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quinta-feira, 12 de maio de 2016 Crítica, Jornalismo | 10:00

Com “Profissão Repórter”, Caco Barcellos mantém o bom jornalismo vivo

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Moradores de Boca do Acre ajudam Caco Barcellos a enfrentar a correnteza das ruas alagadas (Fotos: Divulgação/Globo)

Moradores de Boca do Acre ajudam Caco Barcellos a atravessar ruas alagadas (Fotos: Divulgação/Globo)

O “Profissão Repórter” completa 10 anos em 2016 com bom fôlego para novas temporadas. E o responsável por isso é Caco Barcellos. O jornalista, de 66 anos, consegue manter vivo nos profissionais da nova geração a vontade de realizar boas reportagens.

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quarta-feira, 22 de maio de 2013 Crítica, Jornalismo | 14:01

'Profissão Repórter' cumpre função que o 'Globo Repórter' insiste em ignorar

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Caco Barcellos (no centro) com a equipe de jovens jornalistas do "Profissão Repórter"

Ano após ano, o “Globo Repórter” vira alvo de um tipo de comentário que já virou anedota. A impressão que parte do público tem é que toda semana o jornalístico só fala de animais selvagens ou viagens exóticas. A reflexão sobre o cotidiano do país, suas questões mais urgentes e debates políticos parecem ficar em segundo plano na agenda do programa. Sorte do espectador que pode contar com o “Profissão Repórter” para essa finalidade.

Nas duas últimas semanas, a atração comandada por Caco Barcellos tocou em dois temas que, apesar de debatidos, são pouco aprofundados pela grande mídia: o estupro e a pesada seca no Nordeste. Em ambos, apresentou histórias dramáticas sem pisar fundo no sensacionalismo, mas primando pelo capricho na investigação das reportagens. No primeiro caso, por exemplo, uma repórter conseguiu conversar com os integrantes de uma banda de axé da Bahia acusada de abusar sexualmente de duas jovens. “Estuprador é uma palavra muito forte”, declarou um dos músicos, como se procurasse atenuar a acusação, para o choque de quem assistia. Na última terça-feira (21), nem mesmo os corações mais fortes puderam resistir ao drama das famílias que têm de usar água suja e veem os rebanhos morrendo sem poder evitar por causa da escassez de chuvas.

É difícil entender como um problema tão urgente ganha pouco tempo nos noticiários. Talvez pelo momento considerado economicamente próspero que o país vem vivendo nos últimos anos, esse tipo de reportagem fuja ao otimismo que tantos esperam e relembre que, de tempos em tempos, a seca se repete. Ainda bem que há jornalistas como Caco, que não fecham os olhos para tais assuntos.

Anos após ter entrado no ar, o “Profissão Repórter” segue como opção de qualidade, primando pela boa apuração das histórias e ao mesmo tempo mostrando o despertar de novos jornalistas a partir da construção de assuntos específicos. Poderia muito bem ocupar o espaço do “Globo Repórter”, que tem sofrido com a falta de grandes reportagens. Justiça seja feita, quando o jornalístico das sextas-feiras quer, ele consegue produzir bom material, caso de um especial sobre as drogas recentemente exibido, mas não sem alternar com enlatados, muitas viagens e vida animal. A questão é simples: se o “Profissão Repórter” consegue semanalmente produzir conteúdo próprio e de qualidade, porque não conseguiria um dos programas mais antigos da TV brasileira? Com a resposta, a Globo.

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