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quinta-feira, 13 de outubro de 2016 Entrevista, Programa | 10:00

Max Fercondini e Amanda Richter contam tudo sobre viagem pela América do Sul

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A bordo de um motorhome, Max Fercondini e Amanda Richter viajaram durante seis meses e contam tudo sobre a série “América do Sul Sobre Rodas” na Globo.

Max Fercondini e Amanda Richter a bordo do motorhome (Fotos: Divulgação/Globo)

Max Fercondini e Amanda Richter a bordo do motorhome (Fotos: Divulgação/Globo)

 

Max Fercondini e Amanda Richter se tornaram um dos principais destaques do programa “Como Será”, nas manhãs de sábado da Globo, desde que estrearam o quadro “América do Sul Sobre Rodas”, que estreou no dia 27 de agosto e, em dez episódios de 13 minutos, mostra a rotina e os perrengues do casal que está junto há 8 anos ao percorrer mais de 20 mil Km em seis países, durante seis meses.

Em entrevista exclusiva à coluna, eles contam detalhes da aventura, como foi a convivência, os imprevistos e as histórias que colecionaram ao passar por Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Uruguai e Equador. Veja o bate-papo com Max Fercondini e Amanda Richter:

Na TV: Como surgiu a ideia da viagem?
Max Fercondini e Amanda Richter: Na primera temporada da série, nós voamos o Brasil em um monomotor conhecendo projetos sociais, ambientais e um pouco mais das diferentes culturas desse nosso país. Nesta segunda temporada, pensamos em ampliar os nossos horizontes e percorrer a América do Sul. A ideia do motorhome surgiu porque já havíamos feito uma viagem assim pela Nova Zelândia e foi uma experiência incrível!
Foi difícil trilhar o roteiro dos lugares que visitaram?
Primeiramente, começamos a pesquisar os lugares mais interessantes para visitar em cada país. Queríamos mostrar o que o país tinha de melhor e sempre trazer pautas diferentes para o público! Saímos do Chuí, extremos sul do Brasil, passamos pelo Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia. Não podemos dizer que foi difícil trilhar o roteiro, pois a América do Sul é cheia de lugares fantásticos para conhecer, mas no meio do caminho tivemos algumas dificuldades, claro.
 
Como foi a convivência nesse período dentro do motorhome, tanto tempo viajando?
Foram 6 meses de viagem seguidos e convivendo 24 horas por dia. Cada um ficava encarregado de fazer uma coisa e assim conseguíamos organizar o nosso dia a dia. A nossa rotina era muito puxada, como não tínhamos equipe, fazíamos tudo sozinhos. Além de produzir, gravar, editar e entrevistar, ainda tínhamos que colocar água nos reservatórios do motorhome, fazer compras no mercado, cozinhar as refeições e dirigir. Quando o cansaço batia, rolavam alguns desentendimentos, mas sabíamos que se não nos uníssemos não iríamos conseguir realizar esta expedição. Um sempre dava muita força para o outro.
 
Amanda, em 6 meses fora de casa você teve de abrir mão da vaidade em algum momento?
Com certeza! Eu fique 5 meses sem fazer as unhas no salão. Nunca havia ficado tanto tempo sem ir a manicure/pedicure. Claro, que eu cortava as minhas unhas e tentava pintar (sou péssima nisso!), mas foi complicado. O difícil era conciliar um tempinho de folga em alguma cidade que tinha esse serviço. Porque, sempre estávamos lotados de coisas para fazer e quando eu tinha um tempo, estava em algum lugar meio remoto. Quando eu entrei num salão em Medellín, na Colômbia, e fui fazer as unhas, nossa… foi meu momento princesa da viagem (risos)!!!
Qual momento mais tenso ou desafiador da viagem pra vocês?
MAX: Passamos por um momento muito difícil na fronteira entre o Peru e o Equador. Este motorhome que estávamos utilizando já havia feito o trajeto do Ushuaia até o Alaska. O problema foi que o outro proprietário havia entrado no Equador com o carro no ano passado e esqueceu de dar a saída do mesmo no dia em que deixou o país. Então, quando chegamos na fronteira, o policial disse que nós não poderíamos entrar no Equador, pois o nosso carro estava com uma multa de mais de 100 mil dólares, pois no sistema o carro estava ilegal há meses no país. Foram quatro noites e cinco dias dormindo no complexo fronteiriço entre os dois países, tentando resolver esse problema burocrático.
AMANDA: O pior é que os meus pais estavam chegando no Equador para comemorar o aniversário do meu pai e nós não conseguíamos sair da fronteira. Eu comecei a me desesperar achando que a gente não conseguiria mais continuar a viagem. Eu chorava, pois depois de quatro meses sem ver meus pais, eles chegariam na cidade de Cuenca, no Equador e nós não estaríamos lá. Foi muito complicado. Mas depois de reunirmos vários papeis e termos provado que o carro não estava ilegal no país, conseguimos sair da fronteira. Uffa!! Por sorte, conseguimos sair bem no dia em que meus pais chegaram em Cuenca e tudo correu bem.
Trouxeram muitas lembranças dos lugares que passaram?
Muitas lambanças na nossa memória, fotos e vídeos que fizemos. Mas não conseguimos trazer muitos artesanatos e lembrancinhas das cidades, se não no final nosso motorhome já estaria cheio de presentes para nós e para toda a família, rsrs, tivemos que nos policiar.
Passar tanto tempo juntos dividindo o mesmo espaço e viajando fortaleceu o amor de vocês? Acabou sendo um “teste pra casar?” 
Sim. Ou a relação se fortalece ou ela termina, porque tudo é muito intenso. A nossa se fortaleceu, com certeza. Viramos uma dupla muito parceira e pronta para qualquer desafio. Sempre estávamos juntos resolvendo os problemas da viagem e encontrando soluções para situações que não saíam exatamente da maneira que esperávamos. Esse é um bom teste para casar sim, se passou por uma viagem dessa, passa por tudo!
 
O que aprenderam um com o outro nesse período?
Acho que evoluímos juntos como pessoa, amadurecemos nossos conceitos, conhecemos povos, culturas diferentes, nos enriquecemos como seres humanos e isso influencia na relação. Ela fica mais madura.
 
Esperavam o sucesso em um horário tão cedo nas manhãs de sábado? Já pensam em um nova temporada?
Não esperávamos. É muito legal ver o engajamento das pessoas, todos dizendo que adoram o programa, comentando que estão planejando as suas próximas viagens inspirados nas nossas. A repercussão realmente está super bacana e a gente fica muito feliz com o sucesso dos episódios. Toda a nossa dedicação valeu a pena! Estamos ainda planejando a próxima…. (risos).
A ideia de produzir o livro surgiu antes ou depois da viagem? O que ele traz de diferente do programa?
A ideia do livro surgiu depois de completarmos a viagem. Nós percebemos que vivemos tantas coisas e que não era possível contar tudo que vivem em 10 episódios de até 13 minutos, daí surgiu a ideia de compilar tudo em livro. Nele, o leitor terá acesso as fotos inéditas, histórias que não entraram no programa, dicas da nossa viagem e um mapa detalhado da rota, para quem quiser fazer o mesmo trajeto que nós fizemos! O livro já está sendo vendido online no site: www.catarse.me/sobrerodas
 
Max, seu lado diretor tem falado mais alto ultimamente? Como tem sido dirigir? Tem planos de atuar mais nessa área?
Já há algum tempo que venho adquirindo experiência nessa área. Esses últimos dois projetos, o “Sobre As Asas” e o “América do Sul Sobre Rodas”, foram dirigidos por mim e fico muito feliz com a ótima repercussão. Esse meu olhar de direção me acompanha há muito tempo. Nas minhas cenas em novelas eu já pensava na movimentação dos personagens, nos eixos das câmeras e meu olhar sempre foi amplo em relação a cena. Com certeza, continuar dirigindo, está em meus planos.

A aventura de Max Fercondini e Amanda Richter pode ser vista todos os sábados no “Como Será”, na Globo.

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