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segunda-feira, 7 de março de 2016 Novela | 07:00

Blackface em “Êta Mundo Bom” causa revolta e enxurrada de críticas

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A novela “Êta Mundo Bom” está metida em uma polêmica por conta do uso da técnica de blackface – quando um ator branco tem a pele pintada de preto para representar um negro. A confusão começou quando Flávia Alessandra divulgou em seu Instagram uma foto na qual Marco Nanini aparece com tinta preta no corpo e rosto ao lado de cinco mulheres brancas.

A atriz classificou a situação como “brincadeira”. “É o que temos para hoje… Nanini maravilhoso! E a brincadeira é que o disfarce dele vai por água abaixo porque começa a chover”, explicou, sendo bombardeada por críticas (veja algumas abaixo):

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Fãs da novela fazem duras críticas ao uso de blackface na cena

Na história, Pancrácio, personagem do ator, costuma usar vários disfarces para pedir dinheiro e sobreviver. Ele já se vestiu de freira e Miss São Paulo, por exemplo. O autor Walcyr Carrasco ficou possesso quando viu as críticas e usou seu Twitter para se justificar.

“Acusam de racismo pq um dos disfarces de Marco Nanini em ‘Eta Mundo Bom é de negro. É um absurdo! Na novela, um menino negro (JP Rufino) é protagonista! Com essa exigência do politicamente correto, o mundo perdeu o humor! E mais tarde, Nanini fará uma gueixa. Entre tantos personagens, vão dizer que é preconceito contra os orientais! Santo Deus!”, escreveu.

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Desde que foi postada por Flávia Alessandra, a imagem recebe centenas de críticas

“Uma das grandes cenas do cinema brasileiro foi com Grande Otelo, grande comediante negro, fantasiado de Julieta. É racismo contra os brancos?”, usou, para se justificar. Quando alertado por uma seguidora que não existe “racismo reverso” pois os brancos não foram escravizados como os negros, ele concordou. “Eu só quis dar um exemplo, não existe racismo reverso. Mas é exagero porque a cena não foi ao ar para ser julgada”.

Na sequência, Walcyr fez um apelo. “Eu só peço, amigos da comunidade negra: entendam que humor é humor. Um homem que vive de disfarces entre muitos, poderia sim fazer um negro. Leiam meu livro ‘Irmão Negro’ infanto juvenil que denuncia o racismo no mundo atual. E aconselhem, porque mostra a sua causa! Eu sempre a apoiei. Lembrando: fui eu que lancei a Taís (Araújo) em ‘Xica da Silva’ como primeira protagonista negra de novela”, encerra o autor, que em “Amor à Vida” (2013) já havia sido criticado pela falta de personagens negros na trama.

Questionada pela coluna sobre as acusações de racismo, a Globo respondeu o seguinte na tarde desta segunda-feira (7): “Como o autor já esclareceu e é sabido por todos que acompanham a novela, Pancrácio, personagem interpretado por Marco Nanini, tem como uma de suas principais características os disfarces. Ele já foi uma freira, um mendigo, já foi um cego, uma vedete e será ainda uma gueixa, entre outros tantos disfarces, que já somaram até agora 18 variações”.

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sábado, 5 de março de 2016 iG Brother, Reality show | 13:52

Protagonista, Ana Paula deu vida ao cansado “BBB”

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O “Big Brother Brasil 16” perdeu neste sábado (5) sua protagonista. A jornalista mineira Ana Pauladesclassificada após dar dois tapas em Renan durante a festa que rolou de madrugada – revitalizou o programa, trazendo-o de volta ao assunto nas rodinhas de amigos, bares e ambientes de trabalho, o que não acontecia há alguns anos.

Poucas vezes se viu nos 15 anos do reality show um participante desestabilizar tanto os confinados quanto Ana – Tina, no “BBB 2”, talvez seja quem mais se aproximou disso, mas logo foi eliminada.  A mineira resistiu aos paredões e caso o desentendimento não tivesse ocorrido nem ganhasse a prova do Anjo, provavelmente seria presença certa no próximo, a ser formado neste domingo (6).

anapaula2Crítica, direta e sem levar desaforo para casa, ela monopolizou as atenções, irritou seus companheiros de confinamento a ponto de mostrarem suas fraquezas e verdades e cativou o telespectador, talvez por externar como muitos querem ser no dia a dia, mas não podem ou conseguem. Ao chegar em casa cansado do trabalho, o público de certa forma se realizava por ver uma pessoa enfrentando a tudo e todos sem medo de barraco ou confusão.

A aceitação e repercussão de Ana Paula no programa mostra que o público do reality vem mudando, seja por falta de pessoas autênticas na vida real ou pelo simples prazer de ver os outros confinados serem torturados ao conviverem com quem não gostam – algo também comum na vida fora da casa mais vigiada do país.


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quarta-feira, 2 de março de 2016 Nostalgia | 15:32

Mamonas Assassinas ganha série na Record e musical no teatro 20 anos após morte

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O grupo Mamonas Assassinas, cuja morte completa 20 anos nesta quarta-feira (2), será homenageado na TV e no teatro em 2016. Além do musical que estreia no próximo dia 11 em São Paulo, a trajetória dos cinco jovens que conquistaram o Brasil e nove meses depois morreram quando o jato em que estavam caiu na Serra da Cantareira vai virar uma série na Record.

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Elenco do musical cantou no lançamento da programação 2016 da Record

Ruy Brissac (Dinho), Arthur Ienzura (Sérgio), Elcio Bonazzi (Samuel), Yudi Tamashiro (Bento) e Adriano Tunes (Julio) já deram uma amostra do que vem por aí nos palcos durante o lançamento da programação 2016 da emissora, na última segunda-feira (1). Ruy – único confirmado por enquanto na versão para a TV – abriu a coletiva cantando “Robocop Gay” e impressionou pela semelhança com o vocalista. “Nunca pensei em fazer cover, só em seguir minha carreira de ator”, disse.

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Semelhança entre Ruy Brissac com Dinho, vocalista do Mamonas Assassinas, impressiona

Prevista para estrear em maio, a série terá cinco episódios e, segundo o autor Carlos Lombardi, mescla “situações engraçadas com melodrama e sentimento de família de verdade”.

Ele explica que não é uma transposição do musical para a TV. “Quando digo que é muito diferente é porque a peça é engraçada e não tem nenhum tipo de conflito, nem era para ter. [A série] é uma história clássica de gente pobre que vai se esforçar muito, quebrar a cara uma, duas vezes para dar certo. É uma mistura de sério e engraçado, alegre e triste. Para mim, o que interessa é que seja emocionante. E é uma ficção, não um documentário”, avisa.

Enquanto nenhum dos dois estreia, mate a saudade do grupo assistindo ao clipe de “Pelados em Santos”, um dos maiores sucessos do Mamonas Assassinas:

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Crítica, Humor, Programa | 07:00

“Tá no Ar” garante a maior quantidade de risadas por minuto da TV

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O “Tá no Ar” tem se consolidado como a melhor opção para rir na TV. Os episódios da terceira temporada viraram garantia da maior quantidade de risadas por minuto na programação. O formato, muito raro na Globo, dá asas a um Marcelo Adnet inspiradíssimo, como nos tempos de MTV, aliado a um elenco que deu super certo no humorístico.

tanoar3Em meia hora de duração, eles ignoram a patrulha politicamente correta e brincam com programas de todas as emissoras (inclusive da Globo), fazem paródias de propagandas de grandes anunciantes e brincam com todas as religiões, com uma liberdade sem igual na TV aberta.  O Militante, personagem que aparece após alguma esquete falando mal da Globo, era algo inimaginável até pouco tempo atrás.

Esquetes da “Galinha Preta Pintadinha”, “Jardim Urgente” e “Cidade Inversa” tem presença frequente, mas não obrigatória, já que o programa nada mais é do que um grande zapping pelos canais de TV. Imitações de Silvio Santos, João Kleber e outros da concorrência também são feitas sem medo.

A criatividade do que vai ao ar é um óasis só visto de tempos em tempos no humor brasileiro. Os clipes usados para o encerramento são absolutamente hilários. A produção que se faz para algumas cenas que duram de dois a cinco segundos no ar impressiona.

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O “Jardim Urgente” parodia os telejornais policiais, só que focado nos “delitos” do universo infantil

O problema com a audiência nas duas primeiras temporadas foi superado mudando o dia de exibição – quando ia ao ar às quintas-feiras, a atração perdia muitas vezes para “A Praça é Nossa”. Sem opção de um humor que não seja preciso pensar às terças, o telespectador está se dando uma chance de fazer um esforcinho para entender e rir. O próprio tema de abertura faz piada com isso. “A televisão me deixou burro, muito burro demais, agora todas as coisas que eu penso me parecem iguais”, diz a letra de “Televisão”, dos Titãs.

Depois do malfadado seriado “O Dentista Mascarado” (2013) – no qual Adnet estava nitidamente engessado pelo texto e personagem – é bom vê-lo deixando fluir sua veia cômica sem estrelismo, dividindo a cena com Marcius Melhem, Danton Mello, Luana Martau, Georgiana Góes, Maurício Rizzo e Welder Rodrigues, entre outros nomes. As participações especiais são frequentes – pela atual temporada já passaram, entre outros nomes, Tiago Leifert, Lília Cabral, Sandy e Monica Iozzi.

Programas de outras emissoras e da Globo, como o "Amor e Sexo", ganham paródias

Programas de outras emissoras e da Globo, como o “Amor e Sexo”, ganham paródias

Embora existam diferenças entre as atrações, os mais velhos lembram dos bons tempos do extinto “TV Pirata”, nos anos 80, ou do início do “Casseta & Planeta, Urgente”, na década de 90. O “Tá no Ar” influenciou também outro humorístico da emissora: o “Zorra Total” sofreu uma plástica no ano passado e em nada lembra o que era até o fim de 2014.

O espaçamento entre as temporadas se reflete no resultado: com tempo para piadas pensadas e produção, o “Tá no Ar” mantém sua qualidade sem cair na mesmice. Que o programa tenha vida longa e gere “filhotes”, renovando o humor, há décadas um dos maiores pontos fracos da nossa TV.

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terça-feira, 1 de março de 2016 Novela, Novidade | 18:51

Record divulga cinco novelas de uma vez; “Escrava Mãe” estreia em abril

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Sidney Sampaio, Cristiana Oliveira, Kadu Moliterno, Thaís Melchior, Nívea Stelmann e Paloma Bernardi

A Record aproveitou o lançamento da programação 2016 para anunciar de uma vez as cinco novelas que vão ao ar até o fim de 2017. Com exceção de “Escrava Mãe”, todos os títulos são bíblicos.

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Guilherme Winter aparece como Moisés

Às 20h30 estreiam: “Os Dez Mandamentos – Nova Temporada” em abril e “A Terra Prometida”, em junho. Para 2017 Marcelo Silva, vice-presidente artístico da emissora, prometeu “Rico e Lázaro”, ambientada na Babilônia e escrita por Paula Richards, e “Apocalipse”.

“Escrava Mãe” foi anunciada para abril – ainda sem dia exato de estreia – e irá ao ar às 19h30, ocupando uma hora do “Cidade Alerta”. Embora seja dito que a trama vai “inaugurar o segundo horário de novelas”, não há outra prevista para substituí-la, deixando claro que foi uma solução para “desovar” a história, que destoa da fase bíblica em voga atualmente.

escravaDos teasers exibidos, no entanto, o da trama escrita por Gustavo Reiz contando a trajetória da mãe da escrava Isaura é o que mais empolga. A fotografia e a ação da história prometem.  O elenco tem bons nomes como Jussara Freire, Zezé Motta,  Thais Fersoza, Antônio Petrin, Milena Toscano, Adriana Lessa e Neuza Borges,  fora o envolvente “Lerê, lerê”, tema que embalou as duas versões de “A Escrava Isaura” (1976 e 2004).

 

O anúncio de uma data de estreia trouxe alívio para o elenco, que terminou as gravações em novembro do ano passado achando que estaria no ar imediatamente após o fim de “Os Dez Mandamentos” – mas a emissora decidiu de última hora reprisar minisséries bíblicas ao invés de exibir a trama inédita.

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Fernando Pavão vive o vilão Almeida

“Acho muito interessante que se faça outros formatos, outros temas, sem deixar as novelas bíblicas, que são muito bem feitas. A Record está se especializando nesse tipo de produção, o que é um diferencial. Mas é legal que a gente transite por outros temas, fale de outras coisas para a emissora ter uma gama de produtos mais abrangente”, analisa Fernando Pavão, o vilão Almeida.

O português Pedro Carvalho, que vive o protagonista Miguel, ficou um ano no Brasil para os ensaios e gravações. Agora se divide entre os dois países para divulgar a novela: “Não tivemos medo de ficar engavetada, confiamos na Record, que estava esperando o momento certo. Espero que seja o primeiro de muitos trabalhos aqui no Brasil. Adoraria continuar e fazer carreira aqui”, diz o ator, que tem outras dez novelas portuguesas no currículo.

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Pedro Carvalho e Gabriela Moreyra, protagonistas de “Escrava Mãe”

Embora concorra com as semanas finais de “Totalmente Demais”, a novela tem potencial para alcançar uma audiência em torno de 10 pontos a 12 pontos. É aguardar.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016 Novela | 09:35

Tonico Pereira conquista e emociona em “A Regra do Jogo”

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Assim como Marieta Severo em “Verdades Secretas” no ano passado, Tonico Pereira voltou para as novelas mostrando seu talento após longos anos em “A Grande Família”. O ator transformou Ascânio em um dos melhores personagens de “A Regra do Jogo” e, esta semana, emocionou o público nas cenas em que ele descobre que Romero (Alexandre Nero) teria morrido.

Com o olhar, Tonico transmitiu o sofrimento e consternação de Ascânio, numa interpretação que costuma ser mais vista no teatro. Naquele momento, não estava ali o lacaio nem o dono das tiradas que salvam o humor da trama, mas um pai postiço que acabara de perder o filho.

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O personagem poderia ser mais um entre tantos desperdiçados na novela, além do risco de rejeição pelo aspecto asqueroso e sujo. Mas, experiente, o ator soube fazê-lo crescer e conquistar o telespectador, o que lhe rendeu recentemente uma homenagem no “Domingão do Faustão” e, agora, palmas nessa reta final da história, que termina dia 11.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016 Programa, Reality show | 12:00

“MasterChef 3” ficará cinco meses no ar

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Ana Paula Padrão e os jurados Henrique Fogaça, Erick Jacquin e Paola Carosella

Ana Paula Padrão e os jurados Henrique Fogaça, Erick Jacquin e Paola Carosella

A terceira edição do “MasterChef” já tem data de estreia na Band. A atração começa às 22h30 do dia 15 de março, uma terça-feira, dia da semana e horário em que o reality se consolidou. A equipe de jurados, com Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, permanece a mesma, assim como Ana Paula Padrão na apresentação, garante a emissora.

Para aproveitar o sucesso sem esgotar a fórmula fazendo muitas edições seguidas, a novidade é a quantidade de episódios: serão 25, no total, ficando no ar até agosto. “O número de participantes ainda não foi definido”, completa a assessoria da Band. No ano passado, a emissora apostou também no “MasterChef Júnior” que, embora tivesse audiência estável, ficou longe da repercussão da edição adulta.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016 Novela | 19:38

“Totalmente Demais” dribla conservadorismo e marca golaço abordando a homofobia

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Contrariando a onda conservadora que vem tomando conta da teledramaturgia – como o sucesso de “Os Dez Mandamentos” e a guinada global de fazer as tramas caipiras e interioranas “Êta Mundo Bom” e “Velho Chico” para um público que se diz “cansado de violência, favela e gay nas novelas” – “Totalmente Demais” marcou um golaço nos últimos dias, levantando a discussão sobre violência a homossexuais.

max-atacadoSem alarde, a novela das 19h mostrou no último sábado (20) a agressão que Max (Pablo Sanábio) sofreu ao ir para casa com outro homem, que conheceu em uma festa. Eles vêm conversando, sem beijos nem carícias, mas o rapaz reluta em andar de mãos dadas ao passarem por um grupo de homens. “Relaxa, a gente está no século 21, não é possível que alguém se incomode com isso”, diz o booker para o pretendente. Ao ver o casal andando na rua, o grupo começa a agredí-los, primeiro jogando uma pedra. “Que que é, casal de bichinhas, machucou, foi?”, questiona um dos rapazes. “Essa raça tem tudo que ir pro inferno mesmo, sabia?”, completa outro.

Max resolve tirar satisfações. “Esses idiotas vão ter que me respeitar, eles vão ouvir. Quem foi o covarde que jogou essa pedra?”. “Vocês boiolas tem de aprender uma lição”, respondem, jogando-o no chão e dando-lhe vários chutes. “Bicha, vira homem de verdade”, gritam, enquanto Max pede socorro. Só param quando Rafael (Daniel Rocha) intervém e um vizinho diz ter chamado a polícia.

A câmera por trás do casal no momento seguinte à pedra jogada registra bem o temor/pânico que os casais homossexuais sofrem nesse tipo de situação, e como tudo acontece tão rápido. Rafael o tira do chão, com o rosto machucado, e o leva para casa, cuidando de seus ferimentos e dizendo que precisam ir à delegacia. Chorando, ele dá um grito e sua reação é natural para muitos que perderam a sensação de segurança de andar na rua apenas por conta de sua sexualidade.

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“Isso não vai dar em nada mesmo, eu só quero esquecer. Eu me enganei, achei que o mundo todo era seguro para pessoas que nem eu (…) Mas com o que aconteceu hoje eu lembrei que tem muita intolerância, muito preconceito, muito ódio. Porque não aceitam meu amor? Por que não posso andar de mãos dadas como todo mundo? Eu não posso ter medo de andar na rua. Tenho o direito de ser feliz também”, desabafa.

Em um 2016 no qual os homossexuais da TV – costumeiramente presentes nas novelas nos últimos anos, ajudando a quebrar preconceitos e levantar as discussões em família – foram trancados de novo no armário, “Totalmente Demais” destoa e mostra, assim como “Tititi” em 2010, que o tema pode ser discutido com profundidade fora do horário das 21h, sim. Parabéns aos autores Rosane SvartmanPaulo Halm por, em uma trama leve e com boa audiência, abordar a questão, e aos atores pela cena.

Assista a um trecho abaixo:

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016 Crítica | 16:01

Combalida, “Sessão da Tarde” definha na Globo

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Prestes a completar 42 anos no ar, uma das faixas de filmes mais antigas da TV e que marcou a vida de gerações definha dia após dia na programação da Globo. Com baixa audiência e espremida na programação, a “Sessão da Tarde” há tempos deixou de atrair o público, mas sua situação vem se tornando cada vez mais deprimente.

Atualmente os longas quase nem podem ser chamados assim pois o tempo total de exibição, contando os comerciais, tem sido de 80 minutos – sim, 1h20. A sessão começa 15h10, depois de um cada vez mais longo “Vídeo Show”, e termina 16h30 para o início do “Vale a Pena Ver de Novo”.

Milla Jovovich e Brian Krause em “De Volta à Lagoa Azul”, continuação do clássico de 1980

Os filmes exibidos não têm apelo que faça o telespectador – cada vez mais atarefado neste século 21 – se dar ao luxo de parar em frente à TV e se envolver com a história, comendo pipoca. Clássicos como  “A Lagoa Azul” (1980), “Curtindo a Vida Adoidado” (1986), “Dirty Dancing” (1987), e até mais recentes, como “O Diabo Veste Prada” (2006), são os poucos títulos que ainda despertam burburinho nas redes sociais por conta do desejo  – ou o lamento, de quem está trabalhando no horário – de assistir.

A Globo já testou tirá-la do ar por duas semanas, colocando duas novelas no “Vale a Pena Ver de Novo”. Talvez só não tenha tomado essa medida de forma definitiva porque já é difícil ter uma reprise aprovada para exibição por conta da classificação indicativa, que obriga a emissora a decepar suas obras. Com duas, então, dobraria o problema para preencher o horário extra.

Enquanto permite que telejornais como “Cidade Alerta” e “Brasil Urgente” jorrem sangue na tela, mostrando assassinatos e estupros, a classificação indicativa também impede que outros filmes que costumeiramente faziam parte do acervo voltem a passar – entre eles “O Grande Dragão Branco” (para maiores de 14 anos), “O Exterminador do Futuro 2” (12 anos) e “Elvira – A Rainha das Trevas” (12 anos). Sem substitutos à altura para atrair a atenção do telespectador, a”Sessão da Tarde” está com os dias contados.

 

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Programa | 09:59

Zika Vírus transforma “Mais Você” no “Bem Estar”

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A proliferação do vírus Zika tem mexido com o conteúdo dos programas de TV. Além de ocupar boa parte do noticiário de todas as emissoras, tem sido pauta frequente nos programas de entretenimento. Nesta quinta-feira (18), por exemplo, o “Mais Você” dedicou boa parte de seu tempo ao tema.

Thiago Lacerda não teve direito a café da manhã com os apresentadores

Thiago Lacerda ficou sem café da manhã

Cissa Guimarães e André Marques conversaram com o médico Artur Timerman para esclarecer dúvidas dos telespectadores sobre o vírus. Essa forma de abordar o assunto fez quem ligou a TV antes das 10h ter a impressão de que o “Bem Estar” – programa que o sucede e utiliza essa fórmula – começou mais cedo.

Depois, entrou no ar mais uma receita pré-gravada por Ana Maria Braga antes de entrar de férias. Thiago Lacerda foi falar de seus trabalhos no teatro e, ao contrário da maioria dos atores que visitam a atração, não teve direito a café da manhã, conversando com a dupla de apresentadores em poltronas de frente para o telão.

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