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segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Crítica, Humor | 10:11

Marcelo Adnet diverte com paródia no ‘Fantástico’ e mostra que não precisa inventar a roda para fazer humor de qualidade

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Marcelo Adnet

Marcelo Adnet imita Ney Matogrosso no “Fantástico”

Marcelo Adnet vive um momento curioso de sua carreira. Tido como uma das maiores revelações do humor nesta década, foi recebido com louros na Globo tão logo deixou a MTV. O tapete vermelho só aumentou as expectativas por parte dos espectadores e da crítica – especializada e de redes sociais. Sua primeira incursão na nova casa, “O Dentista Mascarado” foi pesadamente julgado. Ignorou-se que, a medida que os episódios se desenvolviam, o seriado inovou ao desenvolver um modo próprio de rir si mesmo, chegando ao ponto de rotular-se como fracasso em seu desfecho. Ainda insatisfeitos pelo resultado da série, a parcela “do contra” torceu o nariz também para suas participações no “Fantástico” durante a Copa das Confederações. Fato é: nunca se viu humorista sob tanta pressão e escrutínio em torno de seu trabalho.

Seu novo quadro no dominical resgata alguns do videoclipes mais icônicos dos 40 anos de história do programa e os revisita em tom de sátira. A ideia em si não é nova. Moacyr Franco já comandou no SBT um programa chamado “Concurso de Paródias”, em que os participantes davam novas letras para músicas consagradas. Da mesma maneira, Marcos Mion imitava os filmes dos mais diversos artistas e bandas no “Piores Clipes do Mundo”, na MTV. Isso não significa, no entanto, que a nova empreitada de Adnet no “Fantástico” seja ruim. Pelo contrário. Foi oportuna sua reinvenção de “Homem com H”, de Ney Matogrosso, justamente no momento em que políticos e religiosos fundamentalistas insistem em perseguir os direitos homossexuais. O que pesa sobre o humorista é o fato de que ele era tão livre em sua antiga emissora que parecia apontar novos rumos para a comédia no país. Esperavam que inventassem uma nova roda na Globo. Essa não é sua função. Sua função é fazer rir. E isso ele faz com competência.

O quadro do “Fantástico” conta com uma introdução em que a paródia é explicada, além de um esquete com alguma situação cotidiana, para deixar ainda mais claro sobre o que tratará a imitação. Todos cumprem bem seu propósito, embora deva haver menor preocupação em explicar reiteradamente do que em fazer rir. Dito isso, a imitação que Adnet fez de Ney Matogrosso foi divertida e respeitosa. Não pegou os caminhos mais fáceis e de gosto duvidoso. A letra também estava inspirada. E, aos críticos que enxergarem problemas nesta nova brincadeira e sentem saudades dos tempos da MTV, é bom lembrar: Adnet fazia exatamente isso – paródias de músicas – no “15 Minutos” e era considerado genial. Mudou Adnet ou mudou a maneira como ele é visto por estar em outro canal? Perguntar não ofende.

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terça-feira, 30 de abril de 2013 Crítica | 04:50

Repleto de entrevistas com astros da música brasileira, ‘Na Trilha da Canção’ chama atenção pelo valor histórico

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Caetano Veloso e Sarah Oliveira

Caetano Veloso e Sarah Oliveira: “Alegria, Alegria” foi considerada um fracasso

Depois de uma pausa no ótimo “Viva Voz”, Sarah Oliveira volta às telas do GNT com “Na Trilha da Canção”, documentário dividido em duas partes, que estreia na próxima segunda-feira (4), às 23h30. A ideia é boa: mostrar como clássicos da música nacional unem artistas sob um amplo guarda chuva de influências e deliciosas histórias de bastidores. Uma delas, por exemplo, quem conta é Tom Zé. Na época dos grandes festivais, nos anos 60, todos esperavam atentamente pela canção que Caetano Veloso levaria ao palco. Tratava-se de “Alegria, Alegria”. Tão logo se viu o resultado, Paulo Machado de Carvalho, todo-poderoso da época e várias personalidades lamentaram. Foram unânimes ao considerar a música um fracasso. A única voz dissonante era a de uma charmosa loira: Hebe Camargo, que, obviamente, estava certa ao considerar a obra um hit.

O elenco é de dar inveja a qualquer programa de TV: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Ney Matogrosso, Erasmo Carlos, Marina Lima, Wanderléa, Lobão, Lulu Santos, Tom Zé, Djavan, Rita Lee, Nando Reis, Arnaldo Antunes, Ronnie Von, Criolo, Otto, Céu, Tulipa Ruiz, Gaby Amarantos, Ana Cañas. Gerações misturadas para celebrar o que melhor se produziu musicalmente entre as décadas de 60 e começo de 90. Parte dos depoimentos foi colhida durante a época do “Viva Voz”, mas a grande maioria foi feita especialmente para o documentário. São curiosidades mil. Por exemplo: quem deu nome aos Mutantes foi Ronnie Von; Lobão se declarou apaixonado por Marina Lima; ja Tom Zé vê uma irreverente ligação entre a música de Rita Lee e a “pedagogia sexual”.

Mais do que uma série de anedotas, no entanto, “Na Trilha da Canção” se destaca pelo valor histórico. Acostumada a grandes entrevistas, com jeito tranquilo – que oscila entre apresentadora e fã, por vezes – Sarah Oliveira consegue deixar os artistas à vontade o suficiente para abrir lembranças como se contassem a um amigo. Quem assiste se sente íntimo dos ídolos. De condução rápida e narrativa enxuta, poderia tranquilamente virar uma série regular. Tem fôlego. Há muita boa música para ser explorada ainda. Ponto para Sarah. E para o GNT.

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