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segunda-feira, 9 de abril de 2012 Cinema em episódios, Novidade | 08:57

'Aquele Beijo': Com revelação de que Agenor é filho de Fábio Jr., Miguel Falabella prova que é autor das massas

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Agenor (Fiuk) descobre que é filho de Fábio Jr.: virada divertida na trama

As tramas de Miguel Falabella têm características que não passam despercebidas ao público e “Aquele Beijo”. Além dos nomes para lá de incomuns – só na história da vez há Eveva, Maruschka, Locanda, Íntima, Mirta, entre outros -, o cotidiano do subúrbio é deslindado a partir de características que ocupam o imaginário popular com piadas sobre o alisamento de cabelos crespos – caso do creme megalisatômico – ou o desejo de um seduzir pelo, digamos, rebolado – como a inesquecível Marielza (Zezé polessa), em “Salsa e Merengue”. O apelo da vez é para uma fase que boa parte das mulheres com mais de 30 anos viveu: a paixão por Fábio Jr.

Na história, Agenor (Fiuk) descobriu na última quinta-feira (5), que não é filho de Felizardo (Diogo Vilela). Ao colocar Locanda (Stella Freitas) contra a parede, o rapaz descobre que é fruto de uma relação extraconjugal. De tão fanática que era pelo cantor, sua mãe invadiu um quarto de hotel e enfiou-se numa sob o chuveiro com ele. Resultado: acabou grávida. De tão surreal, a saborosa reviravolta rendeu bons momentos. Fiuk, como se sabe, é filho legítimo do astro da música na vida real. Ganhou uma divertida homenagem do autor. Falabella é mestre em apelar para assuntos que não saem do imaginário coletivo. Não é preciso gostar de Fábio Jr. para saber uma de suas canções. E não são poucas as fãs que o seguem até hoje.

É curioso que “Aquele Beijo” não tenha sido um estrondoso sucesso de audiência. Em tempos nos quais a Globo tem voltando seus olhos para a tão falada classe C, Falabella dá sinais de entendê-la como poucos. Personagens como Mãe Iara (Cláudia Jimenez) e Marieta (Renata Celidônio) renderam ótimos momentos. Alguns outros pecaram por mostrarem-se esquemáticos, pouco carismáticos e sem grandes nuances, caso de Sarita (Sheron Menezzes). Ainda assim, há mais virtudes que defeitos no folhetim. E o texto é saboroso. Talvez o autor seja um bom caso de estudo para a emissora entender seu foco e o que funciona – ou não – com sua audiência. O dramaturgo, sempre antenado, criador de situações hilárias, deve ser encarado como parte da equação. E que venham mais momentos surpreendentes como o caso da paternidade de Agenor.

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010 Crítica | 00:07

Especial de Fiuk e Fábio Jr. erra ao ficar justificando o sucesso do ídolo adolescente

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Fiuk e Fábio Jr.: parceria na televisão

“Eu não tô afim de ser o Fábio Jr. dois. Não tô!”, brada Fiuk em determinado momento do especial “Tal Filho, Tal Pai”, exibido ontem pela Globo. Com grandes chances de virar uma atração na grade fixa do próximo ano da emissora, a ficção com toques de realidade se propõe – em tese – a desvendar um pouco do cotidiano do ídolo teen e esmiuçar sua relação com seu pai. O que se viu, no entanto, foi um subtexto nada sutil, quase como se o ex-protagonista de “Malhação” gritasse aos sete ventos: “posso ser filho dele, mas não faço sucesso por causa dele”.

Para ficar mais clara a ideia, em seu primeiro bloco o especial faz com que uma crítica de música de língua ferina – papel que coube a Alessandra Negrini – compare Fiuk a um chihuahua e afirme que ele não tem talento nenhum. Depois de muita revolta por parte de pai, filho, amigo e namorada, o galã da juventude resolve ligar para a moça e – suprise, suprise – ela o convence a virar roqueiro. Assim, de um jeito para lá de simples, ele muda os rumos da vida e monta uma banda. Daí vale tudo, até mesmo imitar Mick Jagger em frente a TV. Seria bonitinho, não fosse simplório e piegas.

A partir daí, começa a via sacra do mocinho em busca do sucesso sem apadrinhamento. Faz teste para uma banda, arranja empresário charlatão e chega a tocar para meia dúzia de pessoas e ser expulso de bordel. A intenção não é outra que não provar que o talento de Fiuk é genuíno e que ele é esforçado. Sinceramente? Não precisava de um programa inteiro para tanto. O garoto provou que tem potencial tanto na TV, em “Malhação”, quanto no cinema, em “As Melhores Coisas do Mundo”, de Laís Bodansky. Bater insistentemente na mesma tecla é quase como pedir desculpas pelo sucesso. Totalmente desnecessário. Agora, sim, é preciso salientar: Fiuk tem talento, mas ainda pode melhorar muito como ator.

Há bons momentos, claro, como quando Alessandra Negrini faz chacota do figurino pouco discreto do cantor ou quando ele critica o pai pelos muitos casamentos. Os momentos entre Fábio e Fiuk, aliás, são de emoção genuína – descontado o exagero das primeiras e “explosivas” cenas – e de longe compõem as melhores sequências.

Talvez o problema de “Tal Filho, Tal Pai” seja mesmo insistir no óbvio. Todos já estão cansados de saber: as mulheres se jogam tanto em Fiuk quanto em Fábio Jr. Ambos são bonitos e símbolos sexuais e, claro, vivem sendo assediado pelas mulheres. Grande novidade. Não é preciso ser gênio para adivinhar isso. Tornar isso um ponto importante para a atração soa um pouco como “síndrome do gostosão em busca de autoafirmação”. Poderíamos ter passado sem essa.

Fiuk, a gente já entendeu que você é bonito e não se fez em cima do talento do seu pai. Se esse especial entrar mesmo para a grade fixa da Globo em 2011 a gente fica esperando por uma história que vá além do que a gente já sabe e que soe um tantinho menos afetada, tá?

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