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sexta-feira, 16 de setembro de 2016 Entrevista, Novela | 14:00

Adriana Lessa vive bom momento na TV e no teatro

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Adriana Lessa se destaca na novela “Escrava Mãe” como a Condessa Catarina. Veja entrevista com a atriz sobre sua carreira:

adriana lessa escrava mae

Adriana Lessa voltou a se destacar na TV este ano, como a condessa Catarina da novela “Escrava Mãe”, da Record. Assim como com a Deusa de “O Clone” (2001) ou a Rita de “Senhora do Destino” (2004), ela vem roubando a cena na pele da ex-escrava que virou fidalga. Nos palcos, a atriz de 45 anos está em cartaz em São Paulo com o musical “Cartola – O Mundo é um Moinho”.
Em um bate papo delicioso, Adriana Lessa fala da composição da personagem, a parceria em cena com Cássio Scapin, os bons momentos da carreira e a fase como apresentadora de TV:

Escrava Mãe

A atriz aprendeu a tocar harpa para a personagem (Reprodução/Instagram)

A atriz aprendeu a tocar harpa para a personagem (Reprodução/Instagram)

Na TV: Como foi seu trabalho de composição para a condessa Catarina?

Adriana Lessa: Revisitei a história da diáspora africana e suas heranças, assim como a colonização de exploração realizada em nosso país e etiqueta européia. Existia resistência a esta cultura de escravização por parte de muitas mulheres e homens escravizados que fugiam e se agrupavam a outros descendentes africanos em locais rurais nos quais viviam da cultura de subsistência e resgatavam e preservavam suas manifestações culturais ancestrais que eram proibidas.
Mesmo com uma personagem mais leve, como é para você reviver essa época de seus antepassados?

A novela mostra aspectos importantes da história de nosso país que devem ser lembrados para que não se repitam. Entre eles, a falta de humanidade com que nossos antepassados foram tratados durante séculos no Brasil. A escravização e a exploração imprimiram profundas feridas e rupturas na construção da identidade de muitos povos, inclusive do povo brasileiro! Isso é muito forte!

Para a personagem você fez aulas de harpa… Como foi?

Fiz aulas com o professor musical e harpista Silas Lima, da orquestra Sinfônica de Campinas.  Foi revelador! A harpa possui um belissimo som!
Parceria com Cássio Scapin deu certo (Divulgação)

Parceria com Cássio Scapin deu certo (Divulgação)

A parceria em cena com Cassio Scapin deu certo…
Cássio Scapin é um cavalheiro! Sou grande admiradora de seus trabalhos. Um artista pesquisador, extremamente profissional e dedicado. Após tê-lo assistido em “Eu não dava praquilo”, criado por ele e Cássio Junqueira com direção de Elias Andreato, fiquei meses com suas cenas e sua energia reverberando em minha mente e em mim. Escrevi sobre isso para ele e também sobre o desejo de estar no momento certo e preparada para algum dia trabalharmos juntos. Aconteceu em “Escrava Mãe”!
Você disse que tinha engordado um pouco para a personagem. Conseguiu perder peso após as gravações ou gostou da nova silhueta?
Gostei de minha silhueta para o período das gravações de “Escrava Mãe”, embora pretenda eliminar peso para novos trabalhos.
Saiu uma nota no ano passado dizendo que você teria atrasado as gravações por não decorar o texto…
Tal nota foi uma inverdade  incompatível com o profissionalismo, respeito, ética e dignidade com as quais desenvolvo meus trabalhos e relações com meus colegas de profissão.

Carreira

adriana lessa senhora do destino

Adriana e o português Nuno Melo na novela “Senhora do Destino” (Divulgação/Globo)

Até hoje, mesmo 15 anos depois, você é lembrada também como a Deusa de “O Clone”. Considera a personagem mais importante de sua carreira?

Todos os trabalhos que realizei são importantes para mim.  Cada um deles é especial por cada tema abordado e desenvolvido. E por você mencionar “O Clone”, desejo trabalhar com Glória Perez, com Jayme Monjardim, vários colegas daquele elenco novamente, assim como com outros autores e diretores com os quais já trabalhei.
Pensa em voltar a apostar no lado apresentadora?
Em algum momento isso poderá acontecer. Fui convidada para apresentar os programas nos quais trabalhei (“Dance MTV”, “Telecurso 2000”, “Supermarket”, na Band, e “TV Fama”na Rede TV).

Você passou por várias emissoras. Como avalia sua carreira?

São 31 anos de contínuo estudo, aprendizado e aperfeiçoamento. Assim como busco a excelência em meu trabalho também espero me tornar um ser humano melhor a cada dia buscando, em mim, minha melhor versão . Esse conjunto da obra me interessa!
Na TV: E teatro?
Adriana Lessa: Estou em cartaz com o musical “Cartola, o Mundo é um Moinho”, no teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Venha nos assistir!

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sexta-feira, 6 de julho de 2012 Crítica | 00:53

Pedro Bial estreia o 'Na Moral' em ritmo acelerado e mostra que há vida após o 'BBB'

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Pedro Bial: provocador e pragmático

“É viado, bicha ou homossexual?”. Foi assim, sem meias palavras, que Pedro Bial deu início ao “Na Moral”, seu novo programa na Globo. Na estreia, o tema discutido foi a “ditadura do politicamente correto”. O apresentador e três convidados procuraram debater o por quê de determinadas expressões e comportamentos incomodarem tanto. Houve espaço, inclusive para uma reinterpretação de cantigas de roda, caso de “Não Atire o Pau no Gato”.

No palco, o jornalista mostrou o que sabe fazer de melhor: questionar. Ótimo jornalista, não se furtou a provocar convidados, especialmente o escritor Antônio Carlos Queiroz. Objetivo, já o tirou da zona de conforto no primeiro depoimento: “Parece que você tá num palanque”. Em outro momento, gracejou sobre uma frase feita disparada pelo colega: “Eu acho que o clichê tem o seu lugar… Comum.” Apesar de estar à frente de um programa de debates, ficou claro que o mediador não deixará de opinar ou tomar partido quando achar que deve.

Veja momentos da carreira de Pedro Bial

Entre as discussões propostas, estava a do assédio sexual, que pôs em xeque os valores de quem estava em casa e na plateia. Depois de exibir um vídeo que dava a entender uma situação grave, Bial surpreendeu a todos mostrando que ela acabou em casamento, numa espécie de “pegadinha”. Houve, claro, o outro lado, com uma situação triste, que quase terminou em suicídio. Esta foi ilustrada sob forma dramatizada, com Adriana Lessa atuando. Pouco depois, a protagonista da história surgiu no palco. Cabe questionar: se a personagem aceitar mostrar o rosto por livre e espontânea vontade para falar sobre o assunto, qual a necessidade de investir num docudrama?

Alexandre Pires falou rapidamente sobre a tentativa de processo por racismo que sofreu. Maria Paula opinou sobre esterótipos das brasileiras. Outro convidado, Luiz Felipe Pondé pouco disse. Bial foi às ruas para falar sobre expressões politicamente (in)corretas. O VT foi tão ligeiro que pouco de debateu, apesar de sua firme palavra no discurso final – bem mais objetivo e eficiente que os proferidos nos dias de eliminação do “BBB”. A impressão que dá é que o “Na Moral” precisa de mais tempo de duração para esmiuçar o que se propõe a discutir. Na tentativa de prender o espectador – e não entendiá-lo estendendo demais os debates -, o programa mostrou ritmo acelerado. Um pouquinho mais de calma iria bem. Mas não se pode negar: a atração tem futuro e deve ser considerada como uma opção interessante para as noites de quinta.

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