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segunda-feira, 9 de maio de 2016 Estreia, Jornalismo, Programa | 13:30

Luciano Faccioli estreia programa na RedeTV! e promete fugir do policialesco: “Deixa o Datena e o Rezende se digladiarem”

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(Foto: Artur Igrecias/ Divulgação RedeTV!)

Luciano Faccioli fala seu bordão no programa “Olha a Hora” (Foto: Artur Igrecias/ Divulgação RedeTV!)

Luciano Faccioli ocupa a partir desta segunda-feira (9) o horário de João Kleber na RedeTV!. O apresentador deixou o “RedeTV News” para apresentar  o “Olha a Hora”, bordão que empresta ao nome do programa, no ar das 17h às 19h15. Ele explica que o formato da atração e garante não explorar o sensacionalismo como seus concorrentes no horário.

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terça-feira, 21 de junho de 2011 Crítica, Jornalismo | 13:56

'Cidade Alerta' e 'Brasil Urgente': dois programas jornalísticos que, somados, valem por um

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Datena mostrou mais de 10 vezes a mesma cena

Muito se falou da repentina saída de José Luiz Datena da Band e de sua meteórica estreia na Record com o novo “Cidade Alerta”. Se iludiu quem achou que a troca de emissora traria alguma novidade no formato do programa que ele apresentaria. Da mesma maneira, Luciano Faccioli, chamado às pressas para substitui-lo no “Brasil Urgente”, não alterou em nada a atração. Exibidos ao mesmo tempo, os dois jornalísticos pouco diferem um do outro.

A pauta da última segunda-feira, por exemplo, era praticamente a mesma, salvo por reprises de reportagens de programas respectivos como o “Polícia 24 Horas” e o “Repórter Record”. Abuso sexual numa boate de luxo – esta matéria reprisada por duas vezes no “Cidade Alerta” -, cobertura de uma operação da Rota – o helicóptero da Band chegou minutos antes – e abusos dos mais diversos a crianças. Tudo, claro, acabava num questionamento ao governo. Roteiro seguido a risca por ambos. Concorrência tão acirrada que a Record não arriscou intervalo comercial – pelo menos na primeira hora da atração.

A impressão que fica é que não importa em que canal esteja, se verá as mesmas notícias com um âncora esbravejando para a câmera. Nesse caso, claro, contam carisma e experiência. Ao chamar um coronel para um link ao vivo, Datena ouviu dele um desejo de boa sorte no novo programa. Não bastando, o policial ainda afirmou que não revelaria o objetivo de uma operação porque o “Cidade Alerta” tinha muita audiência e a informação se espalharia. Perguntar não ofende: não deveria a polícia estar neste momento cuidando de sua operação “secreta” ao invés de alardeá-la na TV ainda que sem contar seu propósito? Parece marketing ingênuo e desnecessário de ambas as partes. Indo além, ao ver um carro capotado – e levantar várias vezes a hipótese de que o acidente poderia ser fruto de uma perseguição -, Datena pediu ao vivo para um oficial checar a informação. Então tá, a polícia está a serviço da TV entre as 17h e 19h. Podem me condenar por dizer isso, mas acho, no mínimo, esquisito.

Faccioli: novo apresentador usa velha fórmula

A briga pela audiência, que, no primeiro dia, foi vencida com folga pela Record, também despertou momentos de ansiedade. Faccioli começou o programa agradecendo a Deus pela “sorte” e soltou farpas: “Não me peçam fru-fru. Não sou ator, não. Sou jornalista”, disse. Datena, em determinado momento, anunciou – erradamente – que sua atração estava em primeiro lugar em Porto Alegre. A informação foi devidamente negada minutos depois. Da mesma maneira, vale um aviso: é importante checar o português antes de colocar alguma frase no gerador de caracteres. A produção de Datena teve de retirar às pressas do ar uma legenda em que se lia errado a grafia da palavra “fuzil” depois do erro ter virado trending topic no Twitter. Veja:

Na fórmula, tanto “Brasil Urgente” quanto “Cidade Alerta” não diferem. Cara de um, focinho de outro. Há quem goste desse tipo de jornalismo, mas não se pode negar que ele suscita diversos questionamentos. De que adianta, por exemplo, exibir por mais de 10 vezes – depois disso a coluna perdeu a conta – a imagem de um bandido fugindo de tiros desferidos por um helicóptero no Rio de Janeiro como fez o programa da Record se em nenhuma dessas reexibições havia uma informação nova ou relevante? De que adianta resumir reportagens sobre tragédias cotidianas se tudo termina em reclamação sem discussão aprofundada? Esta análise, claro, se atém apenas ao material exibido na última segunda-feira (20), mas algo me diz que os outros dias não serão tão diferentes. Mais do mesmo, seja na Band ou na Record.

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