez quando Gugu estreou, a Globo nem se preocupa em esticar o capítulo da novela para prejudicar a audiência dela, que faz apenas cócegas na liderança dos filmes de “Tela Quente”.

“Xuxa Meneghel” chega a ser uma cópia chinfrim do “Planeta Xuxa” – que de 1997 a 2002 misturava atrações musicais com entrevistas no sofá aos finais de semana. E sua audiência não melhoraria em outro horário – se fosse ao ar na tarde de domingo, por exemplo, ou nas noites de sábado, provavelmente manteria o terceiro lugar.

A culpa não é exclusiva da emissora – desde seus últimos anos na Globo, Xuxa faz questão que seu programa seja nesse formato., o que compromete alterações que se reflitam em boa audiência. Este ano mudanças são inevitáveis e tudo pode acontecer – inclusive o rompimento do contrato, dependendo do tamanho do descontentamento que vier a ter.

O fato é que, sem o pulso firme de Marlene Mattos – com quem encerrou a parceria em 2002, Xuxa se perdeu. Ao contrário de Eliana e Angélica, que fizeram a transição para o público adulto e hoje comandam com tranquilidade suas atrações, ela penou para conquistar uma outra geração de crianças e ainda não descobriu o caminho para satisfazer os adultos que guardam no coração a Rainha que cresceram assistindo. Por toda sua história na TV, Xuxa – e principalmente seus fãs – merecem um programa melhor.
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