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terça-feira, 30 de abril de 2013 Crítica | 04:50

Repleto de entrevistas com astros da música brasileira, ‘Na Trilha da Canção’ chama atenção pelo valor histórico

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Caetano Veloso e Sarah Oliveira

Caetano Veloso e Sarah Oliveira: “Alegria, Alegria” foi considerada um fracasso

Depois de uma pausa no ótimo “Viva Voz”, Sarah Oliveira volta às telas do GNT com “Na Trilha da Canção”, documentário dividido em duas partes, que estreia na próxima segunda-feira (4), às 23h30. A ideia é boa: mostrar como clássicos da música nacional unem artistas sob um amplo guarda chuva de influências e deliciosas histórias de bastidores. Uma delas, por exemplo, quem conta é Tom Zé. Na época dos grandes festivais, nos anos 60, todos esperavam atentamente pela canção que Caetano Veloso levaria ao palco. Tratava-se de “Alegria, Alegria”. Tão logo se viu o resultado, Paulo Machado de Carvalho, todo-poderoso da época e várias personalidades lamentaram. Foram unânimes ao considerar a música um fracasso. A única voz dissonante era a de uma charmosa loira: Hebe Camargo, que, obviamente, estava certa ao considerar a obra um hit.

O elenco é de dar inveja a qualquer programa de TV: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Ney Matogrosso, Erasmo Carlos, Marina Lima, Wanderléa, Lobão, Lulu Santos, Tom Zé, Djavan, Rita Lee, Nando Reis, Arnaldo Antunes, Ronnie Von, Criolo, Otto, Céu, Tulipa Ruiz, Gaby Amarantos, Ana Cañas. Gerações misturadas para celebrar o que melhor se produziu musicalmente entre as décadas de 60 e começo de 90. Parte dos depoimentos foi colhida durante a época do “Viva Voz”, mas a grande maioria foi feita especialmente para o documentário. São curiosidades mil. Por exemplo: quem deu nome aos Mutantes foi Ronnie Von; Lobão se declarou apaixonado por Marina Lima; ja Tom Zé vê uma irreverente ligação entre a música de Rita Lee e a “pedagogia sexual”.

Mais do que uma série de anedotas, no entanto, “Na Trilha da Canção” se destaca pelo valor histórico. Acostumada a grandes entrevistas, com jeito tranquilo – que oscila entre apresentadora e fã, por vezes – Sarah Oliveira consegue deixar os artistas à vontade o suficiente para abrir lembranças como se contassem a um amigo. Quem assiste se sente íntimo dos ídolos. De condução rápida e narrativa enxuta, poderia tranquilamente virar uma série regular. Tem fôlego. Há muita boa música para ser explorada ainda. Ponto para Sarah. E para o GNT.

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