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domingo, 24 de abril de 2016 Crítica, Entrevista, Programa | 10:00

“Dance se Puder” é o grande acerto de Eliana

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Os 10 participantes do "Dance se Puder", quadro do programa Eliana (Foto Lourival Ribeiro/SBT)

Os 10 participantes do “Dance se Puder”, quadro do programa Eliana (Foto Lourival Ribeiro/SBT)

Eliana acertou em cheio com a apresentação do quadro “Dance se Puder”, que estreou no último dia 27 em seu programa. Em entrevista exclusiva à coluna, o diretor Ariel  Jacobowitz falou sobre a competição, que garante bons momentos ao colocar o elenco de “Carrossel” e “Chiquititas” para reproduzir a performance de clipes musicais no palco.

Gabriel Santana como PSY, Gangnam Style

Gabriel Santana como PSY, Gangnam Style

Ele conta como surgiu a ideia e a escolha dos participantes, que foram divididos em dois grupos – o “Five Stars”, com Fernanda Concon, Ana Vitória, Gabriel Santana, Thomas Costa e Pedro Henrique; e o Supimpascomposto por Jean Paulo Campos, Gustavo Daneluz, Victoria Diniz, Amanda Furtado e Raissa Chaddad.

“O SBT criou o filão das novelas infantis e essas crianças são um patrimônio da emissora: temos um celeiro natural de crianças extremamente talentosas que atuam, cantam e dançam muito bem. Buscamos no casting quem tinha um talento mínimo para a dança, pois não teríamos tempo de formar um dançarino e precisaria de um nível razoável para não passar vergonha”, conta.
Fernanda Concon interpretou "Where have you been" de Rihanna

Fernanda Concon interpretou “Where have you been” de Rihanna

Ele explica a dinâmica. “Serão 13 ou 14 domingos, pois talvez role uma repescagem. Nesse início, a cada dois programas é uma fase: um grupo se apresenta e ‘elimina’ um; no segundo domingo, acontece o mesmo e o público escolhe qual dos dois que não foram bem irá sair.  Depois do terceiro eliminado, quando um dos times ficar muito desfalcado, será cada um por si.”. E comemora a repercussão do quadro. “Está sendo incrível, e a audiência também”.
Ariel Jabocowitz já dirige Eliana há 4 anos

Ariel já dirige Eliana há 4 anos

A preparação dos candidatos começa cedo, apesar de o programa começar às 15h. “Quem vai se apresentar chega às 7h do domingo, prova figurino e às 10h pré-gravamos as apresentações para dar a eles o máximo de segurança, já que no dia o nervosismo é muito grande. A emoção, tristeza e nervosismo deles aparecem na hora, é muito mais difícil dirigir o programa sentindo esse calor humano”.

O coreógrafo Jaime Arôxa fará parte do júri até a final, acompanhado de outros dois jurados que mudam a cada domingo. “Queremos trazer em breve a Wanessa e a Lexa” avisa Ariel, que não teme comparações com a “Dança dos Famosos”, quadro do “Domingão do Faustão.
“Concurso de dança não é um formato novo e, depois que a TV se tornou mundial, fica cada vez mais difícil ter coisas originais. Mas esse foi desenvolvido por nós, buscamos uma linha nossa: no Faustão são ritmos a cada domingo, o nosso são clipes, que vão desde os atuais aos dos anos 80 e 90. Com isso, mantemos o interesse de quem está na faixa dos 40 anos e resgatamos esse DNA da Eliana, que já trabalhou com o público infantil.”
Pedro Henrique relembra sucesso do New Kids On The Block

Pedro Henrique dança New Kids On The Block

Contente com o sucesso, Ariel não descarta uma segunda temporada. “O quadro é muito intenso, tem rotina de ensaios e eles são muito aplicados. As crianças que estão no ar em ‘Cúmplices de um Resgate’ estão decorando texto e nem daria para chamar participantes dessa novela agora. Mas com certeza chamaremos na próxima edição”. No final da competição, em meados de junho, o vencedor vai levar R$50 mil.

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quarta-feira, 20 de abril de 2016 Entrevista, Jornalismo, Programa | 09:00

Guga Noblat: “O sobrenome abre portas mas, se não mostrar trabalho, elas se fecham para sempre”

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O ex-integrante do "CQC" estreou em "A Liga" na última segunda-feira (18)

O ex-integrante do “CQC” estreou em “A Liga” na última segunda-feira (18) (Fotos: Divulgação/Band)

Guga Noblat é mais um ex-integrante do “CQC” a conseguir um espaço na TV após o fim do programa, assim como Marco Luque e Rafael Cortez (que estão na Globo). Ele voltou ao ar na última segunda-feira (18), na nova temporada de “A Liga”, ao lado de Maria Paula outra estreante na atração –, Thaíde e Mariana Weickert.

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segunda-feira, 18 de abril de 2016 Entrevista, Estreia, Programa | 08:00

Maria Paula volta à TV em “A Liga”: “Estou me sentindo principiante”

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a liga maria paula

Maria Paula não esconde a animação por entrar para o time de “A Liga”, cuja sexta temporada estreia nesta segunda (18) na Band. A atriz conta como está sendo o novo desafio na carreira e diz que não deixou seu lado engraçado de lado por se tratar de um programa com foco no jornalismo.

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Maria Paula comemora a nova fase em "A Liga" (Fotos: Divulgação/Band)

Maria Paula comemora a nova fase em “A Liga” (Fotos: Divulgação/Band)

“O humor está no meu DNA, não tem como tirar. Quando eu menos espero solto uma piada e quando vejo já fiz, não consigo me segurar. Mas ‘A Liga’ está me trazendo para o mundo real sem anestesia. Para mim está sendo maravilhosa a experiência de, depois de 25 anos de carreira, começar do começo. Adoro desafios, me sentir sem referências, sair da zona de conforto, poder me reinventar. Estou me sentindo uma principiante”, vibra.

As experiências que viverá ao longo dos 11 episódios não são fáceis. “Tem situações que não estou preparada, mas vou encarando de qualquer forma. Na minha primeira pauta me mandaram a um cemitério clandestino e dei de cara com uma cova que saíam braços! Fiquei apavorada, muito abalada. Sabia que era assim, mas quando senti o cheiro fiquei desarmada demais. Fui para casa chorando e liguei para o diretor (Diego Pignatari) aos prantos dizendo: ‘não vou fazer mais nada'”.

Guga Noblat, Mariana Weickert, Thaíde e Maria Paula

Guga Noblat, Mariana Weickert, Thaíde e Maria Paula

Se chegou a se arrepender? “Rolou isso, mas já tinha assinado contrato (risos). Nos dias difíceis eu medito, ligo para casa, abraço meus filhos, choro um pouco também… mas estou encarando com gratidão”. Ela diz se sentir acolhida na equipe, que conta com Thaíde, Mariana Weickert e o ex-CQC Guga Noblat, outro estreante da temporada.

“O mais legal é que é um jornalismo muito diferente do que estamos acostumados a ver. Entramos com uma pauta a ser cumprida, coisas inesperadas acontecem e a gente vai para o inesperado, tipo ‘pega o microfone e se vira aí’. É  freestyle total, totalmente na veia. Acho a minha cara! Quando eu vejo o programa editado dá um tesão e penso: ‘que orgulho, que bacana fazer parte desse time'”.

Mariana Weickert, Thaíde, Guga Noblat e Maria Paula na coletiva do programa

O quarteto de apresentadores na coletiva do programa

 

Maria avalia as mudanças que sua carreira passou ao longo desses 25 anos. “Eu só falava de música na MTV, depois fiquei muitos anos falando de humor. Já lancei livro, fiz vários filmes, comecei um mestrado em Psicologia e, quanto mais eu puder abrir o meu leque de experiências, melhor. Toda a minha trajetória me associei a pessoas que estão lá na frente, fazendo o que ninguém fazia. A essa altura da minha carreira, ‘A Liga’ é a cereja do bolo para mim e para o público”.

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sexta-feira, 1 de abril de 2016 Entrevista | 11:00

“O público está mais atento, sofisticado e exigente”, diz o diretor Mauro Mendonça Filho

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mauro mendonça filho

O diretor Mauro Mendonça Filho

Mauro Mendonça Filho viu seu trabalho ser coroado ao receber o Troféu APCA de melhor diretor de TV pela novela “Verdades Secretas”, exibida no ano passado. Com quase 30 anos de carreira, ele avalia em conversa exclusiva com a coluna as mudanças no comportamento do público televisivo nesse período, diz ver com bons olhos a entrada de uma trama de época às 23h e como é dirigir os pais, Mauro Mendonça e Rosamaria Murtinho.

“Comecei a fazer algo em direção em ‘Vale Tudo’ (1988) e, de lá para cá, o público está muito mais atento, sofisticado e exigente, não aceita mais coisas antigas ou repetições. Você pode lidar com a imaginação deles sem entregar tudo de mão beijada. Para mim, melhorou.”

 

Ele acredita por exemplo que “O Dono do Mundo” – que teve rejeição dos telespectadores em 1991, mas ganhou vários admiradores na reprise levada ao ar ano passado pelo canal Viva – teria outra receptividade se produzida nos dias atuais. “A novela tinha uma estética ousada para a época. Se fosse feita hoje, seria bem mais aceita”, aposta.

Parceria com Walcyr Carrasco em 'Verdades Secretas' rendeu prêmios

Parceria com Walcyr Carrasco em ‘Verdades Secretas’ rendeu prêmios

 

Entre os diretores com quem já trabalhou estão Luiz Fernando Carvalho (do qual foi assistente) e Roberto Talma – (dividindo a direção de algumas novelas). “Aprendi com vários deles. As experiências a gente vai acumulando e usando no dia a dia”. Este ano, Filho está à frente da série de humor “Vade Retro”, que terá Tony Ramos e Monica Iozzi no elenco.

mauropais1Depois dos sucessos acumulados nos últimos anos às 23h com os remakes de “O Astro” (2011) e “Gabriela” (2012), além da premiada “Verdades Secretas” (2015), o diretor discorda que “Liberdade Liberdade”, que ocupará a faixa a partir do próximo dia 11, destoe e possa afugentar o público.  “Não acho que por ser de época quebre a estética do que vinhamos fazendo no horário, Mas se quebrar é até bom variar”.

Ele conta ainda como é quando precisa dirigir seus pais, Mauro Mendonça e Rosamaria Murtinho. “A intimidade é ótima para dirigir, mas na hora ‘H’ é igual, é todo mundo profissional. Eles são tarimbados e brilham, eu que preciso fazer meu trabalho bem feito”.

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quinta-feira, 31 de março de 2016 Entrevista, Humor | 17:00

Aos 35 anos, Rodrigo Sant’Anna comemora personagens na Globo e Multishow: “Muito boa essa abertura”

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Em 2015, o ator ganhou o troféu Melhores do Ano, do "Domingão do Faustão"

Em 2015, o ator ganhou o troféu Melhores do Ano, do “Domingão do Faustão”

Rodrigo Sant’Anna só tem motivos para comemorar seus 35 anos nesta quinta-feira (31). O ator estreia no próximo dia 7 a segunda temporada da série “Os Suburbanos”, no canal Multishow; interpreta Carol Paixão no “Video Show” e durante todo o “Big Brother Brasil”; e continuará no elenco do “Zorra”, na Globo, que volta ao ar no dia 9 de abril.

Na correria do dia de seu aniversário, ele conversou com a coluna sobre a vida profissional agitada nos dois canais. Rodrigo não imaginava que a peça “Os Suburbanos”, que montou com Thalita Carauta após se formar na Casa de Artes de Laranjeiras, no Rio, pudesse virar filme e série de TV.

“A minha experiência de vida alavancou a vontade de falar sobre tudo o que passei sob uma nova ótica”, diz ele, criado no Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Após algumas participações em “A Diarista”, Rodrigo chamou a atenção de Renato Aragão, que o trouxe para “A Turma do Didi”. Ele é só elogios ao humorista, que hoje está afastado da TV.  “Ele é um mestre, e gênio não se classifica. Não tenho palavras”.

Destaque no antigo “Zorra Total” com personagens como Valéria e Edmilson, o ator se adaptou à “plástica” que a atração – rebatizada de “Zorra” – sofreu. “Achei positivo, abriu a possibilidade dos atores seguirem com outros personagens, terem novos desafios”.

Na pele de Carol Paixão, este ano, e de Valéria Vasquez, sua personagem no extinto "Zorra Total"

Na pele de Carol Paixão, este ano, e de Valéria Vasquez, sua personagem no extinto “Zorra Total”

E não é só nos humorísticos globais que ele bate cartão: na pele de Carol Paixão, Rodrigo aparece com frequência no “Video Show” e no “Big Brother Brasil 16”.  “É muito boa essa abertura para exercitar as personagens com uma mesma linguagem em outros lugares. Isso agrega à carreira e o mercado tem o que gosta”, avalia.

Rodrigo Sant'Anna na pele de Jefinho do Pagode (Foto: Juliana Coutinho/Divulgação)

Rodrigo Sant’Anna na pele de Jefinho do Pagode (Foto: Juliana Coutinho/Divulgação)

Série

Na história – uma parceria do Multishow com a Globo – o ator interpreta Jefinho do Pagode. “Ele tem sua raiz, mas a fama já subiu à cabeça: ele sacaneia o pobre como se não tivesse vivido isso, como se fosse uma realidade muito distante. A essência se mantém, é a brincadeira do pobre usufruindo da vida de rico, mas continuar com os maneirismos do pobre”, explica.

Natália Lage e Marcos Oliveira entraram no elenco: ela como uma mulher fatal que vai colocar toda a fortuna do pagodeiro em risco, e o ex-Beiçola de “A Grande Família” na pele do síndico do novo condomínio de Jefinho.

“Eu acho difícil fazer comédia, mas é um gênero que muito me interessa. A minha personagem não vale nada. Ela seduz o Jefinho e, quando ele se apaixona, ela logo se muda para a casa dele, fingindo ser empresária e prometendo ainda mais sucesso”, adianta Natália. “Tive que me segurar muito para não cair na palhaçada dele durante as gravações”, confessa Oliveira.

Aos 35 anos, Rodrigo Sant'Anna se divide entre seus personagens na Globo e no canal Multishow (Foto: Juliana Coutinho/Divulgação)

Aos 35 anos, Rodrigo Sant’Anna se divide entre seus personagens na Globo e no canal Multishow (Foto: Juliana Coutinho/Divulgação)

“A primeira temporada coroou o trabalho do Rodrigo no teatro e ficamos felicíssimos com a boa aceitação do público. Aprendemos muito e estamos evoluindo em termos narrativos. Não temos medo do ridículo”, afirma o diretor Luciano Sabino.

Jonathan Haagensen é um dos convidados da segunda temporada, que tem Solange Couto no elenco (Foto: Juliana Coutinho/Divulgação)

Jonathan Haagensen é um dos convidados da segunda temporada, que tem Solange Couto no elenco (Foto: Juliana Coutinho/Divulgação)

 

Nomes como Babu Santana, Nando Cunha, Solange Couto e Tadeu Mello completam o time. Valesca Popozuda, Eduardo Galvão, Erika Januza, Claudia Mauro, Jonathan Haagensen, Mr. Catra e Otaviano Costa fazem participações especiais durante os 20 episódios inéditos, que irão ao ar às 22h no Multishow às segundas, quartas, quintas e sextas.

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segunda-feira, 28 de março de 2016 Entrevista | 09:00

Carlos Lombardi detona Classificação Indicativa da TV: “É inconstitucional”

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Carlos Lombardi criticou duramente a classificação indicativa ao falar sobre um de seus maiores sucessos que nunca foi reprisado pela Globo. Para o autor, a media é a culpada pela novela “Uga Uga” (2000) nunca voltar ao ar.

“Estamos em uma época muito chata da classificação indicativa. Um dos meus maiores sucessos nunca passou no ‘Vale a Pena Ver de Novo’ por causa da bunda do Claudio Heinrich (que interpretava o índio Tatuapu). Pela Constituição acabou a censura! O governo tem tanta coisa para fazer, por que se meter nisso? Acho invasivo e mal educado. Jura que é isso que precisa ser feito? Que o problema do Brasil hoje é se vai ter uma bunda ou não na televisão? Isso é coisa para se preocupar?.”

ugaugaCom uma longa carreira que inclui novelas como “Bebê a Bordo” (1988), “Quatro por Quatro” (1994) e “Kubanacan” (2003), ele vê a liberdade de criação sendo tolhida. “Há um tempo atrás não era assim, se fizéssemos merda processavam a gente.  Hoje é um esquema chantagista: se você tem uma novela das 18h e dizem que vão reclassificar, precisa mudar de horário, ou seja, vai sair do ar. A Record é uma fábrica, a Globo e o SBT também. Elas não vão mudar a programação por causa disso, a novela vai acabar. O público é adulto! Não quero que o governo diga o que é certo ou errado”, detona.

 

Lombardi cita exemplos de como a medida que regula a programação prejudica a maneira de contar uma história. “Dizer que algo não pode porque estimula é ridículo! Não poder falar de crime num país que a gente morre de medo e conhece alguém que já levou um tiro ou morreu porque parou em um sinal de trânsito. Não sou eu que crio essa violencia, mas a impunidade, afinal temos leis para a primeira e segunda classe. Isso faz com que o horário livre apele para mil coisas para não ficar borocochô”.

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O autor enxerga a medida como uma forma de censura. “É inacreditável em 2016 termos de conversar com o Governo para ver se vão deixar um programa passar ou não. É inconstitucional! Na Constituição diz que a TV tem o direito de botar no ar e ser responsabilizada se a maior parte das pessoas achar que precise. Trabalho nisso há quase 40 anos. Estou mais capacitado que esse povo que faz a classificação indicativa para dizer como se trata de assuntos delicados e como se chega no público sem chocar”.

 

Relembre a abertura de “Uga Uga”:

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domingo, 20 de março de 2016 Briga pela audiência, Entrevista, Programa | 09:00

Rodrigo Faro comemora audiência aos domingos: “Vivendo meu melhor momento”

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Rodrigo Faro é só alegria ao falar de seu programa

Rodrigo Faro é só alegria ao falar de seu programa

Rodrigo Faro não esconde a empolgação ao gravar seu programa. “Hora do Faro” completa dois anos em abril e tem conseguido bons índices de audiência, deixando Eliana para trás na maioria dos domingos e, em alguns momentos, chega à liderança, geralmente ocupada pela Globo. O apresentador conversou com a coluna, que acompanhou com exclusividade a gravação do quadro “Pronto pra Fama”, que vai ao ar neste domingo (20).

“Nunca imaginei que tudo isso ia acontecer em apenas dois anos. Silvio Santos está lá há 40, 50 anos, Faustão há quase 30, Eliana há dez anos. É muita concorrencia com gente que eu adoro”, maravilha-se ele, que foi pego de surpresa em junho de 2013 quando, com a saída de Gugu dos domingos, teve seu programa de sábado, “O Melhor do Brasil”, transferido para o dia mais concorrido da TV.
Ele se sente bem à vontade no estúdio

Ele se sente bem à vontade no estúdio

“Ele saiu na quinta, enfiamos ‘O Melhor do Brasil’ no ar em três dias. Eu me senti totalmente perdido, aliás todo mundo da equipe. Experimentamos no ar, não tivemos tempo de planejar.  Mas topamos o desafio para aprender e tentar entender qual o público de domingo”, recorda.

O programa ficou no ar por quase um ano até ser extinto e substituído por “Hora do Faro”. A fórmula parece ter dado certo e se reflete no Ibope da atração. “Revertemos uma situação complicada de audiência para a Record e as coisas foram vindo gradativamente. Conseguimos a vice-liderança, depois começamos a ficar em primeiro lugar um minutinho, cinco, dez minutinhos, até um dia que empatamos com a Globo em várias capitais. Meu Deus, eu não acreditava no que estava acontecendo”.
"Tenho a minha maneira de fazer emoção", afirma

“Tenho a minha maneira de fazer emoção”, afirma o apresentador

Bastidores

Faro não grava um programa inteiro de uma vez: quando vai à emissora, grava quadros e depois a equipe monta como vai ao ar. Com isso, a plateia, de 270 pessoas, muda, mas no ar ninguém percebe. É tomado o cuidado para que o apresentador esteja com a mesma roupa nas gravações que fazem parte do mesmo programa.

Momento de lágrimas no palco

Momento de lágrimas no palco

O “Pronto pra Fama”, que realizou o sonho do pedreiro Deyvisson de se tornar cantor, teve a participação de Eduardo Costa. O encontro dos dois foi o ponto alto de emoção do quadro, que teve mais de duas horas de duração mas deve ficar um pouquinho menor pois a edição teve trabalho para editar os palavrões que o cantor soltou. Em outro momento, duas mulheres aparecem vestidas de noiva para conhecer o sertanejo, que se disfarça de velhinho e consegue enganá-las.

Não há pausas na gravação, tudo é feito da maneira que aparece no ar, o que agiliza o processo. Em rápidas pausas – geralmente quando alguma atração musical está no palco, seu lado pai vem à tona e Faro se atualiza das notícias da família pelo celular, enquanto retocam sua maquiagem.

“Minha vida é acordar cedo, trabalhar o dia inteiro e, quando estou em casa, fazer o papel de pai: estudar, brincar, curtir, dar disciplina. Hoje estava todo mundo me esperando, mas vou chegar tarde e elas estarão dormindo. Eventualmente preciso conviver com essa frustração, mas meu fim de semana é sagrado com elas”, diz o apresentador, que é pai de Clara, de 10 anos, Maria, de 7 e Helena, de 3 anos

Apesar de passar o domingo com as filhas, ele fica ligado na audiência da atração.  “Acompanho em tempo real no celular para saber se está bem. É um vício porque o apresentador vive dessa audiência, as pessoas estão ligando a televisão para me ver”.

Ele garante que não foi procurado por outras emissoras, apesar do sucesso. “Todo mundo fala que recebi propostas do SBT e da Globo. Só ouço boatos de que o Silvio Santos me quer ou que vou substituir o Faustão, mas na pratica meu telefone não tocou, está ali paradinho (risos).  Estou muito feliz na Record, tenho mais dois anos de contrato ainda”.

Acompanhamos os bastidores da gravação, na última quarta-feira

Acompanhamos os bastidores da gravação, na última quarta-feira

Faro como Tainha na novela 'O Profeta'

Como Tainha na novela ‘O Profeta’, em 2006

Na Record desde 2008, Faro não se arrepende de ter deixado a carreira de ator (a última novela inteira que fez foi “O Profeta”, em 2006, na Globo). “Foi a melhor coisa que fiz na vida, se eu disser que sinto falta estou mentindo. Foi um tempo muito feliz da minha vida, mas a transição foi na hora certa, quando eu me sentia mais preparado e já tinha experimentado de tudo: cantar, dançar, atuar… como apresentador posso fazer tudo isso. Estou vivendo meu melhor momento pessoal e profissional, hoje eu sou muito feliz me sinto totalmente realizado no domingo com o carinho e audiência das pessoas”.

O trabalho está longe de ser uma obrigação. “Quando venho aqui eu me divirto, estar no palco é uma diversão. Não tem mau humor, briga, não tem grito. E tenho a minha maneira de fazer emoção, sempre respeitando quem está lá e as pessoas em casa. No mesmo quadro você tem vontade de rir, chorar, falar besteira, pagar mico… Esse é o segredo, misturar tudo”.

A dedicação rendeu seis estatuetas do Troféu Imprensa de melhor apresentador. No ano passado, Rodrigo foi surpreendido por Silvio Santos, que o mandou apresentar a premiação.  “Ele me passou o programa  e não sabia nem o que fazer. Eu disse ‘amanhã eu não vou dormir’, ele respondeu ‘não durma, não durma’ (imitando a voz de Silvio).  Foi maravilhoso”, recorda. Assista como foi:

O programa ganha novidades este ano. “Estamos fazendo o cenário novo e vários quadros, buscando uma interação maior com as pessoas em casa. O ‘Vai Dar Namoro’ (quadro do extinto ‘O Melhor do Brasil’) vai voltar, no nosso programa de número 100 faremos com o Marcelo Rezende buscando uma namorada e, no final, fará o ‘Dança, Gatinho’ comigo. A partir daí, vamos ajudar todo artista que quiser arrumar namorada”

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sábado, 19 de março de 2016 Entrevista, Novela, Por onde anda | 15:00

Guilherme Fontes relembra “Mulheres de Areia”: “As reprises restabelecem meu fã-clube”

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Guilherme Fontes atualmente e em 1993, com Glória Pires em "Mulheres de Areia"

Guilherme Fontes atualmente e em 1993, com Glória Pires em “Mulheres de Areia”

Guilherme Fontes não protagoniza uma novela há 15 anos – a última foi “Estrela Guia”, em que fazia par com Sandy – mas sua fase áurea da carreira pode ser vista com frequência na TV. O ator, hoje com 49 anos, se destacou em dois clássicos dos anos 90: “Mulheres de Areia” (1993) – atualmente exibida pelo canal Viva – e “A Viagem” (1994), ambas de Ivani Ribeiro.

raquel mulheres de areia

Raquel (Glória Pires) fumava bastante em cena

“Eles ficam reprisando minhas novelas! ‘A Viagem’ passou quatro vezes, ‘Mulheres de Areia’ é a quarta vez. Fica restabelecendo o meu fã-clube (risos). Não estou assistindo, mas foi um trabalho muito legal de fazer”, disse com exclusividade à coluna.

O intérprete de Marcos não titubeia ao citar seu momento preferido das gravações: “A lua de mel com a Raquel (Glória Pires) em Nova York. É muito raro viajar no meio da novela. A gente se divertiu muito”.

A liberdade também é lembrada: os personagens bebiam e fumavam, coisa muito rara nas tramas de hoje em dia e que causou questionamento de alguns telespectadores que assistiram “Mulheres de Areia” em 2011, no “Vale a Pena Ver de Novo”. “Nos últimos anos houve essa transformação de não poder fumar, segurar uma arma ou um copo em cena”, lamenta o ator, que esta semana ganhou o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) pelo filme “Chatô”, que levou 20 anos para ser finalizado.

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sexta-feira, 18 de março de 2016 Briga pela audiência, Entrevista, Programa | 07:00

Rodrigo Faro esclarece suposta briga com Geraldo Luís: “Não construí minha carreira em cima de trapaças”

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Rodrigo Faro esclarece de vez os rumores de briga com Geraldo Luís

Rodrigo Faro desmente briga com Geraldo Luís

Rodrigo Faro esclareceu de vez  com exclusividade à coluna os rumores de que haveria um clima pesado desde novembro do ano passado entre ele e Geraldo Luís. A “briga” teria começado por conta de uma disputa entre o “Hora do Faro” e o “Domingo Show” pela mesma pauta – a história de um jovem que vendia produtos em ônibus para comprar um vestido de casamento para a noiva. A matéria foi ao ar no programa de Faro, o que teria desagradado o colega.

Em alguns domingos, Geraldo não anunciou o colega no fim de seu programa

Em alguns domingos, Geraldo não anunciou o colega no fim de seu programa, aumentando os rumores

“Disseram que nós tínhamos roubado uma pauta, e isso não existe: primeiro porque, quando há uma duplicidade de pautas, quem decide é a direção artística da Record. Pelo que sei, essa pauta era do ‘Hoje em Dia’, e a menina que a indicou já tinha feito o [quadro] ‘Roda da Vida’ em nosso programa uma semana antes. O Bruninho [Gomes, diretor do ‘Hoje em Dia’] conversou com o Ignácio [Coqueiro, diretor de Faro] e disse ‘olha, é legal você fazer’. O que aconteceu de fato foi exatamente isso”, explica.

Faro tomou um susto ao ver na imprensa o que estavam dizendo sobre o caso. “Chamei minha produção e perguntei se era verdade. A direção da Record veio conversar comigo, me explicou o que houve. Quem ligou dizendo isso [para a imprensa] queria prejudicar a Record”, avalia.

Mas a história não parou por aí. As especulações aumentaram porque, depois disso, Geraldo deixou de anunciar em alguns domingos que Faro começaria na sequência do seu programa, como costumava fazer. Até a foto postada pelo pai de Clara, Maria e Helena com o elenco da emissora para um especial de fim de ano ganhou repercussão, pelo colega ter sido cortado da imagem.

“Obviamente uma rixa entre dois apresentadores de domingo dá pano para manga, aí começaram as loucuras da imprensa. Disseram que eu o cortei, ficou um clima esquisito. Quem me conhece sabe que jamais, nunca em qualquer tempo da minha vida, construí minha carreira em cima de trapaças.”, defende-se.

Na versão desta foto que Faro postou no Instagram, Geraldo não aparece

Na versão desta foto que Faro postou no Instagram, Geraldo não aparece, o que aumentou os boatos

O apresentador diz que decidiu tirar logo a história a limpo. “O Geraldo já tomou muito café aqui comigo, um dia o chamei para conversar no camarim. Não tinha nem o que resolver, perguntei o que aconteceu, ele explicou e acabou”.

Em janeiro, Geraldo Luís já tinha contado também com exclusividade ao iG sua versão do ocorrido. “Não tem inimizade, a gente não tem tempo para isso. Nós não somos amigos, mas a gente se dá super bem, não tem briga não.”, garantiu.

Faro revela que esse tipo de rumor envolvendo outros apresentadores da emissora tem sido comum nos últimos tempos. “Essas coisas sempre acontecem, mas nossa relação aqui é tão legal que nem esperamos a coisa andar, quando sai alguma coisa um liga pro outro e já fala. Outro dia disseram que o [Marcos] Mion estava reclamando que eu viajo para os Estados Unidos e ele, não. Ele mesmo me ligou dizendo que jamais falaria isso”, recorda.

Assunto resolvido, Faro comemora os índices de audiência de seu programa, que chega a liderar aos domingos durante alguns momentos. “Graças a Deus o domingo da Record é um sucesso. Geraldo tem me entregado a audiência muito bem, com 14, 15 pontos, temos feito ela crescer e entregado bem também para o ‘Domingo Espetacular’. Nos últimos três domingos chegamos à liderança, fora outros em que empatamos com a Globo, isso é muito bom”, vibra.

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domingo, 7 de julho de 2013 Entrevista | 05:56

Paulo Gustavo, que estreia novo sitcom no Multishow: ‘Nunca fui deslumbrado para trabalhar na Globo’

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Paulo Gustavo

Paulo Gustavo: “Sempre quis ser consagrado no teatro”

Paulo Gustavo conseguiu um feito este ano. Mesmo sem estar numa novela, reality show ou programa na TV aberta, o ator virou fenômeno de mídia. Apresentador do “220 Volts”, no Multishow, ele tem lotado sistematicamente o teatro com o stand up “Hiperativo” e seu maior sucesso, “Minha Mãe É uma Peça”, que já ultrapassou a marca de 1 milhão de espectadores em sua adaptação para o cinema. Não bastasse a maratona em que vive por causa desses trabalhos, nesta segunda-feira (8), Paulo estreará mais um projeto: “Vai que Cola”, sitcom com plateia que irá ao ar também no Multishow, diariamente, às 22h30.

Na história, ele interpretará Valdo, um trambiqueiro da Zona Sul do Rio de Janeiro que, fugitivo, acaba se instalando numa pensão no subúrbio. No casarão ele passará a contracenar com figuras como Velna (Fiorella Matheis), uma golpista que finge ser estrangeira só por ser loira de olhos claros, e Terezinha (Cacau Protásio), viúva de bicheiro. O elenco conta ainda com nomes como Catarina Abdalla, Emiliano D’Ávila, Fernando Caruso, Samatha Schmutz e Marcus Majella, famoso por suas participações na Trupe Porta dos Fundos e também por contracenar com Paulo Gustavo no “220 Volts”. Nomes como Ivete Sangalo, Narcisa Tamborideguy e Naldo farão participações especiais em alguns dos 40 episódios.

O elenco de "Vai que Cola", que estreia nesta segunda (8), no Multishow, às 22h30

O elenco de “Vai que Cola”, que estreia nesta segunda (8), no Multishow, às 22h30

Por tratar-se de uma comédia com plateia, as comparações entre “Sai de Baixo” e “Vai que Cola” serão inevitáveis. “Para mim é maravilhoso, pois eu amava aqueles personagens”, afirma Paulo, que, depois de uma primeira metade do ano intensa, não descansará. Como a coluna adiantou, ele ganhará mais um programa em breve. “Paulo Gustavo na Estrada” será quase um reality show, com as câmeras acompanhando o humorista durante suas viagens pelo Brasil com a turnê de suas peças. Além disso, ele vai dirigir um seriado de humor estrelado por Samantha Schmutz, conhecida por ter vivido o Juninho Play, no “Zorra Total”. Paulo arranjou um tempinho entre os ensaios de “Vai Que Cola” para conversar com a coluna.

IG: Atualmente você está em cartaz com duas peças, grava dois humorísticos, acabou de lançar um filme e prepara mais dois programas. Como consegue organizar o tempo?
PAULO GUSTAVO: É uma maratona! Para você ter noção, recentemente tive de negociar três dias de folga para conseguir tirar o siso! Está difícil até para ir ao dentista. Mas minha mãe me ajuda muito. Até passei uma procuração para ela me poder resolver minhas coisas de banco, cartão de crédito…

IG: A personagem do teatro e do filme é baseada na sua mãe. Como ela tem lidado com a exposição?
PAULO GUSTAVO: Ela lida superbem e já viu a peça algumas vezes. Até porque é uma exposição divertida, eu faço uma grande homenagem a ela. Não faço uma biografia completa, mas tem muito do jeito dela, que é meio italiana, preocupada, meio histérica, fala alto. Minha mãe é minha grande musa.

IG: “Vai que Cola” é uma comédia com plateia. Certamente haverá comparações com “Sai de Baixo”, não acha?
PAULO GUSTAVO: Isso é inevitável e maravilhoso! Eu amava aqueles personagens! Assisti muito, eles são inesquecíveis. Mas as histórias são diferentes. “Vai que Cola” se passa numa pensão na Zona Norte do Rio, com todo mundo que mora lá tentando se dar bem. O público adora, morre de rir, aplaude o tempo todo. A gente se desconcentra, um ri da cara do outro.

Paulo Gustavo

Paulo Gustavo na pele de Valdo, na sitcom: malandro que não perde a pose

IG: E seu personagem?
PAULO GUSTAVO: Meu personagem se chama Valdomiro Lacerda, um malandro do Leblon, fugitivo da polícia, que acaba na pensão no subúrbio, mas não perde a pose. Ele quer que todo mundo acredite que é só uma fase, que vai passar e em breve ele volta à vida boa.

IG: Acha curioso que consiga fazer sucesso sem estar na Globo?
PAULO GUSTAVO: Olha, eu batalho muito, corro muito atrás. Nunca fui deslumbrado para trabalhar na Globo. Lembro que quando fiz CAL (Casa de Artes das Laranjeiras, no Rio), a grande maioria dos alunos estava lá porque queria fazer novela na Globo. Já eu queria teatro. Sempre quis ser consagrado no teatro. Tenho plena consciência que tudo o que consegui até hoje foi graças ao teatro.

IG: Alguns humoristas como Tatá Werneck têm feito novelas. Acha que será o seu caso?
PAULO GUSTAVO: Novela é algo muito forte na nossa cultura. Eu acho que vou fazer algum dia, mas minha prioridade é o “Vai que Cola”, minhas peças, meus programas. Sem falar que novela é um trabalho muito longo, não sei se conseguiria. Acho mais provável fazer participações.

IG: Depois do sucesso de “Minha Mãe é uma peça” Podemos esperar o filme de outro personagem seu? A Senhora dos Absurdos, por exemplo?
PAULO GUSTAVO: Pode esperar todos os filmes da sua vida! (risos) Se tirar três meses de férias enlouqueço minha empregada e mato todo mundo! Tenho muito fogo! Não consigo ficar parado.

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