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sábado, 9 de abril de 2016 Humor | 16:00

“A MTV influenciou o Tá no Ar, Zorra e Porta dos Fundos”, diz Paulinho Serra

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Paulinho Serra (Foto: Paulo Belote/Globo)

Humorista analisa influências da MTV no que está sendo produzido (Fotos: Paulo Belote/Globo)

Paulinho Serra falou à coluna sobre o atual momento do humor na TV e internet. No ar em duas atrações que estrearam na última quinta-feira (7) – a segunda temporada de “Chapa Quente”, na Globo, e o programa “A Pergunta que não quer calar”, no Multishow – o humorista analisa que sua antiga emissora, a MTV, é responsável pela renovação da estética de fazer rir.

Humorista analisa influências da MTV no que está sendo produzido

Paulinho Serra

“A MTV influenciou muito o ‘Tá no Ar’, o ‘Zorra’ e o (canal de internet) Porta dos Fundos. O ‘Comédia MTV’ (2010/2012), modéstia à parte, foi o precursor de um monte de coisa que está acontecendo aí. Essa linguagem de ser cínico e fazer esquetes meio Monty Phyton (grupo de comédia britânico) só tinha sido utilizada no Brasil pelo ‘TV Pirata’ e ficou esquecida. O ‘Comédia MTV’ resgatou isso, e o que se vê hoje nesses programas já foi visto lá, é um lugar comum”.

O diferencial, diz ele, está na estrutura que faltava ao programa do canal que revelou outros nomes do humor atual, como Marcelo Adnet, Tatá Werneck e Bento Ribeiro. “Agora tudo isso é feito com dinheiro. Na Globo tem estúdio e 80 câmeras, na MTV tínhamos uma câmera e a luz do sol (risos)”.

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quarta-feira, 6 de abril de 2016 Humor | 07:00

Homenageado, Carlos Alberto de Nóbrega ganha visita da Velha Surda na Globo

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Carlos Alberto de Nóbrega e Marcius Melhem no "Tá no Ar"

Carlos Alberto de Nóbrega e Marcius Melhem no “Tá no Ar”

Carlos Alberto de Nóbrega ganhou uma homenagem rara na Globo, no último episódio desta temporada do “Tá no Ar”, exibido na noite de terça-feira (5), dia em que o comediante completou 80 anos. O cenário em que aparece todas as quintas-feiras no SBT foi reproduzido e ele recebeu a visita de uma das personagens mais queridas de “A Praça É Nossa”: a Velha Surda.

Comediante foi homenageado com um dos quadros mais tradicionais da "Praça"

Comediante foi homenageado com um dos quadros mais tradicionais de “A Praça É Nossa”

A caracterização de Marcius Melhem ficou praticamente idêntica à de Roni Rios, que imortalizou a senhora que ouve tudo errado, e sua interpretação foi perfeita. Por alguns instantes, o telespectador pareceu transportado para o programa que há décadas tem seu público cativo – e que chegou a derrotar o “Tá no Ar” nas temporadas anteriores, quando se confrontavam às quintas.

A emissora concorrente, Silvio Santos e até Raul Gil foram citados sem cerimônia. “Eu já trabalhei na Globo durante 11 anos, fazia ‘Os Trapalhões’. Estou muito feliz no SBT, muito”, explicou Carlos Alberto, mas a Velha Surda, obviamente, entendeu tudo errado. “Brigou com o Silvio? Com toda a família Abravanel?”.

Quadro na Globo citou o SBT, Silvio Santos e até Raul Gil

Quadro na Globo citou o SBT, Silvio Santos e até Raul Gil

Marcius Melhem ficou idêntico à Velha Surda original

Marcius Melhem ficou idêntico à Velha Surda original, interpretada por Roni Rios no SBT

Em outro momento, o telespectador foi à loucura com a paródia de Silvio Santos cantando “Metralhadora”, sucesso da banda Vingadora.

A atração ainda reuniu as atrizes que interpretaram Helenas nas novelas de Manoel Carlos – Maitê Proença, Christiane Torloni, Regina DuarteVera FischerTaís AraújoJulia Lemmertz , além de Lilia Cabral, que nunca viveu a personagem, mas esteve presente na maioria das tramas.  José Mayer, que se envolveu com quase todas as Helenas do autor, autografava um livro. Na mesma cena, Ricardo Macchi reviveu o eterno Cigano Igor de “Explode Coração” (1995),  Juca de Oliveira o Dr. Albieri e Stênio Garcia o tio Ali de “O Clone” (2001).

Enquanto não chega a quarta temporada, é possível rir com o humor parecido do “Zorra” que volta ao ar neste sábado (9) – sim, se você ainda não assistiu, a atração sofreu uma “plástica” no ano passado e está engraçada.

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quinta-feira, 10 de março de 2016 Humor, Programa | 12:00

Com “Chico Buarque da Direita”, “Tá no Ar” ganha sobrevida na internet

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O “Tá no Ar” tem conseguido o que muitos programas  sonham, mas dificilmente conseguem: ganhar sobrevida na internet depois que terminam na TV. A paródia “Chico Buarque de Orlando” – que encerrou a atração na terça-feira (8) mostrando como seria uma versão “de direita” de Chico Buarque – ainda é o principal assunto buscado e comentado nas redes no Brasil nesta quinta-feira (10).

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O quadro (um anúncio do box com sucessos do cantor adaptados para versão conservadora) viralizou na internet, trazendo letras que causam riso imediato para quem conhece o repertório de Chico  – “A Banda”, por exemplo, cujos versos são “Estavaà toa na vida / O meu amor me chamou / Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor” ficou assim: “Fui protestar na Paulista/alguém interveio e falou / pra ir em Orlando morar / porque o Brasil acabou”.

ADNETCHICOComo já foi dito aqui semana passada, a terceira temporada virou garantia da maior quantidade de risadas por minuto na programação. Muito bom que Marcelo Adnet, após um início difícil na Globo, possa por em prática sua criatividade, produzindo coisas como os clipes que encerram cada episódio.

Assista abaixo à paródia de Chico Buarque:

Todos os sucessos em um único box. http://glo.bo/1SsxtRa #TánoAr

Publicado por Tá no Ar em Terça, 8 de março de 2016

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quarta-feira, 2 de março de 2016 Crítica, Humor, Programa | 07:00

“Tá no Ar” garante a maior quantidade de risadas por minuto da TV

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O “Tá no Ar” tem se consolidado como a melhor opção para rir na TV. Os episódios da terceira temporada viraram garantia da maior quantidade de risadas por minuto na programação. O formato, muito raro na Globo, dá asas a um Marcelo Adnet inspiradíssimo, como nos tempos de MTV, aliado a um elenco que deu super certo no humorístico.

tanoar3Em meia hora de duração, eles ignoram a patrulha politicamente correta e brincam com programas de todas as emissoras (inclusive da Globo), fazem paródias de propagandas de grandes anunciantes e brincam com todas as religiões, com uma liberdade sem igual na TV aberta.  O Militante, personagem que aparece após alguma esquete falando mal da Globo, era algo inimaginável até pouco tempo atrás.

Esquetes da “Galinha Preta Pintadinha”, “Jardim Urgente” e “Cidade Inversa” tem presença frequente, mas não obrigatória, já que o programa nada mais é do que um grande zapping pelos canais de TV. Imitações de Silvio Santos, João Kleber e outros da concorrência também são feitas sem medo.

A criatividade do que vai ao ar é um óasis só visto de tempos em tempos no humor brasileiro. Os clipes usados para o encerramento são absolutamente hilários. A produção que se faz para algumas cenas que duram de dois a cinco segundos no ar impressiona.

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O “Jardim Urgente” parodia os telejornais policiais, só que focado nos “delitos” do universo infantil

O problema com a audiência nas duas primeiras temporadas foi superado mudando o dia de exibição – quando ia ao ar às quintas-feiras, a atração perdia muitas vezes para “A Praça é Nossa”. Sem opção de um humor que não seja preciso pensar às terças, o telespectador está se dando uma chance de fazer um esforcinho para entender e rir. O próprio tema de abertura faz piada com isso. “A televisão me deixou burro, muito burro demais, agora todas as coisas que eu penso me parecem iguais”, diz a letra de “Televisão”, dos Titãs.

Depois do malfadado seriado “O Dentista Mascarado” (2013) – no qual Adnet estava nitidamente engessado pelo texto e personagem – é bom vê-lo deixando fluir sua veia cômica sem estrelismo, dividindo a cena com Marcius Melhem, Danton Mello, Luana Martau, Georgiana Góes, Maurício Rizzo e Welder Rodrigues, entre outros nomes. As participações especiais são frequentes – pela atual temporada já passaram, entre outros nomes, Tiago Leifert, Lília Cabral, Sandy e Monica Iozzi.

Programas de outras emissoras e da Globo, como o "Amor e Sexo", ganham paródias

Programas de outras emissoras e da Globo, como o “Amor e Sexo”, ganham paródias

Embora existam diferenças entre as atrações, os mais velhos lembram dos bons tempos do extinto “TV Pirata”, nos anos 80, ou do início do “Casseta & Planeta, Urgente”, na década de 90. O “Tá no Ar” influenciou também outro humorístico da emissora: o “Zorra Total” sofreu uma plástica no ano passado e em nada lembra o que era até o fim de 2014.

O espaçamento entre as temporadas se reflete no resultado: com tempo para piadas pensadas e produção, o “Tá no Ar” mantém sua qualidade sem cair na mesmice. Que o programa tenha vida longa e gere “filhotes”, renovando o humor, há décadas um dos maiores pontos fracos da nossa TV.

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