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sexta-feira, 17 de maio de 2013 Entrevista, Novela | 05:00

Nanda Costa, a protagonista de 'Salve Jorge': 'Não adianta ficar ouvindo as críticas, tem de fazer bem o trabalho'

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Nanda: "Vou levar a Morena a vida toda no meu coração"

Tão logo gravou sua derradeira cena na pele Morena, a protagonista de “Salve Jorge”, Nanda Costa desabou na cama e dormiu. Literalmente. Afinal, depois de quase um ano de trabalho, a atriz pôde finalmente descansar sem a pressão de carregar uma mocinha de novela das nove e se preocupar em estudar as cerca de vinte cenas que gravava por dia. Foi exatamente depois dessa soneca, por volta das 23h30 da noite de quinta (16), que Nanda conversou com a coluna. Bem disposta e sem fugir de nenhuma pergunta, a atriz mostrou serenidade ao falar sobre as críticas que a novela sofreu e foca no ponto positivo: a enorme quantidade de pessoas que ajudou ao alertar para o tráfico humano.

Veja tudo o que acontecerá no último capítulo de “Salve Jorge”

Com larga carreira – e vários prêmios – no cinema, com longas bem recebidos pela crítica como “Sonhos Roubados” e “Febre do Rato” no currículo, a atriz não havia encarado ainda uma personagem do tamanho de Morena. Seu desempenho em novelas anteriores, como a Madá, de “Cobras & Lagartos”, e a Soraia, de “Viver a Vida”, chamou atenção, assim como sua performance na pele de Dolores Duran, no especial “Por Toda a Minha Vida”, que arrebatou a crítica. Como Morena, levou muita gente a achar que a garota de praia, que cresceu em Paraty, no Rio, tivesse origem na favela como a mocinha da novela. Não por acaso, pouco depois de alguns dias de férias, Nanda já pegará no batente de novo e rodará três filmes na sequência. Confira a entrevista a seguir.

IG: É mais intensa a despedida de uma novela quando se é protagonista?
NANDA COSTA: Foi mais intensa, mas senti mais quando gravei na quarta-feira (15), a penúltimo diária. Nesse dia a gente rodou o encerramento da novela com todo o elenco na cidade cenográfica do Alemão, com a Dona Áurea (Susana Faini), que sempre criticou a Morena, do lado, feliz. Senti um aperto no peito. Foi um mix de sentimentos: tristeza porque vai acabar, o vazio que fica e uma alegria enorme de ter trabalhado com a Dira Paes, que tanto admiro como pessoa e como atriz. Ela me ensinou muito. Foi um momento muito forte, veio aquela emoção e a gente foi confraternizar depois numa festa. Já chorei, me emocionei, ri, brinquei. A última cena que gravei na quinta-feira (16) foi a chegada da Morena no Brasil com o Theo. Um final feliz.

IG: Demora para se desligar do personagem ou isso ocorre de imediato?
NANDA COSTA: Eu desligo. Nas últimas semanas fui entendendo que estava acabando e fui me preparando para me despedir da Morena e não sofrer tanto. Para rodar a última cena, nessa quinta, eu fui super concentrada. Tive de fazer um esforço três vezes maior pra não sofrer. Mas agora não tem mais a última cena, acabou. Vou levar a Morena para a vida toda no meu coração.

IG: Já dá para avaliar o trabalho em “Salve Jorge”?
NANDA COSTA: Eu trabalhei muito nessa novela, foi um volume de trabalho muito intenso. Foi o maior desafio da minha vida e da minha carreira. Até então, nas outras tramas de que participei, as personagens não tinham nem um quinto do volume de cenas e da responsabilidade. Mas meu comprometimento sempre foi o mesmo com todas e sempre procurei fazer meu trabalho da maneira mais digna. A Morena era um desafio: foi a primeira protagonista escravizada, prostituída e favelada de uma novela das nove. Era muita novidade junta. Mas por meio dela pudemos alertar várias famílias para a questão do tráfico humano. Foi uma honra.

IG: Acha que houve um estranhamento do público em relação a Morena nos primeiros capítulos?
NANDA COSTA: Claro que houve. Todo mundo tem um pouco de dificuldade com novidade mesmo. Mas a gente conseguiu virar o jogo. Não demorou muito para perceber que as pessoas gostavam, torciam pela Morena. Confiei na Gloria Perez, que disse que não fui aposta, que me chamou pelo meu trabalho, por já ter me visto no cinema. Acho que teve, sim, essa resistência inicial por parte do público, mas confiei na equipe, na minha intuição e trabalhei com muito foco e dedicação. Não adianta ficar ouvindo as críticas, tem que fazer bem o seu trabalho.

IG: No final das contas, todos torceram por Morena. Ganhar de virada é mais gostoso?
NANDA COSTA: É muito mais gostoso. Toda essa crítica negativa, quando questionavam se eu daria conta de uma protagonista, me deu mais força e me estimulou mais para enfrentar o desafio. A maioria das pessoas que falava isso não conhecia meu trabalho no cinema, não viam que eu já tinha uma carreira atrás de mim.

Leia também uma entrevista com Nando Cunha, o Pescoço da novela: “Quem não gosta de ‘Salve Jorge’ não precisa ir pro Twitter meter o pau. É só mudar de canal.”

IG: Em dados momentos, nas redes sociais, “Salve Jorge” era alvo de piada por causa de erros de continuidade como o cabelo da Morena e coisas do tipo. Algumas pessoas passaram a assistir para criticar. O que achava disso?
NANDA COSTA: Eu achava ótimo que as pessoas estavam assistindo. Meu trabalho estava lá, feito com todo o carinho, amor e dedicação, assim como o de grande parte da equipe, totalmente envolvida na história. O importante é dar o recado. Se as pessoas estavam vendo pra falar mal ou bem, não importa. Importa que estavam vendo e, querendo ou não, foram alertadas para o tráfico de pessoas. Houve quem criticasse, mas chegou um momento que vi a maior parte das pessoas realmente curtindo a história. Erro de continuidade é normal em toda novela, não dependia de mim. Eu até ria de algumas coisas.

Numa cena com Rodrigo Lombardi: "Theo é o cara, sim, mas um cara humano"

IG: Cá entre nós, acha mesmo que o Theo (Rodrigo Lombardi) era “o cara” como na música do Roberto Carlos? Ele morava com a mãe, não se decidia com quem ficava…
NANDA COSTA: Eu acho que o Theo desde o começo tem aquilo que a Dona Áurea (Suzana Faini) falava pra Morena: “Cuidado, ele é impulsivo, do tipo que faz e depois pensa!”. Foi uma paixão muito avassaladora. No segundo capítulo eles já se beijaram, se apaixonaram e no final da primeira semana já tinha pedido de casamento. O Theo é um cara verdadeiro e honesto, mas impulsivo. E exatamente por isso erra como todo ser humano. Na música do Roberto tem uma frase que diz “Esse cara não sou eu, mas é o que eu gostaria de ser”. E ele é um pouco isso. Ele errou, mas os erros que cometeu foi por ter sido enganado. Ele é o cara, sim, mas um cara humano.

IG: No filme “Sonhos Roubados”, você já havia atuado num universo parecido com o da Morena. Teve algum tipo de preparação especial para a novela?
NANDA COSTA: A diferença é que, ao contrário da Jéssica, de “Sonhos Roubados”, a Morena se prostituia porque era forçada. O lado que mais busquei aprofundar foi nessa coisa do tráfico de pessoas, no sentimento, no coração, na essência. Vi filmes, li livros e pesquisei sobre o assunto. Um dos momentos que tocou meu coração foi quando conversei com a mãe de uma menina que que havia sido traficada e morta. Uma coisa é ouvir falar, outra é ver de perto. Deu uma raiva, uma angústia, uma impotência… Além disso, muita coisa a gente descobre na troca com outros atores. Tive a sorte de ter a Dira Paes como parceira e mãe, também aprendi muito com o Rodrigo Lombardi e o Adriano Garib. Mas a Morena foi muito bem desenhada pela Gloria Perez, a melhor composição está aí.

IG: Com a novela no ar, te procuraram para falar sobre casos de pessoas que passaram pelo mesmo que a Morena?
NANDA COSTA: Recebi muitos relatos do tipo em que a sobrinha de uma amiga sumiu e agora acham que ela foi sequestrada ao pensar sobre o assunto. Começaram a entender a desconfiança de algumas amigas e aumentaram as suspeitas. É uma situação muito difícil porque há a vergonha de falar sobre o assunto. Durante a novela muita gente me perguntava: mas por que a Morena não conta logo o que passou? Além de terrorismo que fazem, cercando e ameaçando as pessoas, há a vergonha de falar que teve de se prostituir num outro país. É um assunto muito sério. A Globo e a Gloria Perez fizeram muito bem ao abordá-lo.

IG: Como tem sido a recepção nas ruas?
NANDA COSTA: É até curioso. Às vezes eu estava em algum lugar público e vinha um pessoal dizendo: “Ah, que bom você tá trabalhando agora, fazendo uma protagonista. Você que veio da favela, que teve uma vida difícil e até passou fome…”. Em algum lugar essas pessoas acreditavam que eu era a Morena. E eu sou bem diferente dela, na verdade. Sou mais calma, falo baixo… Para um artista, isso é incrível! Prefiro manter minha vida pessoal mais reservada, quero que vejam primeiro a personagem e não a Nanda fazendo a personagem.

IG: Morena deu várias surras em Wanda (Totia Meirelles) e já saiu no braço com Lívia (Claudia Raia) e Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues). Será que você vai ficar com fama de barraqueira? Como era gravar essas cenas?
NANDA COSTA: Era divertido gravar essas cenas, mas a novela continua, tem de tomar cuidado pra não se machucar. Foi gostoso de fazer porque eu tinha a sensação de que eram surras que o Brasil estava esperando para ver. O povo vibrou quando aconteceram. A cena da surra na Claudia Raia foi o pico de audiência da novela. A Claudia, aliás, foi generosíssima. Imagina bater na Claudia Raia? Sou menor que ela! (risos) Mas ela me mandava empurrar sem medo. É engraçado que possam achar que sou barraqueira, porque quando as pessoas me conhecem falam que eu sou diferente da Morena. Sou tranquila, falo baixo. Mas, como atriz, tenho de saber localizar em mim onde está a raiva, o tesão, o humor, a leveza. O artista tem de saber as ferramentas na hora certa. Mas se na vida eu precisar ser barraqueira em algum momento, serei. (risos).

Na cena da surra em Lívia: "Imagina bater na Claudia Raia? Sou menor que ela!"

IG: Ficou preocupada com a exposição por protagonizar uma novela das oito?
NANDA COSTA: Tomei cuidado com toda essa exposição. Me blindei e procurei não ficar ouvindo tudo o que falavam. Todo mundo quer ser técnico de futebol na novela também, é algo que o país inteiro vê todo dia.

IG: Incomodou ver muitas notícias a seu respeito?
NANDA COSTA: Antes, quando eu não tinha nem noção e nem dimensão de como funciona a mídia, eu via determinados veículos ou pessoas dizendo “fulano é assim” e acreditava. Então às vezes quando conhecia alguém já imaginava ele do jeito que diziam, quando, na verdade, a pessoa era totalmente diferente. Disseram tanta coisa distante do que sou em algumas notícias. Falaram que eu não interajo com as pessoas, que eu não me relacionava bem com o Rodrigo Lombardi, que eu me fazia de séria e que por isso eu não falava com ninguém… Coisas absurdas. Eu costumava brincar com a equipe, fazer piada! Agora, sim, na hora que é pra ser séria, que tem de trabalhar, eu sou séria. Parte da mídia criou uma Nanda Costa com a qual eu não me identifico.

IG: Ficava chateada com esse tipo de comentário?
NANDA COSTA: Um pouco. Mas acho que tudo bem também. Isso me deu força. Fiquei mais calejada. Acho que estou mais preparada e mais forte para os novos desafios. Depois de tudo o que vivi, tudo o que vier agora fácil será mais fácil. (risos)

IG: Inclusive outras protagonistas?
NANDA COSTA: Inclusive protagonistas. Por que, não?  (risos)

IG: Pretende se afastar da TV por um tempo?
NANDA COSTA: Renovei meu contrato com a Globo agora. Não tenho preferência por cinema, teatro ou TV. Prefiro bons personagens ou desafios. “Salve Jorge” foi uma delícia de experiência, com a qual aprendi muito. Esse ano ainda tenho três longas para rodar. Devo voltar em breve à televisão, mas acho bom descansar.

IG: Que tipo de personagem gostaria de fazer agora?
NANDA COSTA: Acho que uma vilã. Mas não tenho nada muito fechado, gosto mesmo é de bons personagens. Também adoraria fazer uma louca varrida, uma rica… Nunca fiz rica, só interesseira.

IG: Qual o legado que Morena deixa aos espectadores?
NANDA COSTA: Entender que a vida é muito mais simples. Às vezes, a gente sonha com uma coisa e a felicidade está do lado e ninguém percebeu. Acaba-se abrindo mão de amor e família por motivos nem sempre corretos. No caso da Morena, ela foi levada a isso por uma atitude nobre, que era manter a casa da mãe. Mas olha quanto sofrimento ela não teria evitado pra Lucimar, Júnior e toda a família se tivesse escutado a intuição da mãe e aceitado o pedido do Theo. É prestar mais atenção. O legado que Morena deixa é para dar valor às coisas mais simples e à família e ao amor. Além da arte de matar todos os dragões que surgirem no caminho, porque a vida não é facil pra ninguém! (risos)

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quarta-feira, 8 de maio de 2013 Entrevista, Novela | 05:11

Robertha Portella: 'Não precisei namorar com executivo da Record para ganhar papel na novela'

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Robertha Porthella, como Dafne: Mulher Tutti-Frutti

Poucos são os participantes de reality show que conseguem ingressar na dramaturgia com bons personagens após uma temporada de confinamento. A carioca Robertha Portella, participante da última edição de “A Fazenda”, conseguiu ingressar neste seleto grupo, que conta com nomes como Grazi Massafera e Juliana Alves. Meses depois de ter deixado Itu, ganhou a oportunidade de fazer a oficina de atores da Record, sob o comando de Roberto Bomtempo.

Foi chamada para um teste em “Dona Xepa” e passou. Acabou com uma das personagens mais carismáticas da trama de Gustavo Reiz, Dafne, uma garota que sonha em ser famosa e vira a Mulher Tutti Fruti. Questionada por alguns jornalistas, tratou, humildemente, de evitar comparações com a Mulher Mangaba, papel de Ellen Roche em “Sangue Bom”. “Não há como me comparar com a Ellen que é linda e tem um corpo maravilhoso. Seria muita pretensão da minha parte. Nossas personagens possuem em comum o fato de serem chamadas de mulheres frutas, mas a composição é bem diferente.”

Tão logo foi anunciada no elenco, houve quem dissesse que foi golpe de sorte ou, pior, que a moça tinha um relacionamento amoroso com um executivo poderoso da emissora. “Não sei de onde saiu essa história. Meu namorado vende malas e estamos juntos há dois meses”, diz. A atriz conversou com a coluna sem fugir a nenhuma pergunta.

IG: Assim como participantes de reality show, sua personagem também persegue a fama. Vê algum paralelo entre ela e sua participação em “A Fazenda”?
ROBERTHA PORTELLA: De fato a maioria entra num reality show em busca da fama, mas “A Fazenda” é diferente do “BBB”. Lá, as pessoas já trabalham de alguma forma no meio artístico, já são conhecidas. Claro, eu estava no time das menos conhecidas da minha edição, mas já trabalhava como bailarina do “Domingão do Faustão”. Minha preocupação lá era ter uma boa conduta para plantar coisas boas aqui fora.

IG: Como veio o convite para a novela?
ROBERTHA PORTELLA: Logo depois de “A Fazenda” comecei a ver um monte de gente da minha edição sendo chamada para fazer um monte de coisa e nada de me ligarem. Fui ficando nervosa, mas aí me perguntaram se eu tinha interesse em ser atriz e entrar na oficina de atores da Record. Topei e fiz quatro meses intensos de estudo com o Roberto Bomtempo. Depois, fui chamada para fazer um teste e, para a minha surpresa, passei.

IG: Houve quem afirmasse que você ganhou o papel por ter um relacionamento com um alto executivo da Record. O que tem a dizer sobre isso?
ROBERTHA PORTELLA: É mentira! Consegui meu papel por meio de teste e na época estava solteira. Não precisei me relacionar com nenhum empresário ou executivo da Record para isso. Aliás, é bom poder desmentir isso. Atualmente não estou mais sozinha, mas meu namorado não é nenhum poderoso da emissora. Ele trabalha vendendo malas! (risos)

IG: Acha que aprendeu o suficiente com a oficina de atores para encarar uma novela?
ROBERTHA PORTELLA: Eu fiz questão de, mesmo escalada para novela, continuar a ter aulas. Então estou conciliando as gravações da novela com a oficina. Sei que tenho que continuar estudando e quero aprender muito. Quando não estou gravando, estou estudando.

A atriz numa cena com Bia Montez e Manoeli Lustosa: sem vergonha do biquíni

IG: Como bailarina do “Domingão do Faustão”, você mostrava o corpo. Agora, sua primeira personagem de novela também te exige exibir as curvas. Te incomoda ter de recorrer à sensualidade?
ROBERTHA PORTELLA: Seria muito hipócrita eu dizer isso, né? Por que eu sei que uma das coisas que me tornou conhecida foi o meu corpo. Desde os 16 anos trabalho como modelo fotográfica para uma marca de surf. No “Faustão” havia um cuidado para não mostrar demais por ser um programa para a família, mas também trabalhava com o corpo. Mas eu sei que foi o que me fez me tornar mais conhecida. Se eu disser que tenho vergonha de fazer as cenas da Dafne de biquíni vou estar mentindo. Não tenho vergonha, não. Me orgulho.

IG: Não há nenhum tipo de preocupação?
ROBERTHA PORTELLA: Estou tomando cuidado, sim, por um motivo: não quero que fique apelativo. Além disso, eu tive um público infantil muito grande na época da “Fazenda” e quero que ele continue comigo. Estou tentando trazer a personagem para um lado mais engraçado e atrapalhado do que sensual. Ela usa uma unha de cada cor, adora roupa colorida… Está implícito que ela tem um lado infantil e sensual ao mesmo tempo, mas sempre engraçado.

IG: Sentiu preconceito por ter participado de “A Fazenda”?
ROBERTHA PORTELLA: Preconceito comigo existe desde antes do programa e até mesmo durante. Na época perguntavam “mas ela é conhecida de onde?” ou “ela não é famosa”. Mas eu adoro o preconceito, sabe por quê? Me instiga a romper com ele! Estou feliz. Eu senti, sim, preconceito, mas aqui na Record, nenhum. Meu núcleo é maravilhoso, tem Bia Montez, Ângela Vieira, Castrinho, Bemvindo Sequeira… Tá todo mundo me ensinando. Eu não sou aquela pessoa que finge que já estava lá, entendeu? Eu pergunto mesmo, questiono se está bom. Tenho mais é que aproveitar que estou do lado dessas pessoas para melhorar!

IG: Sua personagem é mãe. Como tem sido lidar com a maternidade na ficção?
ROBERTHA PORTELLA: Na história, minha filha (vivida por Ana Clara Pintor) tem 10 anos. A Dafne teve a filha muito cedo e até por isso é muito infantil. Minha personagem pede conselho para a filha. E ela quer ser famosa a todo custo para garantir o futuro da filha. A Dafne não quer que a filha precise ganhar a vida colocando uma melancia na cabeça. Ela a ama muito. Para construir essa relação pensei muito no amor que tenho pelos meus três irmãos. Tenho dois de sete e um doze.

Robertha: "Já tive oportunidade de ficar bem mais famosa e não me aproveitei disso"

IG: Sempre quis ser famosa?
ROBERTHA PORTELLA: Não, não. Desde pequena eu fiz curso de teatro no colégio e era a maluquinha que falava para alto nas festas de família e gostava de se vestir diferente. Depois entrei no “Faustão” por causa das fotos como modelo. Mas fama nunca foi algo que quis muito. Até porque já tive oportunidade de ficar bem mais famosa há uns três, quatro anos atrás e não me aproveitei disso.

IG: Que tipo de oportunidade?
ROBERTHA PORTELLA: Já tive relacionamento com gente famosa que não deixei tornar público, por exemplo. Poderia ter ficado do lado da pessoa e me tornado muito mais conhecida. Mas preferi esperar um reality show vir, sofrer o preconceito por ter participado do reality e ter a certeza de que se tivesse uma conduta certa, que sou direita e temente a Deus, eu iria parar num lugar onde me respeitam como mereço, que é o caso da novela em que estou hoje.

IG: Passa a assinar sua profissão como atriz a partir de agora?
ROBERTHA PORTELLA: Sim, atriz. Aliás, assino assim já há uns três meses! (risos) A carreira de bailarina ficou do lado. Usei a dança para ir chegando perto do que queria.

IG: Participar de um reality show nunca mais?
ROBERTHA PORTELLA: Nunca mais a gente não diz para nada! Vai que alguém um dia faz um reality show de sucesso em Nova York e eu estou lá por acaso? Nunca se sabe! (risos)

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sexta-feira, 26 de abril de 2013 Entrevista, Novela | 06:00

Thalita Lippi, de 'Guerra dos Sexos': 'Tem quem ache que ser ex-BBB é profissão, mas na verdade é condição. Eu sou atriz'

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Thalita Lippi: "ciúme" de Luana Piovani e Eriberto Leão

Thalita Lippi cumpriu uma trajetória diferente da maior parte das estrelas de novela. Apesar de ter se formado em vários cursos de teatro, tornou-se nacionalmente conhecida ao participar da oitava edição do “Big Brother Brasil”. Terminado o período pós-reality show, voltou a mostrar dedicação ao seu ofício e encarou o primeiro desafio na carreira como Marcinha, uma vilã em “Caminho das Índias”, de Gloria Perez. Pouco tempo depois, foi surpreendida pelo diretor Jorge Fernando, no meio de uma peça de teatro, com a notícia de que foi aprovada para o papel de Lucilene, em “Guerra dos Sexos”.

Ao longo dos últimos meses, a atriz contracenou com nomes como Irene Ravache e Tony Ramos e mostrou que a participação no “BBB” há alguns anos virou mero detalhe em seu currículo. Neta do cineasta Nelson Pereira dos Santos e filha dos atores Nádia Lippi e Ney Sant’anna, Thalita cresceu em coxias e bastidores. Agora, virou orgulho da família. Ela conversou com a coluna sobre a novela das sete, que chega ao fim nesta sexta (26).

IG: O que mais vai deixar saudade ao parar de interpretar Lucilene?
THALITA LIPPI: Acho que já tô sentindo falta do processo de trabalho, da rotina de gravações e do meu ritual de transformação  diário, quando virava a Lucilene.

IG: A personagem é uma das poucas da novela é fugir da comédia. Lucilene é uma mocinha sonhadora, que quer o bem de todos, considerada às vezes excessivamente ingênua. Você se identifica com ela na vida real?
THALITA LIPPI: Pra alguns setores da minha vida, assumo que sou, sim, bem Lucilene. Quando o assunto é coração ou amizade, por vezes já fui bem ingênua. Acredito que existe muita Lucilene por aí. Eu as vejo como “Polianas” modernas que tentam ver sempre o lado bom das coisas, mas que em certas horas são capazes de parar com a “fofura” pra lutarem pelo que querem.

IG: Houve muito espectador esperando pelo momento em que Lucilene finalmente desmascarasse Carolina. Você também ficou ansiosa, ficou contando as horas para acontecer?
THALITA LIPPI: A relação entre ator e personagem passa por momentos singulares. Por ser uma obra aberta, nós atores só vamos saber o que vai acontecer a cada novo bloco de capitulos entregue. Esse momento onde somos “público”, pois estamos lendo pela primeira vez o que vai acontecer, é o ápice da ansiedade.

IG: Toda novela que se preze tem briga de tapa entre mocinha e vilã e você teve a oportunidade de gravar uma cena assim. É muito complicado?
THALITA LIPPI: É complicado, mas divertido! Uma sequência de ação como uma briga envolve tanta gente, com tanto detalhe que uma cena pode demorar horas pra ser gravada! E além de todo o cuidado técnico na gravação, existe o receio de “machucar” o outro ator em cena. Gravar briga é tenso!

IG: Antes, você tinha feito uma vilã, Marcinha, em “Caminho das Índias”, mas a personagem surgiu mais para o fim da novela. É muito diferente pegar uma personagem do começo?
THALITA LIPPI: Completamente diferente! Marcinha era uma participação que foi crescendo numa história da qual fui fazer parte do meio pro final, com o processo já em andamento. Já a Lucilene, foram dois meses de aproximação através da leitura dos primeiros 40 capítulos e da prova de figurino, pra só depois começar a gravar! O processo de construção de Lucilene foi mais rico e completo.

IG: Ficou frustrado ao ver que Ulisses correria para os braços e Vania e Lucilene perderia seu grande amor?
THALITA LIPPI: Olha, não vou negar que assim que eu soube desda mudança bateu um ciúmes de leve! Mas um triângulo amoroso com Luana e Eriberto foi um presente em termos de cena e aprendizado! E essa história do “tesão de louco” entre eles é muito legal de ser contada e de ser vista! Eu sou fã da trama do casal!

IG: Chegou a conversar com Helena Ramos, que viveu sua personagem na primeira versão?
THALITA LIPPI: Por uma questão de orientação do autor e direção, não. Apesar de sermos Lucilenes bem distintas, espero que ela tenha aprovado a minha Lu!

Nádia Lippi visitou Thalita e posou com Mariana Amellini

IG: Sua mãe assiste a novela?
THALITA LIPPI: Sim! Minha mãe acompanha a novela com direito a feedback ao vivo via sms, me dizendo o que achou da cena! Foi muito gostoso acompanhar ela torcendo por Lucilene e vibrando por mim. Tanto ela como meu pai foram me visitar no estudio e foi aquela festa! Ambos trabalharam com Jorginho Fernando, Gloria Pires, Tony Ramos, Irene Ravache e Edson Celulari, e participar desse reencontro foi muito emocionante! Meu pai chegou a fazer uma participação, mas a minha mãe infelizmente nao!

IG: Você ficou nacionalmente conhecida por causa do “BBB”. Incomoda a comparação com figuras como Grazi e Juliana Alves, que saíram do programa e também viraram atrizes? Aliás, você tem algum problema em falar do programa?
THALITA LIPPI: Claro que nao tenho problema com qualquer comparação ou em falar do game! Como já disse em outras entrevistas, agradeço o dia que Boninho me escolheu pro “Big Brother Brasil”, pois foi através do jogo que consegui várias oportunidades. Quanto às comparações são normais. Tenho Grazi e Ju Alves como referências. Cada uma em seu caminho, à sua maneira, foram conseguindo se firmar na carreira. Eu tô lutando pra isso!

IG: Acha que com a carreira nas novelas vão parar de te chamar de ex-BBB em algum momento?
THALITA LIPPI: Eu acredito que se eu continuar fazendo um caminho legal, com trabalhos diversos e personagens interessantes, um dia, posso ousar pensar que meu nome será mais forte que o termo “ex-BBB”. Tem gente que acha q ser ex-BBB é uma profissão, mas na verdade é uma condição. Fico muito feliz de ter participado do game, mas essa página eu já virei. Eu sou atriz.

IG: Já tem novos projetos encaminhados?
THALITA LIPPI: Depois da novela vou ficar umas duas semanas de férias e no final de maio começo a ensaiar “Amor na Fotografia”, em que contraceno com William Vita. O espetáculo vai voltar a viajar o Brasil ainda esse ano!

IG: Que tipo de personagem espera encarar agora? Crie seu personagem ideal para uma próxima novela!
THALITA LIPPI: Personagem ideal eu não sei, mas eu adoro desafios… (risos) Então adoraria fazer algo bem diferente do meu universo particular! Uma vilã, assim como qualquer personagem de época ou de ação, eu adoraria fazer! Também adoraria fazer uma drogada ou uma piriguete!

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quinta-feira, 11 de abril de 2013 Entrevista, Novela | 08:00

Maria Clara Spinelli, a Anita de 'Salve Jorge': 'Minha profissão é ser atriz e não transexual'

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Maria Clara: "Posso ajudar a esclarecer algo que ainda choca"

Tão logo surgiu em “Salve Jorge” como Anita, transexual que sonha em ganhar uma operação de mudança de sexo e cai na lábia da malvada Wanda (Totia Meirelles), Maria Clara Spinelli viu que seu “segredo” estaria exposto para todo o país. Não que ela se envergonhe, claro. Ocorre que, como sua personagem, a atriz já passou pela angústia de estar presa a um corpo diferente de sua orientação sexual. Para resolver o problema, Maria Clara passou pelo procedimento médico de readequação de gênero e hoje não deve mais ser considerada uma transexual. É uma mulher – inclusive nos documentos – cheia de sonhos e com muita vontade de trabalhar. Tão confortável está a artista com sua atual condição que quando estreou no cinema, como uma das protagonistas do longa “Quanto Dura o Amor?”, causou surpresa em boa parte da crítica, que se quer desconfiou que a bela mulher havia nascido num corpo de rapaz.

Moradora de Assis, no interior de São Paulo, Maria Clara se divide entre o trabalho de funcionária pública e o teatro. Discreta, evita dar detalhes sobre a cirurgia de readequação sexual (“Foi a long time ago, sweet…”) e se prepara para encarar cenas fortes na trama das nove. Na próxima semana, Anita desembarcará no exterior e será recebida por Russo (Adriano Garib). Ao descobrir que caiu numa cilada, será agredida pelo bandido. Além disso, Maria Clara pode se considerar uma pioneira. É a primeira ex-transexual a ganhar um papel fixo numa novela das nove. A atriz conversou com a coluna.

IG: Como conseguiu o papel de Anita em Salve Jorge: teste ou convite?
MARIA CLARA SPINELLI: Convite. Foi tudo uma surpresa. Me ligaram na segunda à tarde para eu gravar na terça. A cena foi ao ar na quarta.

IG: Já assistia a novela antes? Aliás, você é noveleira?
MARIA CLARA SPINELLI: Assisti no começo. Depois comecei a cursar artes visuais à noite, e só conseguia acompanhar a novela de vez em quando. Já fui muito noveleira. Adoro e desde criança vejo novelas. O que sempre mais me encanta são as interpretações das grandes atrizes. Uma memória recente é a personagem Dulce, interpretada por Cássia Kiss em “Morde & Assopra”. Me lembro de parar em frente a TV para admirar sua grandiosidade em cena.

IG: O que há em comum entre você e Anita?
MARIA CLARA SPINELLI: Muitas coisas. Tento buscar todas as personagens dentro de mim, não há outro caminho. Anita e eu tivemos sonhos parecidos (o de readequar a condição sexual). É uma dor familiar. Mas ela tem muito a me ensinar com sua alegria de viver.

IG: Vivendo plenamente na condição de mulher, inclusive nos documentos, você poderia optar por esconder o fato de que foi transexual. Por que tornar pública sua ex-condição?
MARIA CLARA SPINELLI: Ótima pergunta. A resposta sobre o porquê tornar pública essa minha individualidade tão íntima é uma só: a necessidade de ser atriz. Antes de “Quanto Dura o Amor?” eu já havia sido convidada para fazer outro filme. Na época recusei porque não queria me expor, depois de tanto sofrimento, e deixar de ter a chance de viver plenamente na minha verdadeira condição. Mas, com o passar do tempo, descobri que ser atriz para mim vai muito além de qualquer vaidade ou outro sentimento menos nobre. Ser uma Atriz/Criadora é a maneira com que me sinto conectada com o mundo, é quando minha vida faz sentido, é quando me sinto útil de alguma forma para as pessoas. Percebendo isso, descobri que também deixaria de ser plena, como ser humano, se abrisse mão disso. Então, esse é o preço que eu pago para ser atriz. Não há outra opção.

IG: Acha que pode ajudar a combater o preconceito em tempos nos quais tanto se fala da sexualidade?
MARIA CLARA SPINELLI: Sim, a função do Artista é, também, ser um farol para a sociedade. Não escolhi expor minha individualidade. Mas, se ela ainda é um tabu tão forte para a sociedade eu, enquanto figura pública, posso servir para tentar esclarecer um pouco sobre algo que ainda choca tanto as pessoas. E, assim, ajudar a iluminar o caminho de outros que passam pelo mesmo problema que eu passei.

Na pele de Anita, em "Salve Jorge": "Temos sonhos parecidos, ela e eu"

IG: Há alguma dificuldade no trato das pessoas com você? É verdade que na Globo perguntaram seu nome “verdadeiro” antes de saber que sua situação mudou também nos documentos?
MARIA CLARA SPINELLI: Essa dificuldade só passa a existir a partir do momento em que as pessoas sabem sobre a minha história. Neste momento, há uma mudança visível na maneira com que me olham. E isso acontece de uma forma geral, na verdade. Nem sempre consigo entender o porquê. Mas, se isso ainda acontece tanto, é porque há uma grande necessidade de desfazer esse tabu que existe em torno das pessoas que nasceram transexuais. Isso não quer dizer que eu não seja bem tratada, muito pelo contrário. Se as pessoas conseguem vencer seu preconceito sobre algo que elas não conhecem e se dão a chance de conviver comigo, me conhecer, tudo fica bem. Então, quem sabe eu tenha a chance de fazer isso publicamente também. Que as pessoas conheçam melhor uma mulher, uma atriz, que nasceu transexual e descubram que, no fundo, é alguém muito parecido com elas. Sempre fui muito bem tratada na Globo, desde o recepcionista até o diretor-geral da novela. E sou muito grata por isso.

IG: Acha que ainda falta muito para que as pessoas e os diretores entendam que você pode fazer um papel de mulher, sem precisar dar vida somente a travestis e transexuais?
MARIA CLARA SPINELLI: Acho que, a partir de agora, há uma possibilidade maior de olharem para meu trabalho. Se eu fizer um bom trabalho, verão uma boa atriz (e não uma boa transexual). E ter uma boa atriz fazendo parte de seus projetos não é o desejo de todos os diretores/autores/produtores? (risos) Então, a ideia de que eu possa fazer um papel diferente de uma personagem transgênero pode passar pela cabeça deles…

IG: Em “As Filhas da Mãe”, Cláudia Raia deu vida a uma transexual. Chegou a assistir? Ja teve a oportunidade de conhecer Cláudia?
MARIA CLARA SPINELLI: Sim, assisti. Mas não me lembro muito da história. Sei que o mistério de que se a personagem era ou não transexual permeava a trama, algo um pouco familiar… (risos). Cláudia Raia sempre brilhante em tudo que faz. Bela escolha de atriz para a personagem. Ainda não tive a oportunidade, mas gostaria muito de conhecê-la.

Maria Clara numa das cenas do filme "Quanto Dura o Amor?", do qual é protagonista

IG: Você foi revelada no cinema como uma das protagonistas de “Quanto Dura o Amor?”. Por que acha que não houve mais convites para atuar entre o filme e a novela?
MARIA CLARA SPINELLI: Esse foi um período de sofrimento para mim, entre o filme e a estreia na TV. No começo eu não entendia, depois caiu a ficha. Assim como as pessoas não estão preparadas para lidar com o fato de que eu nasci transexual, quando ficam sabendo sobre isto, a “indústria do entretenimento” também não sabe direito o que fazer com uma atriz que nasceu transexual. O equívoco já começa, muitas vezes, no rótulo que me colocam: “atriz transexual”. Creio que isso não existe. Sou uma atriz e ponto. Então, esse estranhamento em lidar com alguém que transitou entre os gêneros, e na cabeça das pessoas não está definido se é homem ou se é mulher, causa essa barreira em se olhar apenas para o conteúdo artístico que esse profissional pode oferecer. Minha profissão é ser atriz, e não transexual.

IG: É uma batalha pelo reconhecimento de seu trabalho.
MARIA CLARA SPINELLI: Tudo isso toda me coloca numa situação muito difícil, porque me tira a chance de lutar de igual para igual com outras atrizes, por mais que eu trabalhe ou me dedique para conseguir um papel. Quando entendi isso, foi olhar para uma realidade muito difícil, porque não é justa (risos). E não há muita coisa que eu possa fazer a respeito. Acredito que está começando a acontecer um grande avanço nesse sentido, que pode parecer pouco, mas não é. Quando eu vi a grande atriz Rogéria interpretando uma senhora, mãe da personagem interpretada por Maria Padilha, numa delicada novela de época no horário das 18h, eu vibrei. Não só porque Rogéria merece essa homenagem, mas porque, enfim, a televisão estava dando um grande passo em relação ao reconhecimento do valor do Artista em primeiro lugar, deixando em segundo plano aspectos da sua vida pessoal. Por isso, hoje, e sou muito grata a Gloria Perez, que teve a coragem de bancar isso: em horário nobre, numa obra que talvez seja a mais vista da televisão brasileira, num momento de picos de audiência, ela acreditou no meu trabalho, independente de minha individualidade um tanto quanto incomum. Salve Gloria!

IG: Como sua família está reagindo à exposição na novela? Aliás, eles aceitaram bem o seu período de transição?
MARIA CLARA SPINELLI: Minha família é minha mãe. Tudo que tenho de melhor é graças a ela. Minha mãe é uma pessoa que tem uma firme consciência das coisas que realmente têm valor na vida. Uma pessoa que nunca se deslumbraria com a fama, por exemplo. Acho que herdei isso dela, ou ela me ensinou. Sobre o período de transição, foi uma fase da vida para tentarmos evoluir juntos, de aprendizado, para mim e para todas as pessoas que me amavam. Foi doloroso e difícil. Mas todos nós nos tornamos melhores depois de passar por isso. Então, tudo valeu a pena.

IG: Passou a ser reconhecida nas ruas de Assis? Aliás, além de atriz, você tem outro trabalho na cidade?
MARIA CLARA SPINELLI: Acho que sou reconhecida nas ruas de Assis desde que nasci… (risos) Agora só vai ser um pouco (ou muito) pior. Essa parte da “fama” não me agrada. Gosto de ter privacidade. Mas não há escolha quanto a isso. Sim, eu tenho outro trabalho, como funcionária pública.

IG: Qual seu maior sonho atualmente?
MARIA CLARA SPINELLI: Ter um único trabalho: Atuar.

IG: Anita terá cenas fortes com Russo e chegará a apanhar. Acha que a personagem pode ganhar um final feliz?
MARIA CLARA SPINELLI: Acho, por que não? Mas, assim como na vida, nem sempre a felicidade está no final. Muitas vezes nosso final pode ser de redenção.

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quinta-feira, 28 de março de 2013 Entrevista | 02:52

Carlos Henrique Schroder, novo diretor geral da Globo: 'Meta de audiência nunca será nosso fator número um'

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Carlos Henrique Schroder: "Qualquer produto pode ter flutuação de audiência"

Desde o final do ano passado, quando foi anunciado que Carlos Henrique Schroder assumiria direção-geral da Globo sucedendo a Octávio Florisbal, o executivo passou a ter seus passos acompanhados de perto. Houve quem esperasse grandes mudanças nos cargos de chefia e na grade de programação. Nada disso ocorreu. Para Schroder, que está na emissora há 28 anos, a Globo não precisa revolucionar sua programação, mas, sim, renovar o que já dá certo.

O diretor conversou com jornalistas na noite da última quarta-feira (27) e confessou ter se preparado intensamente para assumir o cargo. “Um dia o Florisbal me chamou em sua sala e disse que precisávamos discutir o futuro. Quando ele perguntou se eu consideraria assumir o cargo, tomei um susto. Foram várias noites sem dormir”, afirmou. “Mas a partir daquele momento passei a ser copiado em todos os emails trocados pela diretoria para saber tudo o que acontecia na empresa. Foram três meses de aprendizado.”

A coluna lista agora os principais trechos da conversa com o diretor-geral da Globo:

TV versus Internet – “A internet não é adversário da TV. É uma maneira de interagir enquanto assiste, uma maneira de trazer o espectador para a televisão a partir de uma segunda tela. Percebemos que capítulo de novela só vê na internet quem perdeu na TV ou quer rever algo no dia seguinte. O desafio da mídia agora é estar com o espectador o tempo todo. A Globo já está em ônibus e barcas, por exemplo.”

Meta de audiência – “Nunca será nosso fator número um. Meta de audiência é consequência. Imagine se a gente tivesse falado para o João Emmanuel Carneiro que a meta de ‘Avenida Brasil’ seria 45 pontos. A novela fechou com 43. Podemos dizer que ela foi um fracasso? De jeito nenhum. Mais do que audiência, para nós, o que importa é ter relevância para o espectador.”

O alcance da Globo – “Não deve haver alguém que assista do ‘Globo Rural’ ao ‘Jornal da Globo’ sem mudar de canal. Ao longo do dia temos pessoas chegando e saindo da Globo. Em um dia, essas pessoas somam 96 milhões. Ou seja: a cada dois dias, atingimos uma população inteira.”

Alta definição – “Até setembro, todos os telejornais serão transmitidos em HD. Nosso plano de digitalização tem como meta alcançar 70% do país até a Copa do Mundo e 90% até 2017”.

Novelas – “Se assisto novelas? Sobre o que você quer que eu fale? Se o Leleco vai ficar com a Tessália (Marcus Caruso e Débora Nascimento, em ‘Avenida Brasil’)? Ou da Chayene (Claudia Abreu, em ‘Cheias de Charme’)? (risos) Eu assisto, mas não dou pitaco. Isso cabe ao Manoel Martins, diretor de entretenimento. O que eu proponho é uma conversa maior, fazer algo para inquietar mais o grupo de autores e diretores para termos conteúdo melhor e inovador. Queremos ter mais oferta para poder decidir os próximos projetos com mais tranquilidade.”

Fim dos programas infantis e audiência das manhãs – “É uma tendência mundial levar a programação infantil para a TV a cabo. É normal que, ao abrir mão disso, a faixa da manhã leve um período para se adaptar. Hoje, o ‘Encontro com Fátima Bernardes’ está completamente estabelecido, chegando a 9 ou 10 pontos em alguns dias. Foi uma decisão muito consciente e amadurecida ao longo de quatro anos.”

Mudanças na faixa da tarde – “Mudar faz parte da dinâmica, mas nesse caso não pensamos nisso. Tanto o ‘Video Show’, quanto a ‘Sessão da Tarde’ e a ‘Malhação’ estão indo bem na nossa avaliação. O que pode haver é uma flutuação de audiência, mas que normalmente se resolve. Qualquer produto pode ter flutuações. O que temos de fazer é melhorá-lo, precisamos renovar o tempo todo. Mas, para mudar, precisa haver um real problema. Não há, a curto prazo, nenhuma intenção de mexer na grade da tarde.”

Funcionários que vão para outra emissora e são barrados em possível volta – “Isso só acontece quando há uma quebra de contrato. Se o funcionário resolve ir para outra emissora depois que seu contrato chega ao fim por motivos financeiros ou qualquer outro, tudo bem. Ele está no direito dele, é a lei do mercado. Ele pode passar um tempo fora e até mesmo voltar. Mas se ele rompe um compromisso antes do fim, é como se ele rasgasse um contrato. E aí quebra o elo de confiança. Nós preservamos a fidelidade. Como saber se alguém que quebrou esse elo manteria um novo contrato? Se o funcionário deixou a Globo com rompimento de contrato, ele não volta.”

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terça-feira, 26 de março de 2013 Entrevista | 12:50

Alexandre Raposo, presidente da Record: 'Não se pode acertar em tudo na vida'

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Alexandre Raposo: "O mercado é livre"

Atual presidente da Rede Record, Alexandre Raposo tem nas mãos a responsabilidade não só de manter a vice-liderança, como também de fazer com que sua emissora dispute a primeira colocação com a Globo. Depois de um 2012 difícil, que experimentou queda de audiência, a ordem agora é olhar para o futuro. Sem fugir das perguntas, o executivo conversou com a coluna.

IG: Quero começar essa conversa checando uma informação. Há quem diga que o senhor deve deixar a presidência da Record em breve para se dedicar à política. É verdade?
ALEXANDRE RAPOSO: Não é verdade. Nos últimos cinco anos têm havido rumores sobre troca de diretoria da Record e eles nunca se confirmaram.

IG: Não pretende sair candidato?
ALEXANDRE RAPOSO: Não. Pelo menos não nesse momento.

IG: 2012 foi um ano difícil para a Record, não?
ALEXANDRE RAPOSO: Foi um ano difícil para o mercado publicitário. No que diz respeito a audiência, todas as emissoras perderam pontos. As pessoas migraram para outros veículos. A Globo, por exemplo, teve em 2012 a pior média de sua história.

IG: As metas da Record parecem mais modestas. Antes, diziam que até 2010 seriam líderes. No evento de lançamento da programação, nesta quarta-feira (26), se afirmou que de 3 a 5 anos se dividiria a liderança e o faturamento. Estão menos otimistas?
ALEXANDRE RAPOSO: Nosso projeto continua o mesmo, rumo à liderança. Mas é difícil mensurar em tempo, especialmente porque os hábitos do espectador mudam. Hoje, há uma série de fatores que contribuem para a queda ou aumento de audiência. Há desde os fatores climáticos à divisão do espectador com novos veículos, como a internet ou TV a cabo. Todo mundo assiste televisão com uma segunda tela agora.

IG: Qual a estratégia para recuperar a audiência perdida?
ALEXANDRE RAPOSO: Vamos focar mais na criação de produtos e conteúdo. E apostar no ao vivo. Hoje, ficamos ao vivo por 15 horas, diariamente. E estamos sempre pesquisando, ouvindo o espectador, para saber o que ele quer. Fazemos pesquisas regulares, semanalmente.

IG: No ano passado a Record experimentou um baque em seu departamento de dramaturgia. Novelas que antes atingiam 15 pontos, agora giram em torno dos 9. Como se explica isso?
ALEXANDRE RAPOSO: Não se pode acertar em tudo na vida. Não se pode negar os números, mas eu enxergo isso de outra maneira. Desde 2005 mudamos nosso departamento de dramaturgia, fizemos investimentos pesados, nos especializamos nisso. Nesse tempo tivemos nove acertos e um erro. E, para mim, essa é uma ótima margem de acertos. É que quando a Record erra as pessoas prestam mais atenção.

IG: Nos últimos tempos alguns atores têm deixado a Record rumo à Globo. Há rumores de que a emissora tem tentado reduzir salários.
ALEXANDRE RAPOSO: Não existe isso de reduzir os salários. O que há é o livre mercado. E essa é uma concorrência saudável. Se o contrato está perto do fim e o ator recebeu uma proposta da concorrência, ele pode aceitar. Mas pode voltar depois também. Da mesma forma que alguns que foram para lá, vieram para cá, como é o caso da Larissa Maciel. É o mercado livre.

IG: A Record pretende investir na TV a cabo como tem feito a Band e no esquema de parceria com produtoras independentes?
ALEXANDRE RAPOSO: Não, o nosso interesse é investir na produção da Record, da Record News e na internet. Quanto ao esquema de parceria com produtoras, somos pioneiros nisso. Há a Lei de Incentivo para isso, que é importante, e já apostamos em vários produtos do gênero.

IG: O senhor costuma assistir à concorrência?
ALEXANDRE RAPOSO: Eu assisto algumas coisas gravadas. Quando há uma estreia de novela ou algum programa que acho importante ver para o que se trata. Mas sou espectador da Record e vejo um pouco de TV a cabo também. Gosto muito de séries e documentários, especialmente os que têm a ver com história. Assisto muito o History Channel.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012 Entrevista, Novela | 10:03

Silvio de Abreu, autor de 'Guerra dos Sexos': 'Vai ser difícil estrear depois de Cheias de Charme'

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Silvio de Abreu, sobre Ibope: "Não tenho bola de cristal"

Depois da intensa “Passione”, exibida há dois anos às 21h, Silvio de Abreu volta ao horário das 19h com uma releitura de sua novela mais icônica. “Guerra dos Sexos” estreia nesta segunda-feira (1), na Globo, com o desafio de manter a audiência e repercussão de “Cheias de Charme” e de atualizar uma história entranhada no inconsciente coletivo de quem viveu os anos 80. O autor conversou com a coluna e fez uma revelação: a esperada cena do café da manhã em que os protagonistas fazem guerra de comida deve ir ao ar entre o nono e o décimo capítulo. Anote na agenda! Acompanhe a conversa a seguir.

IG: Como surgiu a ideia de refazer a novela?
SILVIO DE ABREU: Inicialmente, a Globo queria que a transformássemos num filme. Cheguei a rever ela inteira para isso, mas o projeto acabou não indo para a frente. Imediatamente achei que seria um bom momento para levá-la ao ar de novo. Nem lembrava de tudo o que escrevi, muita coisa só me veio quando assisti tudo de novo.

IG: Acha que a ideia de repetir a história funcionará nos tempos atuais?
SILVIO DE ABREU: Não se trata disso. O mundo, a maneira de falar, a maneira como homens e mulheres se relacionam, tudo mudou. Não é a mesma história. Eu reescrevi tudo, aproveitando as “gags” da história exibida em 1983. Os diálogos, por exemplo, foram todos refeitos, assim como poderei desenvolver alguns personagens. O Fábio (Paulo Rocha na versão atual, Herson Capri na anterior) na época não teve seu romance com a Juliana (Mariana Ximenes agora, Maitê Proença antes) porque a censura não deixou.

IG: Você chegou a dizer que não se tratava de um remake.
SILVIO DE ABREU: Não mesmo. É uma história nova. A novela começa com a morte dos Charlô (Fernanda Montenegro) e Bimbo (Paulo Autran) originais. Eles deixam tudo para os sobrinhos Charlô II (Irene Ravache) e Bimbo II (Tony Ramos), chamados também de Cumbuqueta e Bimbinho. Ou seja: não são os mesmos personagens. Os originais só aparecerão por meio de flashbacks. O único elo de ligação entre as histórias é Olívia (Marilu Bueno), que foi empregada das duas famílias e é interpretada pela mesma atriz.

IG: A novela contará com nomes como Jesus Luz; Antônia Moraes, filha de Gloria Pires; e também a ex-BBB Thalita Lippi, que já havia atuado em “Caminho das Índias”. Como chegou a eles?
SILVIO DE ABREU: Por meio de teste. Muita gente fala do Jesus Luz, mas é claro que eu não seria louco de colocá-lo na minha novela se ele não fosse bom. Ele fez teste com vários outros e foi aprovado. Resolvemos chamá-lo depois que o vimos no “Programa do Jô” dizendo que queria atuar. Ele será Ronaldo, papel que foi do Paulo César Grande, em 1983, e deve aparecer a partir do capítulo 30. E sabemos que o público vai ter curiosidade em vê-lo na novela. A Gloria só soube que a Antônia fez teste para a novela depois que já tinha acontecido. Ela entrará no capítulo 80. Assim como os outros, a Thalita também fez teste e se saiu muito bem. É talentosa.

IG: Uma história de briga entre homens e mulheres fará sucesso nos tempos de hoje?
SILVIO DE ABREU: Sei que estou correndo um risco grande ao mexer com um mito, que é como a primeira versão tem sido tratada. Para mim, audiência é indiferente, mas sei que hoje é muito mais difícil ficar na casa dos 30, 40 pontos, dependendo do horário. Além disso, estrear depois de “Cheias de Charme” é difícil, porque a novela é excelente, mas completamente diferente de “Guerra dos Sexos”, no sentido de que aborda um lado mais popular. Na nossa trama não tem favela, samba, capoeira. É tudo mais luxuoso, porque o principal cenário é a loja que os protagonistas disputam. Eles moram num castelo. Isso só aumenta a responsabilidade. Mas não tenho bola de cristal.

IG: Acha que esperam muitas cenas de comédia pastelão?
SILVIO DE ABREU: Engraçado, muita gente acha que a trama é feita disso, mas “Guerra dos Sexos” não é uma novela pastelão. Tanto que, ao longo de toda a história, só haverá três cenas do gênero. Uma no primeiro capítulo, quando Roberta (Gloria Pires) joga uma torta na cara do Felipe (Edson Celulari); a segunda entre o nono e o décimo capítulos, quando ocorre a sequência do café da manhã entre Charlô e Bimbo; e uma no último capítulo, que é segredo. Me inspiro muito num gênero chamado “screwball comedy”, muito usado em filmes antigamente.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012 Bastidores, Entrevista, Novela | 15:27

'Não gravei nenhuma secreta', diz Tony Ramos, sobre o final de 'Avenida Brasil'

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Tony Ramos segue assistindo a "Avenida Brasil" quando pode

Prestes a estrear como Bimbinho, em “Guerra dos Sexos”, na próxima segunda (1), Tony Ramos ainda tem sido abordado para falar sobre “Avenida Brasil”. Afinal, seu personagem, Genésio, pode ter morrido no primeiro capítulo, mas virou a causa de toda a vingança arquitetada por Nina (Débora Falabella) contra Carminha (Adriana Esteves).

Saiba como será a morte de Max, em “Avenida Brasil”

Nas últimas semanas, começaram a surgir rumores de que o pai da mocinha, na verdade, estaria vivo. O ator se apressa em desmenti-los: “Não gravei nenhuma cena extra ou secreta”, diz Tony, que garante acompanhar a novela sempre que pode. “Assisto desde o começo. Quando fui convidado para fazer o Genésio e recebi os seis primeiros capítulos, tive a certeza de que tínhamos um sucesso nas mãos.”

Leia entrevista com Reynaldo Gianecchini sobre “Guerra dos Sexos”

Com um bigode gigante no rosto – que deve ser pintado de tempos em tempos para promover um segredo da trama das sete -, Tony não receia comparações com Paulo Autran, que viveu seu papel na primeira versão de “Guerra dos Sexos”. “Não há substituição e em nenhum momento pude pensar em ocupar o lugar do Paulo. Estabelecer a comparação entre nós dois é o primeiro erro. É uma releitura”, afirma.

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terça-feira, 18 de setembro de 2012 Entrevista, Novela | 06:00

Quatro perguntas para Maria Helena Chira, a Dália de 'Cheias de Charme'

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Maria Helena Chira: "Quem ama demais pode acabar passando dos limites"

Revelada em “Ti Ti Ti” como a doce Camila e em “Som e Fúria” como Clara, Maria Helena Chira agora vive uma louca no horário das sete. Sua personagem em “Cheias de Charme”, Dália, atualmente está internada num hospício e ainda assim não larga a paixão por Fabian (Ricardo Tozzi) – ou Inácio. A atriz bateu um papo rápido com a coluna.

IG: Afinal, Dália é louca ou só ama demais?
MARIA HELENA CHIRA: Eu acho as duas coisas. Quem ama demais pode acabar passando dos limites, muitas vezes, e pode ser considerada louca. No caso dela, acho que tem sim uma patologia, que foi despertada pelo amor pelo Fabian. E aí virou obsessão.

IG: Dália prefere Fabian ou Inácio?
MARIA HELENA CHIRA: Ela prefere quem dá atenção pra ela. É muito carente. Ela se apaixonou e foi rejeitada pelo Fabian, mas transferiu a obsessão pro Inácio. Acho que não importa qual dos dois, ela quer se sentir amada. É meio triste até…

IG: Qual a tese mais maluca que você já ouviu para o segredo entre Fabian e Inácio?
MARIA HELENA CHIRA: Muitas! A mais comum é que eles são irmãos gêmeos separados, mas não acredito nisso. Já ouvi que o Inácio era fabianático e tentou ficar igual ao ídolo, mas depois pegou ódio e desistiu… Mas os autores estão guardando muito bem o segredo e acho que vai ser muito surpreendente.

IG: Foi muito difícil sair de uma personagem doce como a Camila de “Ti Ti Ti” para uma louquinha em “Cheias de Charme”?
MARIA HELENA CHIRA: Foi ótimo, na verdade. É um privilégio poder fazer personagens tão diferentes, mostrar versatilidade, experimentar mesmo. E tive um tempo razoável entre uma novela e outra, deu para me despedir da Camila com calma e entrar nesse novo universo. Acho que é isso que todo ator quer, boas personagens, cada vez mais diferentes, mais instigantes. Fiquei muito feliz com as duas!

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012 Entrevista, Reality show | 06:00

Britto Jr. não descarta um dia apresentar o 'BBB' e, na data da final de 'A Fazenda', garante: 'Não tenho torcida'

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Britto Jr.: "Tenho um pouco de cada finalista"

Depois de uma maratona de três meses, Britto Jr. finalmente terá descanso. Chega ao fim, nesta quarta-feira (29), a quinta edição de “A Fazenda 5”. As férias do apresentador, no entanto, não devem durar muito, já que, no próximo dia 10, ele estreia o “Programa da Tarde” ao lado de Ana Hickmann. A atração tem por finalidade alavancar a audiência vespertina da Record, que vem sofrendo com reprises e enlatados. Sem declarar torcida por Viviane Araújo, Léo Áquila ou Felipe Folgosi, Britto conversou com a coluna enquanto preparava o texto para a grande final do reality show da Record. “Apesar do que dizem as pesquisas, preciso pensar em três cenários diferentes neste caso. Faço várias versões do texto”, afirma ele, que garante: haverá, sim, uma sexta edição do programa, especialmente depois que ele se tornou a maior audiência da emissora este ano, alcançando índices na casa dos dois dígitos. “‘A Fazenda’ tem vida longa”, diz. Leia a conversa a seguir.

IG: Agora que ganhou um programa diário nas tardes da Record, continuar apresentando “A Fazenda” está nos seus planos ou já deu de reality show?
BRITTO JR.: Para mim, não deu ainda. Nessas duas últimas temporadas eu consegui achar o tom, a melhor maneira de apresentar o programa. Agora que estou surfando nessa onda, não vou abandonar a praia. Tem vários apresentadores com dois programas na TV, comigo não não vai ser diferente.

IG: Não vai dar tempo de tirar férias?
BRITTO JR.: Vou respirar um pouquinho e mergulhar no trabalho. A maior parte dos meus 49 anos eu trabalhei muito. Como repórter de campo, no interior – onde fazia um pouco de tudo -, ralei como jornalista. E vida de jornalista não tem feriado e nem fim de semana. Jornalista nunca tem tempo para ele mesmo. Por causa disso, tenho o DNA do operário no sangue. Claro que não posso me comprometer com o que não posso dar conta, mas vou continuar apresentando “A Fazenda” e o “Programa da Tarde” ao mesmo tempo, com alguns ajustes, é claro. Sou apaixonado pelo trabalho.

IG: Sua torcida vai para Viviane, Léo ou Felipe?
BRITTO JR.: Nao tenho torcida. Isso foi uma coisa na qual a profissão de jornalista me ajudou muito. Com ela, exercitei a isenção. Garanto que dá para comandar um reality show sem se envolver com nenhum dos participantes. O que torço, sim, é para que seja uma grande final.

IG: Com qual dos três finalistas se identifica mais?
BRITTO JR.: Eu, pessoalmente, não me identifico com nenhum dos três especificamente. Eu sou um pouquinho dos três, que, curiosamente, são completamente diferentes entre si. O Leo é super animado, mas contorna tudo e dribla os conflitos. Felipe é mais centrado e sisudo. Já a Viviane não leva desaforo para casa. Tenho um pouquinho de cada um. Às vezes dou respostas atravessadas, também sou focado e às vezes também preciso ser mais político.

IG: Muitos afirmam que Viviane Araújo já entrou no jogo como vencedora, por ser vista como vítima em sua história com Belo. Concorda?
BRITTO JR.: Não concordo com essa tese porque tem de se ver como se enxerga o jogo. Tem gente que enxerga só o que acontece jogo. Tem outras pessoas que veem a história de vida somada ao jogo. Depende de como o participante vai ser enxergado. Aliás, esse é um grande mistério. Num reality show, a gente sabe a quantidade de votos e de onde eles vêm, mas não consegue descobrir o porquê. Afinal, o que o brasileiro leva em consideração quando vota? No campo político, já que estamos em época de eleições, coisas incríveis já aconteceram. Já teve voto de protesto, já teve voto equilibrado, teve voto de pessoas com consciênca política e voto pela popularidade. Num reality show não é diferente. As motivações são diversas.

IG: Aceitaria apresentar o “Big Brother Brasil” caso fosse convidado pela Globo?
BRITTO JR.: Essa pergunta nunca me fizeram. (risos). Eu hoje sou da Fazenda Futebol Clube e considero que temos melhor reality show. Além dos participantes serem interessantes, o programa lida com os animais e a natureza… Tenho muito orgulho de trabalhar na “Fazenda”, mas é claro que nunca devemos fechar portas. Sendo algo que eu tenha condicões de fazer e não perder a credibilidade, é um caso a se pensar. A gente está aberto para tudo. Mas não é uma preocupação para mim. Além disso, eles (a Globo) esão bem servidos nessa parte.

IG: Mas uma hora Pedro Bial pode desistir de apresentar o “BBB”.
BRITTO JR.: Sim, a gente tem de saber também a hora de sair. Outro dia mesmo estava lendo que o Marcelo Tas só pretende passar mais um ano no “CQC”. As coisas têm seu ciclo e na vida elas não acontecem exatamente no momento que a gente quer. O que precisa é saber a hora certa de tomar as decisões. No meu caso, eu estava no “Hoje em Dia” e quando fui convidado para fazer “A Fazenda” senti que seria bom para mim.

IG: Costuma assistir aos realities da concorrência?
BRITTO JR.: Assisto um pouquinho, mas como espectador comum. Dou uma espiada às vezes, leio notícias sobre quando repercute muito, mas evito. Sou um cara que tem plena consciência dos defeitos que todos temos. Um deles é a irresistível vontade de torcer contra a concorrência. Como não quero nutrir esse sentimento, faço questão de não acompanhar. Não quero secar ninguém. (risos)

IG: Apesar de estar no ar com “A Fazenda” por três meses, no resto do ano você ficava fora da TV. Incomodava não estar no ar?
BRITTO JR.: Me incomodava muito ficar fora do ar nesse período. Mas foi um teste legal, foi algo que eu precisava viver. Inicialmente, não era para eu ter deixado o “Hoje em Dia” em definitivo. Só aconteceu porque as duas primeiras edições de “A Fazenda” aconteceram muito próximas uma da outra. Não dava para fazer e voltar muitas vezes. Dentro desse processo, acabei ficando muito identificado com o reality, o que foi bom. Mas depois me incomodou, sim. Não por não estar no “Hoje em Dia”, mas por não estar trabalhando. Ninguém consegue ficar sem trabalhar por muito tempo.

IG: Acha que pode haver o risco de confundirem o formato do “Programa da Tarde” com o “Hoje em Dia”?
BRITTO JR.: Talvez possam fazer uma comparação por ser do mesmo gênero, uma revista de variedades. Mas posso garantir que vai ser bem diferente do “Hoje Em Dia”, que está evoluindo e tem seu espaço. Mas não há como confundir. Um vai ao ar de manhã e o outro à tarde.

IG: Houve quem afirmasse que chegou a acontecer um convite para que você e Ana Hickmann voltassem ao “Hoje em Dia”. Essa informação procede?
BRITTO JR.: Não houve essa proposta, nunca fui convidado para voltar definitivamente para voltar ao “Hoje em Dia”. O convite foi apenas para participar no dia da estreia do concorrente (o “Encontro com Fátima Bernardes”). E foi ótimo, porque, naquela época, eu estava precisando daquilo. Precisava sair um pouquinho, respirar, falar de outros assuntos, já que estava muito fechado na “Fazenda”. Durante esse período do reality é importante falar de outros assuntos, sair um pouquinho da rotina. E fui muito bem tratado lá.

IG: A Ana Hickmann comenta muito sobre “A Fazenda” com você?
BRITTO JR.: Nunca falamos muito sobre “A Fazenda”, mas sei que ela assiste. Eu estou muito feliz de trabalhar com ela de novo. É uma profissional dedicada, que gosta de ir pra luta, que tem o objetivo é fazer aquilo dar certo. Sei que vai ser uma ótima experiência.

IG: Qual o grande diferencial desta edição de “A Fazenda” para as outras?
BRITTO JR.: O elenco foi o grande diferencial. Para mim, esse foi o melhor de todos. E olha que já tivemos turmas muito boas! Dessa vez, todos os participantes deixaram uma marca. O resultado das pequenas mudanças, como o Poder da Arca e o fato de os participantes não saberem se o poder é bom ou ruim foi importante. Isso foi um diferencial porque provocou os peões. Para nós, é importante que eles se sintam perdidos no jogo e não consigam prever tudo.

IG: Você dá sugestões de nomes para serem convidados para “A Fazenda”?
BRITTO JR.: Não ficaria à vontade com um participante que eu tivesse indicado. Faço questão de não participar dessa parte. Muitas pessoas me procuraram com essa finalidade. Muitos artistas, não-artistas e, principalmente, anônimos. Mas não estimulo esse tipo de atitude. Eles têm de saber que eu, como apresentador, tenho de ser neutro.

IG: Costuma encontrar ex-participantes?
BRITTO JR.: Sou muito caseiro, fico muito com minha família, então não costumo sair muito. Mas, quando acontece de encontrá-los, a primeira coisa que eu faço é pedir desculpas. Pergunto se fui muito duro durante o programa. (risos)

IG: Agora que o jogo está chegando ao fim parece que vai haver uma chuva de processos. Simone contra Penélope, Nicole contra Viviane… O que acha disso?
BRITTO JR.: Eu acho uma bobagem. Todos têm de considerar que aquilo é um jogo em que as coisas acontecem como na vida. No mundo real isso acontece o tempo todo. As pessoas têm mesmo hipocrisia, às vezes falam uma coisa pela frente e outra pelas costas. Temos de nos preocupar em lutar para sermos pessoas melhores, isso sim. Eu acho essa história de processar uma grande bobagem, daqui a pouco passa. Não é isso que tem valor. Até porque quanto mais se reclama, mais se alimenta a polêmica.

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