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terça-feira, 24 de maio de 2016 Crítica, Novela | 07:00

“Velho Chico” vai do encanto ao desinteresse em pouco mais de 2 meses

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Tereza (Camila Pitanga ) e Santo (Domingos Montagner), um dos casais lentos da trama (Fotos: Divulgação/Globo)

Tereza e Santo, um dos casais lentos da trama (Fotos: Divulgação/Globo)

“Velho Chico” começou enchendo os olhos do telespectador no dia 14 de março, com esmero no figurino, fotografia, iluminação e cenografia. O espetáculo visual e as cenas contemplativas obrigavam o telespectador a parar e olhar para a TV – algo raro na era dos smartphones. A novela abriu espaço para jovens e veteranos atores mostrarem seu talento, trazendo belas interpretações. Pouco mais de dois meses depois, no entanto, a história de Benedito Ruy Barbosa parece cansada e cada dia mais desinteressante.

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sexta-feira, 1 de abril de 2016 Crítica, Novela | 07:00

Atores ganham espaço, mostram talento e brilham em “Velho Chico”

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Renato Góes tem chamado a atenção como Santo (Foto: Reprodução)

Renato Góes tem chamado a atenção como Santo (Foto: Reprodução)

Fabiula Nascimento emociona como Eulália (Foto: Reprodução)

Fabiula Nascimento emociona como Eulália

As primeiras semanas de “Velho Chico” têm sido um presente para o telespectador e para vários atores. Sob a direção impecável de Luiz Fernando Carvalho, eles ganharam a oportunidade de brilhar na história que, acertadamente, veio transportar o público para um Brasil que há muito tempo não era visto no principal horário da televisão e, quiçá, muitos esqueceram que existia.

Fabíula Nascimento, que já havia se destacado em novelas como “Avenida Brasil” e “I Love Paraisópolis”, vive seu auge televisivo até agora com Eulália – digna de todos os aplausos na cena em que descobre ter perdido o marido, o capitão Ernesto (Rodrigo Lombardi). Impossível desviar os olhos da tela e não ser tocado pelo sentimento da personagem.

(Foto: Reprodução)

Chico Diaz e Renato Góes ganham destaque

Com Belmiro, Chico Diaz finalmente ganhou um papel grande na TV. Renato Góes é outro que coube como uma luva para a atual fase de Santo. O ator, que apareceu na TV fazendo a versão jovem de Lance (Marcos Pasquim) em “Pé na Jaca” (2006/2007), soube dosar masculinidade, simplicidade e determinação na composição do personagem e tem dominado as sequências em que aparece.

Quem via Selma Egrei em pornochanchadas como “Emanuelle Tropical” ou “Mulheres do Cais” nos anos 70 talvez nem imaginasse seu talento. Na pele de Encarnação, a atriz – que tinha chamado a atenção na série “Sessão de Terapia”, do canal GNT – vem desde o primeiro capítulo ganhando fãs noveleiros.

Rodrigo Santoro na pele de Afrânio e Selma Egrei como Encarnação, mãe dele (Foto: Reprodução)

Rodrigo Santoro na pele de Afrânio e Selma Egrei como Encarnação, mãe dele (Foto: Reprodução)

 

Tarcísio Meira como o coronel Jacinto

Tarcísio Meira como o coronel Jacinto

Alguns veteranos voltaram com destaque. Como já dito aqui, mesmo com outros pontos positivos Tarcísio Meira roubou o primeiro capítulo para si como o coronel Jacinto. Fora das novelas desde 2003, Rodrigo Santoro não podia ter feito melhor escolha que “Velho Chico” para voltar ao gênero. Com um bom personagem (Afrânio), o ator vem deixando com essa participação, além dos suspiros pelas cenas de nudez, o gosto de dever bem cumprido.

Outros atores vem se destacando e mais alguns prometem fazer o mesmo na próxima fase. Quem até agora tem chamado a sua atenção? Escreva nos comentários!

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segunda-feira, 21 de março de 2016 Crítica, Novela | 07:00

Espetáculo visual, “Velho Chico” obriga o telespectador a olhar para a TV

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Rodrigo Santoro aceitou voltar para as novelas após 13 anos para fazer a trama

Rodrigo Santoro aceitou voltar para as novelas após 13 anos para fazer a trama

“Velho Chico” está no ar há uma semana enchendo os olhos de quem liga a TV na Globo por volta de 21h15. O diretor Luiz Fernando Carvalho – que alterna sucessos como “O Rei do Gado” com trabalhos não compreendidos pelo público, como a minissérie”A Pedra do Reino” – renovou a estética do horário ao repetir a parceria com o autor Benedito Ruy Barbosa. Esta primeira fase é um espetáculo, sobretudo, visual.

Produção de Velho Chico impressiona pelo esmero

Produção de “Velho Chico” impressiona pelo esmero nesta primeira fase

O esmero nas cenas é notado no figurino, fotografia, iluminação, cenografia e, claro, na interpretação dos atores. Só para citar alguns, Tarcísio Meira mostrou que aos 80 anos continua em ótima forma, dominando o primeiro capítulo. Selma Egrei é outra a ter a chance de por à prova seu talento na pele de Encarnação. A novela trouxe ainda Rodrigo Santoro de volta ao formato após 13 anos – a última que participou havia sido “Mulheres Apaixonadas” (2003).

A história em si não traz novidades: um romance proibido que atravessa gerações no interior do Brasil, com disputa de terras entre famílias rivais – mote idêntico ao de “O Rei do Gado”, de 20 anos atrás, da mesma dupla (e, diga-se de passagem, também com uma primeira fase impecável). Cada cena é produzida de forma tão saborosa que o texto acaba ficando em segundo plano – por enquanto é uma novela mais para ser vista que ouvida.

Tarcísio Meira e Selma Egrei dão show de interpretação

Tarcísio Meira e Selma Egrei dão show de interpretação

Já foram ao ar cenas de minutos sem uma fala sequer, mas sem enrolação. Os diálogos muitas vezes são pontuados com atos – como beber e comer – que ficam tão bem colocados que parecemos estar lá também, visitando a casa e observando o anfitrião.A edição, ágil, ajuda a espantar qualquer indício de marasmo ou enrolação. Com isso, algo que já não acontecia mais tanto voltou à tona: é preciso ASSISTIR  à novela, olhar para a tela para saber o que está acontecendo. Quem tenta ouvi-la enquanto mexe no celular, por exemplo, não consegue acompanhar a riqueza de detalhes.

Cena de sexo entre os personagens de Rodrigo Santoro e Marina Nery chamaram a atenção

Cena de sexo entre os personagens de Rodrigo Santoro e Marina Nery chamou a atenção

“Velho Chico” traz ainda para o horário um nicho que há 15 anos foi “banido” das 21h: as novelas regionais, que migraram para as 18h depois de “Porto dos Milagres” (2001), de Aguinaldo Silva. O sertão de gente simples é exibido, sem vitimização da pobreza e transpondo o telespectador que não queria mais ver favela no horário nobre.

Por enquanto a história flui com poucos atores, sem núcleos paralelos chatos como suas antecessoras (“A Regra do Jogo” e “Babilônia”). Ainda há certa liberdade e ousadia – como as cenas de sexo de Santoro com Carol CastroMarina Nery, nessa primeira semana. Os seios à mostra das duas indicam a naturalidade do tratamento da nudez pelo folhetim, algo que não acontecia em uma primeira semana de novela das 21h desde “Celebridade” (2003), quando Darlene (Deborah Secco) e Jaqueline Joy (Juliana Paes) fizeram topless e causaram reclamações dos mais conservadores.

O diretor Luiz Fernando Carvalho pensa em cada detalhe

O diretor Luiz Fernando Carvalho pensa em cada detalhe

Para arrematar, a trilha sonora foi bem escolhida pelo próprio Luiz Fernando Carvalho, começando com “Tropicália”, de Caetano Veloso, na abertura, e passando por nomes como Gal Costa, Alceu Valença, Marcelo Jeneci e Chico César.

Ainda é cedo para dizer que “Velho Chico” será uma obra prima da TV mas, se mantiver o cuidado com a estética que mostrou até agora na próxima fase, a novela tem chances de poder ser chamada assim e ser lembrada como o grande destaque da televisão em 2016. Por enquanto a audiência tem correspondido: a primeira semana marcou 31 pontos em São Paulo e 34 no Rio de Janeiro.

Perdeu a primeira semana? Assista ao teaser de apresentação da novela:

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segunda-feira, 14 de março de 2016 Estreia, Novela | 22:35

Ousada e conservadora, “Velho Chico” deve penar para conquistar o público

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Tarcísio Meira como o coronel Jacinto

Tarcísio Meira como o coronel Jacinto

“Velho Chico” conseguiu atingir os extremos em seu capítulo de estreia na segunda-feira (14). Ao mesmo tempo que é uma novela conservadora por não abordar tabus contemporâneos, como a homossexualidade – o próprio Benedito Ruy Barbosa declarou odiar “novela de bicha” – a nova trama das 21h é ousada por trazer para o horario uma estética e linguagem diferentes da que o público está acostumado.

O diretor  Luiz Fernando Carvalho conseguiu manter sua identidade teatral no primeiro capítulo, tanto nas interpretações quanto nos enquadramentos. Tarcísio Meira (Jacinto), Rodrigo Santoro – com direito a nudez – Selma EgreiChico Diaz dominaram as cenas.

Foi uma bela estreia, mas resta saber o quanto o grande público, cada vez menos acostumado a pensar – que o diga “A Regra do Jogo” – está disposto a aceitar a proposta e se sentar todas as noites no sofá para acompanhar a história.

 

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sexta-feira, 28 de junho de 2013 Bastidores, Novela | 04:02

Globo estuda gravar remake 'Meu Pedacinho de Chão' do começo ao fim antes da estreia

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Benedito Ruy Barbosa: adiantado na entrega de capítulos

Com a fila de autores de suas próximas novelas definida, a Globo trabalha agora em aspectos de produção. Uma das decisões que será tomada em breve diz respeito ao remake de “Meu Pedacinho de Chão”, de Benedito Ruy Barbosa, que substituirá “Joia Rara” no horário das seis.

Inicialmente, exigiu-se que o autor entregasse uma frente de pelo menos 70 capítulos para liberar a produção. Benedito já entregou mais de 80. Agora, a Globo trabalha com uma possibilidade mais ousada. A emissora cogita gravar a novela do começo ao fim antes mesmo da estreia.

Dessa maneira, evitaria-se possíveis atrasos de capítulo e se experimentaria um novo modo de trabalho. A ideia é rodar as primeiras cenas já no segundo semestre. Se isso ocorrer, não será a primeira vez que o esquema, já utilizado pelo SBT para baratear os custos, será utilizado pela Globo. Conforme avisado por alguns leitores, o mesmo já ocorreu com “Pacto de Sangue”, em 1989, e “Salomé”, em 1991.

Já estão sendo feitos estudos de arte e pesquisas de locação. Produtores de elenco já pensam nos primeiros nomes. A direção ficará a cargo de Luiz Fernando Carvalho.

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sábado, 6 de abril de 2013 Novela | 16:46

Marcelo Serrado será o grande vilão do remake de ‘Meu Pedacinho de Chão’, de Benedito Ruy Barbosa

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Marcelo Serrado dará vida a um homem sem caráter no remake de Benedito Ruy Barbosa

Marcelo Serrado será homem sem caráter no remake de Benedito Ruy Barbosa

Em fase de pré-produção, “Meu Pedacinho de Chão”, novela que substituirá “Joia Rara” no horário das 18h na Globo no ano que vem, já começou a escalar seu elenco. Um dos primeiros papéis fechados foi o de Fernando, grande vilão da trama. Caberá a Marcelo Serrado interpretar o mau-caráter da vez.

Outros nomes já foram oficialmente convidados. É o caso de Eriberto Leão, Priscila Fantin, Cristiana Oliveira, Mauro Mendonça e Mareliz Rodrigues. Os acertos devem ocorrer nos próximos dias. Atualmente sem contrato com a Globo, Daniel de Oliveira também foi sondado.

Como a coluna antecipou, a Globo pretende estrear a novela inteiramente gravada do início ao fim. Sendo assim, as primeiras gravações devem ocorrer em outubro. O autor já entregou à emissora cerca de 100 capítulos.

Os trabalhos ocorrerão sob a direção de Luiz Fernando Carvalho. O lançamento deve ocorrer em março de 2014.

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sexta-feira, 4 de maio de 2012 Bastidores | 10:18

Benedito Ruy Barbosa quer Fábio Assunção como Castro Alves em minissérie da Globo

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Fábio Assunção pode viver o poeta Castro Alves em minissérie

Benedito Ruy Barbosa já trabalha na sinopse de uma minissérie de 12 capítulos sobre Castro Alves. Se aprovado, o projeto deve entrar na grade do próximo ano da Globo. O que ninguém sabe ainda é que o autor já tem preferência pelo ator que interpretará o poeta: ele espera que Fábio Assunção dê vida ao criador de “Navio Negreiro”. Os dois já trabalharam juntos em produções como “O Rei do Gado” e “Mad Maria”.

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 Bastidores, Novidade | 11:16

Globo renova contrato de Benedito Ruy Barbosa para remake de 'Meu Pedacinho de Chão'

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Depois de intensa negociação, a Globo renovou o contrato de Benedito Ruy Barbosa e suas filhas, Edmara e Edilene Barbosa. Juntas, elas adaptarão, com a supervisão do pai, a novela “Meu Pedacinho de Chão”, para o horário das seis.

Exibida em 1971, a trama conta a história de dois amigos que se amam desde a infância e se reencontram depois de adultos. O problema é que suas famílias estão envolvidas numa disputa por terras. No elenco do original estavam nomes como Renée de Vielmond, Maurício do Valle e Castro Gonzaga. O folhetim deve entrar em produção já no próximo ano.

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